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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Conhecer o frio para desfrutar o calor. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar ...

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Conhecer o frio para desfrutar o calor. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar ...

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Conhecer o frio para desfrutar o calor. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar ...

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Conhecer o frio para desfrutar o calor. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar ...

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Post final e agradecimentos

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by on Dezembro 29, 2013 at 2:20 am

 

A chegada: aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro.

A chegada: aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro.

 

 Arrume suas malas! O mundo nos esperava. Duas almas inquietas, dois seres curiosos, um casal que tinha um medo enorme da rotina para todo sempre. Ela, médica, emprego estável, corpo no chão mas cabeça a mil procurando a cada dia um novo sentido para a vida. Ele já mochileiro do mundo com uma ideia no rascunho que mudaria eternamente suas memórias.

O rascunho virou projeto que deu em casamento e ganhou uma data: 1º de janeiro de 2013, o dia em que o mundo nos conheceria. O dia em que o nosso modo de ver o mundo mudaria para sempre!

Pack Your Bags não foi apenas um estilo de vida na estrada, foi o conforto que precisávamos e o preenchimento de uma necessidade tremenda de fazer algo grandioso para nós mesmos! Um ótimo momento onde maturidade, responsabilidade e meios financeiros já tínhamos conquistado em nossas vidas. Crescemos, aprendemos muito e SIM…, nos divertimos pra valer! Não foi fácil mas ficou longe de ser difícil! Perdi a vaidade pelo caminho e aprendi a ser bonita pelo que sou “in natura” (Bife ajudou bastante). Nos descapitalizamos em um momento crucial da vida, deixamos empregos importantes e pessoas queridas nos esperando mas em troca recebemos a memorável recompensa que buscávamos: o crescimento pessoal e a possibilidade de nos tornarmos melhores seres humanos.

Quanta nova informação, quantos mitos e verdades, quantas descobertas! Novas intrigas, novas dúvidas, questionamentos mais nobres. Finalmente sedimentamos conceitos tão dificilmente assimilados no colégio! “Perestroika” deixou de ser palavrão, Vietnan não lembra mais guerra e o Iran não é mais o vilão do mundo. Chineses definitivamente são muito diferentes dos japoneses e o planeta terra pode ser dividido em 3 partes em termos de culturas influenciadoras: África, Ocidente e Oriente. Cada um totalmente particular e único! Marlboro, Coca, Pepsi e Colgate são encontrados em qualquer país e a “palavra” OK é a mais falada no mundo que é muito mais barato do que pensamos! Moramos no RJ, uma das cidades mais caras que passamos e o Brasil que tanto sentimos falta é lindo mas não O MAIS lindo! Costumava usar essas expressões: “mais ou menos, melhor ou pior do mundo” em vão… Não sabia a injustiça que cometia comparando algo com o desconhecido. Ficou mais justo e fácil agora…

Não acreditem em tudo o que vêem na TV e não generalizem nunca um povo pelos seus governantes. Poucos realmente representam o seu povo (que ironia não?). Austrália é o melhor país para se viver, Índia o mais chocante, Tailândia o mais paradisíaco, Iran o mais surpreendente (positivamente) e o Brasil o mais acolhedor! Poucos tinham o sorriso do NOSSO povo! O iraniano e os singalês (Sri Lanka) foram eleitos os mais simpáticos e sem dúvida os russos e ucranianos os menos… Os chineses, coitadinhos, o mais prestativo e o que menos conseguia ajudar de fato: falha de comunicação! A música brasileira “de verdade” ficou esquecida no mundo todo onde quase não se fala mais em bossa nova mas todos sabem cantar “nossa, nossa, assim você me mata…”. Morríamos…, de uma tristeza saudosa!

Entendemos que o mundo evoluiu e se não evoluirmos juntos deixamos de facilitar muito nossos dias. A internet ajuda e em algumas situações pode salvar nossas vidas, aproxima as distâncias e paga nossas contas. O avião é realmente o modo mais seguro de viajar e depois de 49 vôos estamos sãos e salvos sem surpresas. E que invenção!!!  Íamos de um lado a outro como se fosse logo alí! O trem é o mais confortável. O estresse deve mesmo ser o mal da humanidade moderna pois inacreditavelmente neste 1 ano de viagem não tivemos nem ao menos uma gripe! Crianças são iguais em todo o mundo: inocentes e com puros corações, não ainda  contaminados pelo que os cerca. Não existe religião certa ou errada, todas tem um pouco de bondade para ensinar, as pessoas é que as deturpam. Conheça todas e não apenas nasça com uma! “Pré-conceitos” são ignorantes e uma defesa boba para não ter que dizer: não sei! Pena que os que ficam  nessa zona de conforto não fazem ideia de que é justamente o “não sei” que nos engrandece e nos faz mover!

A única pobreza que gera violência ou infelicidade é a de espírito e tiramos dos países mais miseráveis os sorrisos mais lindos. Colegas não são amigos e amigos não são irmãos. De longe fica mais clara a diferença de quem realmente é imprescindível na sua vida e para quem fazemos falta!

Conseguimos nos surpreender a cada dia e não conhecemos nossos limites como ser  capaz de se adaptar a qualquer coisa: frio, calor, fome, esforço físico extenuante, obstáculos, mudanças… Acreditem: tudo que precisamos para viver cabe em um mochilão. Mas somos frágeis à solidão! Que graça teria conquistar o topo do Kilimanjaro depois de tanto sacrifício e não ter a quem dar um abraço de vitória? Rimos juntos, planejamos juntos, nos emocionamos juntos e assim nos fortalecemos! Que graça teria viajar o mundo todo e não dividir com quem mais amamos essa experiência que infelizmente poucos teriam a mesma oportunidade de viver?

Daí veio o blog e com ele um compromisso que nem nós esperávamos. Um pacto com nossos leitores, com a verdade das informações e com o tempo. Uma distração e uma forma de fazer algo útil às noites e por vezes madrugada adentro. Deu trabalho e tinha dias que era um teste de paciência (pEx. quando o wi-fi era devagar quase parando) mas me ensinou através das pesquisas tanto quanto pude ensinar a vocês! Espero que tenha servido para entreter, matar as saudades e curiosidades e abrir os olhos para um mundo que é tão grande e tão diferente e que tanto nos tem a oferecer!

O que é bom passa rápido e nem tanto assim muda em 1 ano a não ser tamanho de roupa de criança! Mas olha que coisa: finalmente resolveram o dilema entre colóides e cristalóides!!! Por enquanto…

Voltamos.Mesmas roupas, mesma mala mas com uma bagagem de toneladas. Sonho realizado. A lição? Nunca diga que não dá antes de tentar: sonhe com um mínimo de razão, tente com o máximo de coragem, estipule prazos para si mesmo e perceba ao fim que valeu a pena independente do resultado porque o mais importante do caminho não é o fim, não é até onde você chega e sim, o MEIO!

Deixamos um agradecimento muito especial às nossas famílias, especialmente a minha mãe, nosso maior apoio no Brasil resolvendo pepinos nossos enquanto estivemos longe; a todos os amigos e amigos de amigos que viajaram conosco pelo blog; aos que incentivaram nosso projeto desde o início; aos que nos esperaram e nos deram um voto de confiança (ao IFF, Dra. Z.M., Dra D. M.e Dra. F.M.); aos que foram nos encontrar pela estrada (Tony, Rui, Dona Márcia, Leco, Isa e Mila); aos que nos receberam de braços abertos em suas casas com direito a feijão, churrasco e pão de queijo (Raquel e Gui); a Dra Suchitra (Índia) e aos dois dias de muito aprendizado em seu hospital; a Maria Helena, pessoa da companhia aérea responsável pela nossa passagem RTW, sempre pronta para atender e sempre eficiente; e a todos os nossos apoiadores de peso (visitem o link dos apoios) descritos abaixo:

  • Digital Blá: agência que desenvolveu e nos ajudou a manter o site em perfeito funcionamento, sempre disponível, rápida e resolutiva.
  • Id Cultural: empresa de marketing cultural que nos ajudará a eternizar nossas memórias e divulgar o projeto Pack Your Bags em um futuro livro com os principais textos e imagens.
  • Curso de fotografia Ateliê da Imagem: nos ensinou a passar para as fotos a imagem mais real possível de tudo que vimos.
  • Submarino e todos os equipamentos oferecidos como meios fundamentais para o registro do dia a dia na estrada.
  • Academia BodyTech e o excelente treinamento que realizamos com seus professores 6 meses antes da viagem: sem vocês não chegaríamos no topo do Kilimanjaro!
  • Curso de mergulho Xdivers e seus competentes professores: nos proporcionaram momentos mágicos e seguros no fundo do mar!
  • Curso de idiomas Ann Arbor onde aprendemos a falar um pouco de francês. Merci!
  • Deuter: seus mochilões voltaram inteiros por incrível que pareça e foram super confortáveis de carregar! Já não digo o mesmo do conteúdo pois as roupas furadas foram ficando pelo caminho…
  • Hotel Ipanema Plaza: pelo lindo salão com vista para a praia oferecido para nossa festa de despedida que acabou se transformando em festa de casamento!
  • Boteco Belmonte pelos vários pratos de arroz, feijão, farofa de ovo, picanha e batata portuguesa devorados antes da viagem! Mal sabíamos que seriam os últimos por um longo tempo!
  • CoPEdu: pela grande ajuda na gestão e melhor organização do projeto além das dicas imprescindíveis de armazenamento de dados!

Logo

E particularmente eu, Mel, o agradecimento maior de todos ao meu marido, vulgo Bife, pela ideia, pela impecável organização e programação da viagem, pelo cuidado e pela imensa parceria! Você me deu o mundo!!!

O blog não acaba aqui. Continuará à disposição para quem quiser ler e reler, pegar dicas, deixar mensagens e fazer perguntas! Novas viagens virão só que agora curtas e nas férias dos trabalhos (como todo mundo normal) e espero ansiosa para poder voltar a escrever o que significará que estaremos retornando para a estrada para matarmos as saudades! Não vemos a hora de podermos dizer novamente:

Pack Your Bags!!!

América Central e do Sul em 1 post: Panamá e Peru.

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by on Dezembro 25, 2013 at 12:33 pm

 

A arte manual no Peru

A arte manual no Peru

Nenhuma volta ao mundo que se preze seria completa se não passássemos por todos os continentes e assim fizemos! Mas o nosso plano era mesmo deixar mais tempo para os países mais longe e menos para os que são perto, o que facilitaria viagens e vôos futuros em férias curtas. Então abri mão de Memphis e Nashville que tanto queria conhecer e guardamos a famosa Route 66 pra depois. Descendo seguimos para o Panamá que acabou ficando meio perdido na programação. A princípio seria nosso ponto base para conhecermos o Caribe mas depois de umas pesquisas vimos que o cruzeiro sairia mais em conta. Esses dois dias de Panamá ficariam então para visitarmos o polêmico canal e a parte antiga da cidade chamada Casco Viejo ou Casco Antiguo.

Chapéu Panamá. Famoso após o presidente dos EUA usá-lo na inauguração do canal do Panamá!

Chapéu Panamá. Famoso após o presidente dos EUA usá-lo na inauguração do canal do Panamá!

 

A cidade do Panamá não tem muitos atrativos mas a história do canal foi legal de saber. Uma construção mirabolante de mais de 30 anos para uma ideia fenomenal: ligar o Oceano Pacífico ao Atlântico e agilizar o comércio marítimo mundial. Bem melhor do que ter que navegar até o Cabo Horn na ponta da América do Sul… Os EUA ganharam a concessão da construção do canal após ajudar o Panamá a conquistar sua independência. Mas o pobre Panamá ficou literalmente a ver navios e o lucro total foi mais uma vez para a esperta grande potência americana!

Típicas peruanas à moda antiga do campo nas ruínas do Vale Sagrado

Típicas peruanas à moda antiga do campo nas ruínas do Vale Sagrado

O ponto alto do Panamá? Meu presente de aniversário: um maravilhoso e confortável hotel reservado de surpresa no lugar do albergue que achei que ficaríamos! Depois de um tempo dividindo banheiros na cara cidade de São Francisco pude ter duas noites de mochileira-rainha e melhor ainda: pelo mesmo preço dos albergues de São Francisco! É inacreditável como o poder de compra de 1 dólar pode mudar tanto de país pra país… Brindamos com uma gelada cerveja Panamá já em clima tropical de sol e chuvas e para o nosso último destino voamos! Quem diria… ÚLTIMO DESTINO!!!

A llama peruana. Matéria prima para muita obra prima!

A llama peruana. Matéria prima para muita obra prima!

 

 

 

 

 

O Peru foi uma boa surpresa para um fim de viagem onde a cabeça já estava mais no Rio do que na estrada! Povo gente boa demais, super humilde e dotado de uma habilidade artesanal tremenda! Se tivermos que dar uma cor ao Peru (como a Rússia é vermelha e o leste Europeu cinza) ficaria difícil pois no país existe uma explosão de cores das mais vivas em roupas, gorros, pulseiras, mantas e etc… Tudo feito fio a fio por mãos rápidas e trabalhadoras.

Gente que FAZ! Peru.

Gente que FAZ! Peru.

 

Delícias do Peru

Delícias do Peru

 

 

 

 

 

 

 

Chegamos por Lima que decepcionou um pouco por ser muito poluída, pobre e com feias construções. Mas o bairro de Miraflores pode ser bem charmosinho se andarmos pelos lugares certos! Afinal, tomar um Pisco Sour (originado aqui) comendo um bom ceviche típico para acompanhar não é nada mal, né? Vejam que a ordem de quem acompanha quem é importante!!!

Lima. Natal na Plaza de Armas.

Lima. Natal na Plaza de Armas.

Chicletes e balas da folha de Coca. Tradição local para o mal da altitude.

Chicletes e balas da folha de Coca. Tradição local para o mal da altitude.

Mas Cusco foi a cidade que caiu nas nossas graças e ao pé da letra nos tirou o fôlego! Situada a 3400m de altitude estando entre as 10 cidades mais altas do mundo era difícil ter plena satisfação com a inspiração profunda devido ao ar ser bem rarefeito! Como chegamos de avião não tem aquela história de aclimatização igual fizemos no Kilimanjaro e haja chá de coca para ajudar! Me senti mais cansada e com mais falta de ar que no topo do “Kili” e já soube de algumas pessoas que desenvolvem quadros mais graves até mesmo o tão temido edema cerebral da altitude! Se recomendação de uma médica afastada temporariamente ainda vale alguma coisa, quem pretende visitar Cusco deve trazer um Diamox (Acetazolamida) na bolsa e quiçá uma Dexametasona… Ambos são úteis na prevenção e tratamento do quadro! Detalhe: os hospitais em Cusco não ajudam muito! Muito precários apesar da cidade ser bem turística!

 

Cusco e sua linda praça principal.

Cusco e sua linda praça principal.

 

 

Igrejas construídas em ruínas Incas, praças muito agradáveis de dar um rolé e praticar o “people watching”, restaurantes e cafés super gostosos, charmosos hotéis e badulaques muitos para levar de lembrança… Assim é Cusco.

Cusco, Peru.

Cusco, Peru.

 

 

Mas quem foram os Incas? Civilização ancestral que deixou de herança inteligentes sistemas de irrigação do solo e cultivo agrícola e que aqui viveram antes da chegada e domínio dos espanhóis! Fugiram abandonando locais que existem até hoje em diferentes estados de preservação dependendo de quanto foram destruídos ou mesmo achados pelos conquistadores. Machu Picchu por exemplo foi um dos lugares não relatado nos livros dos espanhóis de onde se deriva a ideia de que ficou intacto até ser descoberto em 1911.

 

A estrela: Machu Picchu.

A estrela: Machu Picchu.

O lugar é incrível e com uma energia vibrante no silêncio da vista da cidade perdida que temos logo ao chegar! Ficamos muito tempo admirando a paisagem das montanhas e no meio delas uma cidade inteira de pedras e a história por trás de cada uma. Machu Picchu comparado ao Peru de forma geral é muito caro pois além da entrada de quase 50 dólares só se chega de trem que custa em média 70. A viagem de 3 horas e poucos minutos é bem bonita e uma das opções é ir no dia anterior e dormir em Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo), vilarejo na base da montanha. O objetivo é pegar de lá o primeiro ônibus que sobe para Machu Picchu e ver de cima o sol nascer pela cidade sagrada dos Incas, revelando aos poucos suas construções e caminhos. Não deixe de contratar um guia para contar os causos pois pedras e ruínas sem uma história por trás são apenas pedras e ruínas! Tem guias oficiais na hora que cobram um preço justo e sabem das coisas.

O trem para Machu Picchu.

O trem para Machu Picchu.

Ruínas de Machu Picchu.

Ruínas de Machu Picchu.

 

 

 

 

 

 

 

 

Chegando bem cedo despista-se a multidão que como nós faz só uma “day-trip” de Cusco e costuma popular o lugar por volta das 10-11h da manhã. Como não estávamos com tempo sobrando saímos e voltamos no mesmo dia mas demos sorte por não estar tão cheio já que era baixa temporada e época de chuvas! E se o seu objetivo é escalar o Huayna Picchu, montanha com as melhores vistas de Machu Picchu, deve chegar até as 10h da manhã que é quando sai o último grupo com permissão para subir!

No Vale Sagrado dos Incas.

No Vale Sagrado dos Incas.

Outro passeio imperdível que sai de Cusco é o tour pelo Vale Sagrado que dura um dia todo e você visita outras ruínas e paisagens impressionantes, passa por povoados no caminho que vendem seus trabalhos artesanais com pelo de llamas e alpacas e ocupa seu dia já que a cidade de Cusco é bem pequenininha. Para os mais empolgados existem mais tipos de aventuras como a famosa trilha Inca que é um trekking de quatro dias saindo de uma cidade perto de Cusco e chegando em Machu Picchu. É obrigatório um guia oficial que geralmente tem os seus “porters” para carregar o peso extra! Dá também para ir até a floresta amazônica peruana, várias agências vendem o pacote!

 

A Catedral de Cusco.

A Catedral de Cusco.

 

Floresta amazônica??? É…, chegamos gente! América do Sul já coladinhos no Brasil! Um ano nunca passou tão rápido para nós dois e um ano nunca foi tão maravilhoso! Se estamos prontos para a volta? Prontíssimos e de cabeça feita. Por mais que tenha tentado contar tudo com todos os detalhes faltou ainda muita coisa, todos os pequenos fatos de dias inesquecíveis e momentos marcantes que muitas vezes são tão simples…

O “Vida de Viajante”, post que foi criado para ser liberado em capítulos contando todos os perrengues da viagem, sumiu! “Desapareceu, escafedeu-se!” Ou foi tudo muito bem organizado e pesquisado (o que é um fato já que todo o tempo que levava no blog, Bife gastava planejando nossos dias), ou nos acostumamos com a estrada. Nos adaptamos às suas retas e curvas, buracos e caminhos sem saída! Ficamos amigos, parceiros inseparáveis! Coisas como dormir no chão do aeroporto, banheiros apertados e sem o padrão de limpeza perfeito, comidas estranhas, camas duras, hotéis barulhentos, roupas encardidas de tanto lavar e outras, passaram a ser meros detalhes comparados ao que veríamos em seguida. E as cenas dos próximos capítulos já nos dava uma injeção de ânimo e coragem. Sabíamos que o dia seguinte sempre valeria a pena!

Um brinde ao aniversário e ao eterno ano de 2013!

Um brinde ao aniversário e ao eterno ano de 2013!

Pois bem, chegou o dia de nos despedirmos dela, nossa grande parceira de emoções durante esse ano que passou e que como tudo importante que nos faz bem, deixará muitas saudades e muitas lembranças! A estrada continua à disposição de qualquer um que esteja aberto a conhecê-la. Não distingue sexo, idade, raça ou profissão! E nós…, à disposição para apresentá-la a cada um que tiver a coragem e determinação para dar o primeiro passo!

PACK YOUR BAGS e Feliz Natal !!!!!!

Altos e baixos: de LA a São Francisco! Garota eu vou pra Califórnia…

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by on Dezembro 22, 2013 at 4:15 am
Hollywood. Teatro do Oscar (alto), cenário do Friends (meio) e hotel do filme "Uma Linda Mulher" (baixo).

Hollywood. Teatro do Oscar (alto), cenário do Friends (meio) e hotel do filme “Uma Linda Mulher” (baixo).

Depois de comemorarmos 1 ano de casados na chegada dos mares caribenhos em pleno hall do aeroporto esperando por um baita vôo atrasado, seguimos! Costumamos brincar que esse 1 ano conta como 10 juntos afinal são 24h por dia, todos os dias respirando o mesmo ar! Deu choque algumas poucas vezes mais a parceria acaba sendo tanta que foram desprezíveis e até saudáveis para um ajuste ou outro no relacionamento! Nunca tive tanta certeza de que esses “10 anos” ainda ganharão muitos zeros! Bom para nós pois soubemos de alguns casais viajantes do mundo que se separaram no início da viagem! Um deles começou pela Índia e a mulher surtou e voltou! É…, a Índia definitivamente não é para os fracos (né Mi e Cristalina?)!!!

 

Praia de Santa Mônica, cenário do seriado "Baywatch".

Praia de Santa Mônica, cenário do seriado “Baywatch”.

Voltamos a Los Angeles para conhecer o restante e apesar de ser São Francisco a cidade localizada em “altos e baixos” morros e vales, o título do blog foi direcionado aos EUA em geral. Minhas primeiras viagens fora do Brasil foram para cá e lembro de ter adorado todas elas e de ter achado o país muito “primeiro mundo”! Ou eu mudei minha visão ao longo dos anos (fato muito verdadeiro principalmente neste ano) ou o país mudou muito! Acho que no fundo ambas afirmações são corretas depois da depressão americana! Enfim, isso tudo para dizer que não…, os EUA não são a Disney e talvez Hollywood sintetize um pouco as coisas: mendigos, malucos e drogados por todo canto, transporte público demorado e escasso fora da linha do metrô (quando tem), pessoas um pouco arrogantes e geralmente comendo alguma coisa muito “trash” ou ouvindo hip hop nas alturas em fones de ouvido!

Por outro lado todo o glamour mostrado nas televisões existe em um mundo-fantasia vivido por uma minoria de celebridades que são tão idolatradas que até um GPS de famosos já foi criado para atrair turistas! Não tenho ideia de como funciona mas existe!

A famosa e internacional: Rodeo Drive.

A famosa e internacional: Rodeo Drive.

 

Beverly Hills é realmente um luxo com mansões que de certa forma ajudamos a manter ao comprarmos nossos caros ingressos de cinema, fora um milhão de atrações criadas para atrair nossos valiosos dólares! Bife com seu jeito sutil já dizia: aqui respirou…, pagou! Nada é de graça e nada é barato! Não é à toa que a economia americana é a maior do mundo!

Falando da parte boa, amamos São Francisco mais que Los Angeles mas na famosa “LA” também tem bastante para ver! É legal ir a Santa Mônica e Venice, praias na costa do Pacífico, passear pela chiqueza de Beverly e pela Rodeo Drive (rua com as lojas mais caras do mundo eternizada no filme “Uma Linda Mulher”) e para os aficcionados ao mundo do cinema e da música, Hollywood é imperdível (ver post anterior)! Eu gosto mais que Bife e confesso que me emocionei ao passar pelo prédio da Capitol Records onde tantos talentos já estiveram e pelos bares onde várias bandas começaram como Door’s e outras… Fizemos LA de Hop-on Hop-off e achamos que foi uma opção melhor, mais prática e mais barata do que alugar um carro pois os estacionamentos são muito caros inclusive os dos próprios hotéis! E ainda ganhamos de brinde um pouco da história da cidade bem contada em todas as línguas! De que outro jeito saberíamos que LA tem a maior comunidade iraniana fora do Iran? Ironia… O metrô ajuda mas só para o Centro e Hollywood.

Fora o Hop-on Hop-off tem tour de todo o tipo: o que passa pelas casas dos famosos (coitados…, perturbação!), os dos estúdios de gravação como Warner, Paramount, Universal e etc… Fomos no da Warner mas não achei que valeu a grana! Foi bacana ir no cenário do seriado Friends e nada mais… Dizem que às vezes se esbarra com um ou outro ator pelo estúdio mas não foi dessa vez que encontrei George Clooney (marido finge que não leu essa parte!)

 

Golden Gate Bridge, São Francisco.

Golden Gate Bridge, São Francisco.

Programe de 2-4 dias para LA dependendo do seu interesse pelo mundo da fama e siga pela costa para a cidade mais bonita dos EUA: São Francisco!!! Esse trajeto pode ser feito em horas ou dias dependendo de quantos pontos da costa você se perde ou se encanta! A costa da Califórnia é famosa e a maioria das pessoas aluga um carro para fazê-la aproveitando para dar um pulinho a Yosemite, lindo parque nacional um pouco mais para dentro. Esse era o nosso plano inicial que acabou sendo abortado pela falta de tempo e pelo frio já que estamos em pleno inverno!

Free Walking Tour. São Francisco.

Free Walking Tour. São Francisco.

 

 

 

Direto para São Francisco, utilizamos o ônibus intermunicipal como meio mais barato e mais rápido que o trem. São Francisco nos surpreendeu bastante! Não esperávamos uma cidade tão bonitinha e tão agradável e tão… fria! Já até disseram que “o inverno mais frio que passei foi em um verão em São Francisco”! Não sei mais quem disse…, com certeza alguém que morava na latitude do Rio!

Moram bem...! Casas de São Francisco. Cidade sem prédios.

Moram bem…! Casas de São Francisco. Cidade sem prédios.

 

Imaginem um pouco da arquitetura européia com seus cafés, bares e restaurantes mais galerias de arte espalhadas pela cidade que tem ruas em formato de montanha-russa com descidas e subidas bem íngrimes e vistas maravilhosas para o mar? Mais legal ainda é estar bem no epicentro do movimento hippie dos anos 60-70 e nos lindos parques onde tocaram feras como Greatful Dead, Janis e Jimi naquele psicodélico “Summer of Love”. São Francisco era o destino dos sonhos para a maioria dos jovens da geração “faça amor, não faça guerra” e muitos vieram sem nada nos bolsos para aqui viver de música e para a música. Muitos partiram daqui para o Vietnan, um dos portos de embarque, e não mais voltaram! E pensar que tudo começou com um doido alucinado que resolveu dar a volta pelos EUA de cadilac e registrar em um livro suas aventuras sem rumo certo em “On the Road”. Jack Kerouac e sua galera mal sabiam que influenciariam uma era!

North Beach, São Francisco. Aqui começou a geração "beatnik". Cadilac do filme "On the Road" (à esq) e Barbara (à dir).

North Beach, São Francisco. Aqui começou a geração “beatnik”. Cadilac do filme “On the Road” (à esq) e Barbara (à dir).

As casas são maravilhosas em estilo antigo vitoriano (como eles falam) e também caríssimas abrigando agora a nova e afortunada geração “ponto.com” do próximo Vale do Silício de onde sai as modernidades da “rede”.

Mas falar de São Francisco sem falar na palavra “gay” é uma falta grave! Conhecida mundialmente como a capital-gay do mundo, foi aqui que eles brigaram por seus direitos humanos e conquistaram a aceitação de suas condições! Quem viu o filme Milk com a excelente atuação de Sean Pean lembrará da época onde Castro, o bairro gay de São Francisco era visto pelos conservadores como o local das aberrações humanas! Felizmente os tempos mudaram e as cabeças também e hoje em dia o bairro é turístico e cheio de bandeiras coloridas mas os GBLTs moram onde querem (G= gay; B= bi; L= lésbica; T= transexual; S= simpatizantes; A1= assexuados; A2= amantes da alma e por aí vai…). Cada cor da bandeira do orgulho gay representa um desses grupos!

Castro, o bairro gay. Manicure "Hand Job" (à esq) e uma janela do bairro (à dir).

Castro, o bairro gay. Manicure “Hand Job” (à esq) e uma janela do bairro (à dir).

Imperdível também é visitar Alcatraz, prisão de segurança máxima em uma ilha próxima para onde só íam os mais temidos “foras-da-lei” como Alcapone que todos lembram (ao menos da música de Raul). As águas eram gélidas e a correnteza ao contrário e se qualquer espertinho tentasse fugir, morreria na praia! Na volta um passeio pelo pier é mandatório para fazer uma boquinha ou ver os milhões de leões marinhos que moram por lá!

A temida Alcatraz. Prisão de segurança máxima!

A temida Alcatraz. Prisão de segurança máxima!

Do bonde de SF.

Do bonde de SF.

 

Deixei para o fim os clássicos: o bonde de São Francisco e a imperiosa Golden Gate Bridge! Muita gente aluga uma bike para atravessar a ponte e ir até Salsalito, bairro super charmoso que fica do outro lado! Demos sorte pois pegamos um dia com fog que parece ser quase diário e outro sem, quando tiramos as fotos de longe! Dá para voltar com a bike no ferry ou devolver no retorno da ponte e pegar o velho bonde para o centro fechando o dia dos clássicos! Ah…, e ainda esqueci do enorme Chinatown com todas as bugingangas que lhe pertencem!

O fog que acontece vários dias no ano. Por incrível que pareça aí está a Golden Gate!

O fog que acontece vários dias no ano. Por incrível que pareça aí está a Golden Gate!

 

 

 

 

 

 

 

Outro clássico da cidade: os leões marinhos do Pier 39.

Outro clássico da cidade: os leões marinhos do Pier 39.

 

 

No total ficamos 4 dias e deu para fazer tudo! A cidade é cara mas os albergues são bem maneirinhos. O nosso oferecia eventos noturnos para agregar a galera como “dia da massa”, queijos e vinhos e etc…, tudo incluído no preço! Ufa, pelo menos!

Mais um fim e mais uma etapa cumprida! Deixamos a América do Norte para comemorarmos meu aniversário no Panamá! E o fuso vai diminuindo…

Dolores Park. Melhor vista de São Francisco!

Dolores Park. Melhor vista de São Francisco!

 

Mel em Salsalito, do outro lado da Golden Gate Bridge.

Mel em Salsalito, do outro lado da Golden Gate Bridge.

 

O cruzeiro e o Caribe: comemorando bodas de papel!!!

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by on Dezembro 18, 2013 at 12:55 am

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Neurônios em câmera lenta, pernas para o ar ou na esteira Life Fitness que tanto sentimos falta, mochilas no chão, corpos na hidromassagem e log off geral! Não imaginava como um cruzeiro poderia ser tão bom, relaxante e por um preço bem acessível! Mesmo que hoje em dia não tenha mais o mesmo glamour de antigamente assim como aconteceu com as companhias aéreas, vale muito a pena!!! É uma mordomia extravagante e uma maneira de tirar férias sem ter o trabalho de pensar ou organizar nada! E ainda sai mais barato e mais prático conhecer o Caribe desta forma do que fazer cada país independente!

 

O porto de saída: Miami! Mel em Miami Beach.

O porto de saída: Miami! Mel em Miami Beach.

A comida? Fantástica! Tem de tudo e a qualquer hora! O jantar? Um luxo com talher de prata e guardanapo de pano! Bebidas por fora do pacote mas pelo menos te permitem levar uma garrafa de vinho. O serviço é exemplar, como o de um hotel 5 estrelas. Balança sim se esta é a sua pergunta e às vezes balança beeeeemmmm!!! Mais um tremor que uma marola e para quem enjoa muito em mar pode atrapalhar um pouco. Nada desesperador! Academia e spa tops de linha estilo Body Tech com esteiras voltadas para a frente do navio, ou seja, corre-se em direção ao mar ou ao sol se pondo! Piano bar, boite, banda ao vivo, shows estilo Brodway, cassino, violão acústico, jogos, esportes, piscinas, show de comédia…, UFA! Tem hora que cansa e a melhor parte do navio acaba sendo as cadeiras silenciosas do deck voltadas para o sol e a brisa quente do Caribe!

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Momento Titanic! Por do sol em alto mar, Caribe.

Sair de Miami foi um show à parte pois os americanos eram a massa e eu não me lembrava de como eles eram esquisitos! Se você está se achando gordinho no Brasil, venha para cá que vai ficar magro em um segundo! Setenta por cento do navio era obeso-mórbido e não saía dos restaurantes e fast-foods (cheseburger, tacos, pizzas e sorvetes são liberados quase 24h). Como conseguem comer em um mesmo prato, no café da manhã: bacon, ovo, batata frita, linguiça e pão???

Na beca, na medida do possível! Jantar do capitão.

Na beca, na medida do possível! Jantar do capitão.

Não sei mas é preocupante e não é à toa que a Mrs. Obama Primeira Dama anda dando uma ajuda no controle da obesidade do país! Descobrimos que nos E.U.A só se tem direito a 10 ou 15 dias no máximo de férias por ano e que 70% dos americanos nem tem passaporte já que com o pouco tempo que lhes cabe viajam pelo próprio país mesmo! Então imaginem a festa que não fazem? Cabelos rosas, verdes ou azuis fluorescentes, unhas postiças (espero) que enrolam como uma serpentina de tão grandes e roupas estranhas… Estranhos porém alegres, espalhafatosos e tirando um minuto de cada segundo!

Caribe, aí vamos nós! De unhas postiças para o cruzeiro: mochileira mas arrumadinha...! A gente faz o que pode!!!

Caribe, aí vamos nós! De unhas postiças para o cruzeiro: mochileira mas arrumadinha…! A gente faz o que pode!!!

 

 

 

 

 

 

 

 Freek show? Junte-se a eles na animação para as festas ou ache o seu cantinho de sossego predileto do navio que é tão grande que não deixa ninguém ou nenhum gosto desamparado! 

Escolhemos fazer o de 7 noites com 4 paradas no Caribe/América Central e foi perfeito! Dois dias no mar e quatro em terra firme fora os dias de embarque e desembarque! Assim pudemos aproveitar bem as instalações do navio sem o sentimento de aprisionamento pois acordávamos cada dia em um país diferente para conhecer e explorar! Existem várias empresas, temáticas ou não, para vários destinos e de vários preços. Navio gay, dos solteiros, dos idosos, da Disney, do Roberto Carlos, da música eletrônica… Tem que ter cuidado na hora de escolher para não entrar numa fria!

Cozumel, México.

Cozumel, México.

Nosso único problema foi o jantar elegante do capitão! Improvisamos com as novas compras, entramos atrás de um bololô de pessoas para não nos notarem tanto e enfiamos logo o tênis e calça jeans do Bife de baixo do pano da mesa de jantar! Minhas unhas postiças vermelhas ajudaram na finesse as quais, aliás, saíram junto com as verdadeiras na retirada de tanto que colam! Ainda bem que o capitão não viu nossos empoeirados mochilões!

Lagosta diretamente dos corais de Belize!

Lagosta diretamente dos corais de Belize!

 

 

 

 Primeira parada: Cozumel, México! A que mais gostamos pois conseguimos alugar uma scooter e rodar a ilha toda que é maravilhosa a 360 graus! A praia mais bonita pra ficar é do lado da ilha oposto ao porto entre Praia Bonita e Mezcalitos. A água é inacreditável de azul clara e transparente, não se cobra entrada como nas outras várias praias particulares e fica mais vazia (não vai todo o galerão do navio). Nota 1000!

 

 

Belize e a barreira de corais. América Central.

Belize e a barreira de corais. América Central.

 

 

 

Belize fica no continente e é um país bem pequeno, de língua e colonização inglesas e dono da segunda mais famosa bareira de corais do mundo! Águas verdes também translúcidas e um ponto top para snorkel e mergulho, o que fizemos!

 

Ilhas Roatan (Honduras) foi a que menos gostamos pois tinha que obrigatoriamente alugar um caro carro no porto ou pagar um caro taxi para chegar à alguma cara e particular praia! Não tinha praia pública com exceção da praia do porto que é onde ficou o navio inteiro e aquela lotação de gente acaba estragando o conceito de ilha paradisíaca!

Ilhas Roatan, Honduras. Praia do porto.

Ilhas Roatan, Honduras. Praia do porto.

 

 

  Em Cayman, como em Belize, escolhemos fazer um dos tours oferecidos pelo navio e foi sensacional poder nadar em um banco de areia em alto mar com a companhia de famintas arraias jamantas! Milhões delas vêm ao nosso encontro já que ao fim ganham suas recompensas alimentícias! Nunca gostei muito desses “turists-traps” (armadilhas para turista ver) como se fala por aí e não sei se o que as companhias de turismo fazem é ecologicamente correto mas dando meu braço a torcer, AMEI o passeio!

 

As amigáveis arraias jamantas! Cayman.

As amigáveis arraias jamantas! Cayman.

 

Fantástico! Arraias jamantas em Cayman.

Fantástico! Arraias jamantas em Cayman.

Elas são tão bonitas e encantadoras como as águas de Cayman e a sensação é a de estar em uma piscina azul clarinha e de visibilidade infinita! As gigantescas arraias chegam a te atropelar de tantas existentes e é quando sentimos aflitos sua “pele” lisinha e macia!

  Fim da mordomia, dia de voltar a Miami, relaxados para a reta final da viagem: últimos 15 dias!!! Quem diria que o fim já se aproxima a passos de Gulliver! Los Angeles, São Francisco, Panamá e Peru são os próximos e últimos destinos que tristemente agora já cabem nos dedos de apenas uma das mãos! E terminando com o Rei, sensação das velhinhas no navio que ele participa: “o importante é que emoções eeeeeuuuuu vivi!!!!” Nós vivemos.

A volta! Passeio pela Ocean Drive, Miami.

A volta! Passeio pela Ocean Drive, Miami.

 

 

Boa noite!

Boa noite!

De LA à Miami, de Miami ao Caribe! Mais encontros…

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by on Dezembro 11, 2013 at 8:45 pm

 

O Teatro do Oscar. Hollywood, Los Angeles.

O Teatro do Oscar. Hollywood, Los Angeles.

Antes de partimos para o nosso tão esperado cruzeiro no Caribe, fizemos uma rápida parada em Los Angeles, onde chegava nosso vôo da passagem de volta ao mundo (RTW)! Passamos o dia entre as estrelas de Hollywood! Não as verdadeiras e sim as milhões desenhadas na longa Calçada da Fama! No início ficávamos empolgadíssimos (eu mais que Bife) em achar um nome famoso de algum artista amado dentre os milhões! Abaixávamos para tirar foto e pagávamos o mico turístico coletivo de sair correndo apontando para alguma estrela no chão como se o próprio artista estivesse bem alí, deitado nos olhando!

Santana na Calçada da Fama! Esse merece...!

Santana na Calçada da Fama! Esse merece…!

 

 

Depois aquela cena começa a ficar meio ridícula e você se pega pensando: “pra quê tudo isso?” É só uma calçada com nomes… Santana, Bob Marley, Miles Davis e todos os outros estão muito longe dalí!!! Claro que perde-se um tempo até você se tocar disso e aí sim ao redor tem uns lugares legais para ver como o tour pelo teatro onde rola o Oscar todo ano e o museu dos figurinos mais famosos de vários filmes como a roupa do SuperMan usada pelo Christopher Reeve, o maiô da Pamela Anderson em Baywatch e as maquilagem de Marilyn!

 

As maquilagens de Marilyn Monroe!

As maquilagens de Marilyn Monroe!

 

Aprendemos que quem deu o nome à estatueta de “Oscar” foi nada mais nada menos que Walt Disney e que a maquilagem foi criada inicialmente para dar contraste aos filmes em preto e branco como a do Charles Chaplin. Mas artista é artista em qualquer época e o que eles fazem parece que é uma ordem a ser seguida! As mulheres começaram a imitar a maquilagem fora dos filmes e hoje é difícil ver uma sem…! Na festa do Oscar é engraçado pois como ela é filmada direto e os intervalos para os artistas irem ao banheiro ou tomar alguma coisa são muito curtos, eles geralmente colocam no seu lugar da cadeira um clone que fica lá quietinho até o famoso voltar e a câmera tenta não filmá-lo, lógico! Quem diria…

 

Os óculos do bruxinho simpático: Harry Potter!

Os óculos do bruxinho simpático: Harry Potter!

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A famosa Calçada da Fama!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A decepcionante placa de Hollywood! Na seta...

A decepcionante placa de Hollywood! Na seta…

O sinal de Hollywood no alto do morro é um “must” e é disputado pelas câmeras nos poucos lugares que conseguimos vê-lo de longe! Cheguei à conclusão que as telas de cinema tem a capacidade de engrandecer bem as coisas pois a placa é bem pequena e não é vista de todos os pontos nem mesmo de Hollywood, que dirá da cidade toda! Nas ruas não faltam Dart Vaders, Marylins Monroes, Superman e mil outros fantasiados querendo ganhar um dinheirinho na troca de uma foto com eles!

 

O Cálice Sagrado do Indiana Jones! Museu de Hollywood.

O Cálice Sagrado do Indiana Jones! Museu de Hollywood.

 

 

 

Não deu para fazer muita coisa em LA de início pois só tivemos um dia e à noite já voamos de novo em direção a Miami, de onde partiria nosso cruzeiro para o Caribe! Descanso merecido para as duas mochilas já há 11 meses na estrada. Mas falou em Miami, falou em “paraíso das compras” e este pegou até a gente! Como tínhamos tempo e nosso vôo chegava em Fort Lauder Dale, não resistimos ao SawGrass, um dos maiores (e mais baratos) Outlets dos EUA! E mesmo nós que não somos tão consumistas assim, ainda mais depois dessa viagem, ficamos doidos!!! Encaramos como um investimento já que teríamos que comprar de qualquer forma algumas coisas na chegada ao Brasil e que provavelmente estariam o dobro do preço (ou mais)! Foi outra saga pois saímos do vôo noturno direto para o shopping, deixamos os mochilões no locker e refizemos o seu conteúdo tão rasgado, furado e esgarçado! Nem dá tempo de gastar muito de tão grande que é o Outlet e de tão perdido que você fica lá dentro, que nem barata tonta no calor (como diz o Bife quando me perco em algum lugar…). E o mais impressionante de tudo é a quantidade de brasileiros que circulam pelos corredores e lojas! Até parece que estamos no Barra Shopping ou Rio Sul em véspera de Natal e tá todo mundo correndo para comprar o mundo antes de fechar!!!

Denunciando a idade: Magnum!!!!! E sua roupa...

Denunciando a idade: Magnum!!!!! E sua roupa…

Depois que finalmente nos libertamos de lá, muito mais tarde do que gostaríamos não nos restou outra opção que não pegar um taxi até Miami pois para virmos pegamos 3 ônibus desde o aeroporto e fazer isso de novo no mesmo dia, mortos e sem dormir já era demais! O transporte público nos EUA em geral é muito ruim e dificilmente você não se vê obrigado à alugar um carro…! Até tinha uma shuttle para Miami mas só sai em dois horários e perdemos a primeira leva porque encheu!

Estava ansiosa para chegar logo a Miami pois uma das minhas grandes e melhores amigas estava lá e foi uma maravilhosa surpresa e coincidência poder nos ver mesmo que rapidinho! Depois de matar parte das saudades, capotamos na cama do hotel e no dia seguinte cedo já estávamos embarcando no pier para mais um destino incrível: as lindas águas caribenhas!!! Enfim após quase um ano planejando, programando e fazendo contas toda noite teríamos a chance de não ter que pensar em nada por uma semana pelo menos! E não víamos a hora… Café, almoço, lanche e jantar variados e fartos, piscina, academia high-tech e diversão para qualquer idade e gosto a qualquer hora! Nossos cérebros mereciam esse descanso e melhor ainda: por um preço tão bom que coube no nosso orçamento!!!

 

 

Caribe, aí vamos nós! De unhas postiças para o cruzeiro: mochileira mas arrumadinha...! A gente faz o que pode!!!

Caribe, aí vamos nós! De unhas postiças para o cruzeiro: mochileira mas arrumadinha…! A gente faz o que pode!!!

Cozumel (México), Belize, Ilhas Roatan (Honduras) e Grand Cayman??? Estamos chegando!!! Cada dia mais perto de casa…

OBS: Para os que querem saber mais sobre Los Angeles, leiam os próximos posts (após o cruzeiro) pois tivemos mais tempo na volta para conhecer e portanto terá mais informações!

 

 

 

 

 

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Encontro de irmãs!!! No Subway de Miami Beach (ninguém merece!!!). Adorei te ver Mila!

A “Lua de Mel” da Lua de Mel: Hawai’i.

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by on Dezembro 7, 2013 at 1:00 am

 

O traje típico dos turistas

O traje típico dos turistas

 “Felicidade é o momento que não queremos que acabe”. E tem momento mais perfeito? No Hawai, um belo dia de sol e céu azul sem uma nuvem, de frente para uma praia linda, canga estendida na sombra de um coqueiro em um fim de tarde alaranjado com algum hóspede vizinho tocando um violão ao fundo, vinho em copo de isopor e um casal aventureiro, inovador, cheio de memórias e já com uma saudade imensa do ano que estão prestes a deixar para trás… Saudade tão grande quanto a saudade de casa! Nossos dias estão contados, o mundo “lá dentro” começa a voltar aos poucos para nós que estamos chegando da nossa volta pelo “mundo lá fora”… Muitos nos perguntam se não estamos cansados, se já não encheu o saco ficar pra lá e pra cá sem conforto e sem uma cama para chamar de sua! E a resposta é absolutamente negativa! Claro que cansa em alguns momentos quando o hotel não é o que promete, quando viajamos por longas distâncias de ônibus, quando o nosso vôo é de madrugada pra economizar e temos que esperar pelo horário do check-in… Mas nada, nada disso é nada mesmo comparável ao prazer que é ter tido a oportunidade de estar aqui! Em rede internacional agradeço ao meu marido, esporádico coautor do blog, pela ideia e pela organização perfeita de tudo que deu muito certo até então! Cada vez mais acredito que podemos conquistar a felicidade e não “ter a sorte” de ser feliz!

Felicidade fotografada! Picnic em Maui.

Felicidade fotografada! Picnic em Maui.

 

  E o arquipélago do Hawai que aliás merecia ser um “país” separado dos EUA é o cenário perfeito para todas essas reflexões! Começando por Oahu, mistura de ilha deserta do  Pacífico com cidade grande, dependendo de onde você fica pode ter impressões da ilha bem diferentes! A famosa praia de Waikiki é palco para o turismo de massa! Totalmente urbanizada tem hotéis e prédios de mil andares, restaurantes na beira do mar, lojas sem fim, fast food de todo jeito (típico prato americano), albergues, casais em lua-de-mel, asiáticos com camisas coloridas, colar havaiano, flores no cabelo e coisas do tipo! Os casais japoneses em lua-de-mel são os melhores pois mandam fazer roupas com a mesma estampa para vestirem na viagem toda! Tipo aqueles gêmeos que a mãe faz roupa igual! Nas tardes rola um show de “hula hula” bem pra gringo na beira da praia e os luaus à noite também são famosos! Paga-se um preço fixo pelo contexto: tochas, música e jantar (80-90 dólares).

Nada mais havaiano que uma Havaiana! Show de hula-hula em Waikiki.

Nada mais havaiano que uma Havaiana! Show de hula-hula em Waikiki.

 

Uma linda praia urbana. Waikiki, Oahu.

Uma linda praia urbana. Waikiki, Oahu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Perto fica o Diamond Head, vulcão que nos dá de presente uma vista incrível de  Waikiki depois de mais ou menos uma hora de subida à pé! É também o “paredão” de fundo da praia…, nada mais belo! Logo depois fica uma baía super bem preservada que se formou ao longo de anos dentro da cratera de um antigo vulcão que desmantelou e abriu para o mar! Chama-se Hanauma Bay. Corais que cresceram nas rochas formadas pelas remotas explosões e peixes de todo tipo habitam esse excelente ponto para snorkel! Não vi as tartarugas que tanto queria mas só o visual do lugar já valeu o dia!

Fotografamos o carro de um dos mil casais em lua de mel!

Fotografamos o carro de um dos mil casais em lua de mel!

 

Hanauma Bay na cratera do vulcão. Oahu.

Hanauma Bay na cratera do vulcão. Oahu.

 

 

 

 

 

 

 

 

  Além dessas duas paradas imprescindíveis, vários outros pontos da ilha tem uma beleza natural encantadora e alugar um carro por um ou dois dias não é uma má ideia! Obrigatório para quem está fazendo uma viagem curta e não tão fundamental para quem está “mochilando” já que em Oahu o ônibus funciona razoávelmente bem. Apesar de ser muuuito lento e parar em um ponto a cada 100 metros, cobre toda a ilha, o que não acontece em Maui!

 

Da plataforma olhando para o U.S.S. Arizona afundado. Pearl Harbor-Oahu.

Da plataforma olhando para o U.S.S. Arizona afundado. Pearl Harbor-Oahu.

O bom de ficar hospedado em Waikiki é que o custo dos hotéis acaba caindo um pouco pela enorme concorrência e fica central para fazer os passeios ao redor. Pearl Harbor é um deles e bacana para quem quer também um pouquinho de cultura e história! O navio bombardeado e afundado pelos japoneses, U.S.S. Arizona, ainda está lá no fundo do mar junto com sua tripulação e podemos vê-lo (o que restou dele) de uma plataforma aquática graças à transparência da água! Emocionante e triste ao mesmo tempo! O memorial conta a história trágica sobre o que os malvados japas fizeram mas omitem o fim da história: Hiroshima e Nagasaki! Típico do americano que tem mania de ser o herói sempre….

 

 

  Falando um pouco dos havaianos venho confirmar o boato que rola: são marrentos pra caramba, nada “sangue bom”

Campeonato mundial de surf. North Shore, Oahu.

Campeonato mundial de surf. North Shore, Oahu.

e muito menos “da paz”! Já sabia da fama dos surfistas locais que não deixam nenhum haole surfar a “SUA” onda! Total propriedade privada e como para as ondas, as regras valem para outras coisas também como os estacionamentos! Se é a última vaga e tem um havaiano chegando atrás de você, esquece…, a vaga é dele e ai de você se encarar! Bife contou que uma vez até no campeonato mundial um havaiano expulsou de uma onda um outro concorrente! Bizarro…

Falando em mundial, chegamos bem no meio da Tríplice Coroa 2013 que engloba as etapas de Haleiwa, Pipeline e Sunset! Fomos em busca das ondas gigantes o que acabou virando uma saga pois para o North Shore são mais ou menos 2h e pouco de ônibus de Waikiki, que te deixa em um ponto específico. Ficamos em Waimea, local com as maiores ondas do mundo e… NADA! Tava uma lagoa, não tinha onda nenhuma e no lugar dos surfistas famosos tinha só uma galera fazendo snorkel! Andamos uns 10Km pela costa passando por Papukea, Pipeline e Sunset e… MERRECA! Até tinha umas marolas mas a previsão para o próximo swell ía demorar uns dias e o campeonato estava suspenso! Ganhamos em troca um dia incrível nessas praias que são espetaculares de lindas! Água transparente, coqueiros, areia fina e branca! O clima do North Shore é bem mais bacana que o de Waikiki e para quem conhece Bali é como Uluwatu para Kuta! Poucos turistas, a maioria jovem, clima bem mais light, sem prédios ou mega hotéis e casinhas super charmosas na beira das praias! É até difícil achar um restaurante ou lugar para comer! Lembrou um pouco Saquarema e Itaúna só que beeeeeemmmm (mais beeeem) melhoradas!!!

Uma das praias preferidas: Papukea Beach no North Shore. Oahu.

Uma das praias preferidas: Papukea Beach no North Shore. Oahu.

 

E nada de onda... Pipeline, North Shore. Ilha de Oahu.

E nada de onda… Pipeline, North Shore. Ilha de Oahu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por do sol na ilha de  Maui, tem presente melhor?

Por do sol na ilha de Maui, tem presente melhor?

Partimos então para Maui e o único jeito de ir de uma ilha para outra é voando! Não rola ferry no meio das ondas grandes do inverno! Maui é bem mais encantadora e paradisíaca! Destino perfeito para os casais em lua-de-mel e para famílias! Ficamos em Kihei, um ponto super agradável e calmo da ilha e tivemos que alugar um carro para conhecer o resto! E “QUE” resto!!! Nunca vi nada igual e Big Beach/Little Beach ficaram no coração…, guardadas para sempre como uma das melhores praias do mundo junto com as ilhas Gili perto de Bali! Maui é bem grande e para conhecer tudo precisa de pelo menos 2 dias de carro!

 

 

 

Praias de Maui: sem prédios altos, clima mais tranquilo!

Praias de Maui: sem prédios altos, clima mais tranquilo!

Na costa oeste ficam as praias de hotéis e no leste fica a famosa estrada para Hana, uma das mais bonitas do mundo! Vai beirando a costa e o vulcão, é cheia de curvas e paradas cênicas, cachoeiras, vegetação e flores lindas! Demoramos quase o dia todo nela que é muito maior do que achamos que seria e dá para combinar com o topo do vulcão para um por do sol! Abastecer de comida antes é fundametal pois não tem muito o que comprar no caminho para comer! Bem roots mesmo e em alguns pontos chega a ser aventureira e perigosa! No topo da costa venta muito, é cheio de curvinha fechada e só passa um carro em vários pontos… Detalhe que a estrada é de mão dupla! Amamos!!!

Estrada para Hana: vulcão de um lado e mar do outro! Ilha de Maui.

Estrada para Hana: vulcão de um lado e mar do outro! Ilha de Maui.

 

 

 Pois bem, o tal picnic do início do texto foi aqui em Maui e de frente para o por do sol mais bonito da viagem até então junto com Grécia e Tailândia! E para nós veio bem a calhar já que restaurantes e o custo de vida é caro no Hawai! Um dos países mais caros da viagem! Mas fala sério…, quem precisa de restaurante??? E assim nossa cabeça vai mudando aos poucos, sem percebermos! Porque não fazemos isso no Rio com mais frequência? Na Lagoa por exemplo…

 

 

 

Praia de areia preta. Estrada para Hana, Maui.

Praia de areia preta. Estrada para Hana, Maui.

 

Deixamos mais uns dois dias para Oahu para uma segunda tentativa de ver o campeonato de surf e também não foi dessa vez! O swell se escondeu da gente! Fomos embora tristes e isso é muito bom nessa altura do campeonato pois significa que apesar de já termos visto muito pela estrada afora, mais um lugar nos surpreendeu e conseguiu superar as expectativas! Hawai: um dia nos verá de novo…, sem dúvida!!! Até lá!

A praia mais linda do Hawai: Big Beach (e Little Beach)..., e EU boiando!

A praia mais linda do Hawai: Big Beach (e Little Beach)…, e EU boiando!

De Auckland a Honolulu: Aloha Hawai!!!!!!!!!

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by on Novembro 25, 2013 at 7:39 am

 

Auckland e a torre vistas de Devonport.

Auckland e a torre vistas de Devonport.

Dos sonhos de criança, poucos concretizei em seu formato original mas muitos chegaram bem perto neste ano pela estrada afora! Já quis ser aeromoça só para viajar o mundo todo! Viajei o mundo todo! Já quis ser uma escritora famosa! Virei escritora por um ano! Quis casar um dia no Hawai e agora aqui ele está, nos esperando para fazer parte da nossa looonga lua-de-mel!

Bife e o veleiro neozelandês da regata de volta ao mundo!

Bife e o veleiro neozelandês da regata de volta ao mundo!

 

 

 

 

 

 

 Mas guardando a ansiedade por alguns parágrafos falaremos de Auckland, cidade onde habita 1/3 da população da Nova Zelândia! Com mais barcos que carros, o porto é o centro das atenções, todo renovado com bares, restaurantes, parques e gente de todo canto. Esse 1/3 da população parece se concentrar todo alí pois fora do centro, o restante é tão calmo e pacato que nem parece que estamos em uma cidade grande! Como o mundo é diferente! Enquanto na Índia ou China as pessoas brigam por um espaço, aqui tem de sobra! Tirando os prédios do centro só vemos subúrbios com casas gigantes e lindas, como um grande Jadim Pernambuco à moda antiga! Sortudos moradores…

Pubs de Auckland: a boa herança inglesa!

Pubs de Auckland: a boa herança inglesa!

 

Lindas casas, lindos subúrbios! Auckland.

Lindas casas, lindos subúrbios! Auckland.

Quando vemos um país assim, onde casas não tem muros e nem grades, carros dormem abertos nas ruas, bicicletas soltas e coisas do tipo, percebemos o quanto vivemos sob perigo constante, o quanto o nosso Brasil é realmente violento e como infelizmente moramos em um das cidades mais inseguras do mundo! Dos lugares que passamos até agora só perde para os da África (ou empata)!

E se o Harbour é a alma da cidade de Auckland, a Skytower é a “menina dos olhos”! Considerada uma das maiores torres do hemisfério sul, não tem como não notá-la! Ela e os aventureiros no topo que saltam de lá em um dos mais famosos Bungees Jumps do país! Para os menos corajosos existe também o Skywalk onde você pode andar pela plataforma externa da torre a céu aberto preso apenas em uma corda de segurança!

A torre de perto e os corajosos de laranja andando na plataforma aberta.

A torre de perto e os corajosos de laranja andando na plataforma aberta.

 

Mais uma vez deixamos essas caras aventuras para uma próxima e passamos um dia maravilhoso na ilha de Waiheke a 45 minutos de ferry do porto de Auckland. Outro lugar de praias lindas e pouco conhecidas por nós! Não deixamos o nosso orçamento nos intimidar com o preço da cerveja num bar com vista para o mar: 8 dólares! Tomamos! Na verdade esse é o preço “normal” (que de normal não tem nada) de um chopp por aqui. Não dá nem pra ficar “alegre” pois pedir o segundo dói no bolso! Mas uma vez ou outra nos damos o luxo…, se não, ninguém aguenta! Um pouco mais perto fica Devonport, “subúrbio” super agradável onde subimos em um dos vários pequenos vulcões que tem espalhados para ver a vista incrível! Impressionante como a vida é calma por lá e o estresse passa longe!

De cima do vulcão: Devonport.

De cima do vulcão: Devonport.

 

 

 

 

 

 

 Atravessando o mapa mundi e voando entre dois pontos muito afastados do meridiano de Greenwich, saímos dia 19 da Nova Zelândia e chegamos dia 18 no Hawai! Uma loucura só! Quase 24h de fuso horário entre os dois países mas uma molezinha pra gente já que noite em um é noite no outro… Quer dizer, nem tão molezinha assim pois burramente nem percebemos que isso aconteceria e reservamos o hotel de Honolulu para o dia 19 e não 18…! Aconteceu com várias pessoas do nosso vôo…!!! Estávamos há 13 horas de diferença para mais do Rio e passamos para 8 horas a menos! Mais um estalo de que realmente estamos na reta de chegada…

 

Prédios..., prédios..., ah..., coqueiros!

Prédios…, prédios…, ah…, coqueiros!

 Ansiosos pelo Hawaii (eu mais que Bife que já conhecia Oahu) vimos pouco dele no primeiro dia pois chegamos à noite mas roupas floridas e colares “havaianos” já eram a regra pelas ruas e também prédios de muitos andares… Isso mesmo: prédios gigantes dominam o visual de Waikiki, onde ficamos! Mal acreditei pois quando pensava no Hawai, imaginava uma praia super sossegada com aquela musica Hula-Hula de fundo, coqueiros e etc… Não me vinha à cabeça mega resorts, turistas pra lá e pra cá a mil por hora comprando, comendo e fotografando, rodovias, viadutos e um trânsito infernal!

Waikiki vista do vulcão Diamond Head. Hawaii.

Waikiki vista do vulcão Diamond Head. Hawaii.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Mas foi só a impressão noturna pois grande parte de Oahu pode até ter as características acima só que a praia de Waikiki é tão bonita e o clima é tão legal com todo mundo alegre e curtindo as férias que o contexto fica bacana de ver e aproveitar! No próximo post libero o Hawaii por completo (tô um pouquinho atrasada mais vai sair logo!). Um ALOHA bem grande pra todos cheio de saudades!!!

Ah…!!!!!! E pra quem não levava fé que Bife entraria com esse cabelo nos EUA, com cara de descendente de Mohamed e ainda tendo passado pelo Iran…, ele tirou a imigração de letra!!! Dessa vez quem foi pra salinha???? EU!!! Fui revistada de cabo a rabo… Ops…

Mais de Auckland!  Homenagem às primeiras mulheres do mundo que ganharam o direito do voto: as neozelandesas.

Mais de Auckland! Homenagem às primeiras mulheres do mundo que ganharam o direito do voto: as neozelandesas.

A maior prova de que entramos nos EUA!!!

A maior prova de que entramos nos EUA!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Troca de lixos: tá velho? Não vai mais usar? É só deixar na porta de casa que alguém vai pegar! Típico da Austrália e NZ! Bife montaria nossa casa assim...

Troca de lixos: tá velho? Não vai mais usar? É só deixar na porta de casa que alguém vai pegar! Típico da Austrália e NZ! Bife montaria nossa casa assim…

 

Into the (wonderful) wild: Nova Zelândia.

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by on Novembro 20, 2013 at 11:23 am

 

Parece pintura... Queenstown para Glenorchy.

Parece pintura… Queenstown para Glenorchy.

Society…, hope you’re not lonely without “US”!!!

  Alguém na vida já te pediu para fechar os olhos, esquecer o mundo “lá fora” e pensar em uma paisagem muito bonita, calma e relaxante? Adicione agora a este lugar montanhas de cumes nevados, lagos enormes espelhados de tão calmos e um silêncio gritante? Mas calma…, não relaxe tanto assim pois é exatamente este cenário que abriga os esportes mais radicais do mundo!!!

Foto do facebook SEM edição!!! Shotover River.

Foto do facebook SEM edição!!! Shotover River.

 

 

 

 

 

 Queenstown, cidade na ilha sul da Nova Zelândia, parece ter saído de uma pintura e não foi à toa que seus arredores foram escolhidos para a gravação do épico “Senhor dos Anéis”. Quem não lembra dos lindos lugares por onde andou Frodo??? Esses Hobbits eram uns felizardos de morar aqui!

 

Queenstown do topo!

Queenstown do topo!

A cidade fica na beira de um enorme lago azul que reflete os lindos fiordes e as  montanhas de pinheiros, é cercada por uma vegetação verde muito viva e flores amarelas, muito amarelas!!! E além de tudo isso é super charmosa nas suas construções! Bares, cafés, casas e hotéis simpáticos fazem nossa estadia ser ainda melhor! Ah…, sem falar nas ovelhinhas…! Um milhão delas habitam os enormes campos e fazendas que cercam Queenstown, escolhida pela rainha para ter o seu nome! Esperta rainha britânica!

Sem palavras...

Sem palavras…

 

 

 

 

 

 

Jetboat pelos lindos canyons! Queenstown.

Jetboat pelos lindos canyons! Queenstown.

 Tudo devia ser bem calmo e pacato até que um belo fulano neozelandês em um belo dia de sol resolve se tacar da Torre Eiffel com uma corda elástica amarrada no pé. Pronto, criou-se um dos esportes mais radicais apavorantes de todos: o Bungee Jump! Posso falar com propriedade pois há uns anos atrás, na viagem que fizemos pela África, me taquei também de uma ponte no Zimbabwe de 111 metros de altura em cima de um rio cheio de crocodilos… PRA NUNCA MAIS!!! Esse mesmo Bungee rompeu uns dois meses depois com uma australiana que caiu no rio e por sorte não morreu! Ficamos com um trauma pro resto da vida (ela e eu…).

 

 Por essas e outras deixamos de lado o Bungee mas não faltou opção para colocar no lugar pois com o passar dos anos Queenstown acabou virando a capital mundial dos esportes radicais! É de enlouquecer o número de coisas que inventaram para você gastar as suas preciosas economias seja no céu, na terra ou no mar! Jetboating, pêndulo humano, tirolesa, rafting, vôo cênico, montain bike, mergulho, trekkings diversos, rock climbing, paraquedas, paragliding e por aí vai…

 

 

Jetboat e o 360 graus.

Jetboat e o 360 graus.

 

Fazendas, fiordes e ovelhas! NZ.

Fazendas, fiordes e ovelhas! NZ.

 

As excursões e as atividades são todas caríssimas e o custo de vida também não é barato o que acabou limitando um pouco nossas opções. Escolhemos o jetboating pelos canyons que é bem típico daqui e passa por um dos rios mais bonitos do país! É tipo uma lancha com bancos para até 15 pessoas só que com velocidade muito maior que a do jet sky e pilotos doidos mas muito habilidosos! Dão vários 360 graus na água e passam rente aos estreitos corredores de rochas e curvas dos canyons! Emocionante!!!

Fora isso demos preferência para o que a Nova Zelândia tem de melhor: a natureza! Visitamos Milford Sound que é uma área linda cheia de fiordes e lagos. Só a estrada pra lá já vale o passeio pois tem mil paradas fotográficas alucinantes pelo caminho. Ao chegar uma lancha te leva pelo lago para a base das montanhas e cachoeiras até o mar da Tasmânia. Olhando pra cima dá para sentir na pele o quanto somos pequenos diante da natureza que engloba desde o Pacífico oceano até o Cabo das Tormentas, sopra uma brisa leve nas noites de Búzios e tufões de 315Km/h destruidores nas Filipinas, transforma as calmas águas da Tailândia em gigantescos tsunamis… Navegando por entre as montanhas damos o braço a torcer de que nós, humanos, não somos nada perto dela. E se um dia ela decidir que viraremos magrelos fósseis, assim será!!! Que demore uns milhões de anos…

Estrada para Milford Sound.

Estrada para Milford Sound.

 

Estrada para Glenorchy.

Estrada para Glenorchy.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O trajeto do barco é bonito mas confesso que a estrada de Queenstown pra lá dá de mil e se o seu dinheiro foi para as cucuias com outras atividades, a nossa sugestão é alugar um carro e fazer tudo por conta própria! É muito fácil dirigir no país apesar da mão inglesa e ter o seu meio de transporte é o melhor jeito de viajar pela Nova Zelândia como um todo! As estradas são tão turísticas quanto as cidades e “que delícia” seria se tivéssemos tido tempo para alugar nosso próprio motorhome e dormir pelo caminho na beira de um lago olhando para as estrelas…

 

A autonomia de ficar por conta própria não tem preço! Carro alugado.

A autonomia de ficar por conta própria não tem preço! Carro alugado.

O nosso terceiro e último dia em Queenstown foi de carro alugado para explorar os arredores e mais uma estrada nos tirou o fôlego: a que vai em direção a Glenorchy! Ela beira todo o lago em lindos 50-60 Km que podem durar horas e horas se pararmos em todos os lugares merecedores de uma foto! Parece até que atravessamos um portal para uma terra encantada, pra depois do arco-íris, pra Terra do Nunca ou pro País das Maravilhas…

Um dos milhões de trekkings.

Um dos milhões de trekkings.

 

 

 

 

 

 

 E se o seu negócio é andar e andar benvindo ao paraíso dos trekkings! Vários estão classificados como dos mais bonitos do mundo e muitos duram alguns dias até a volta! Com tudo isso fica difícil optar e fácil querer voltar para fazer o que restou… Nada de camper van, nada de motorhome, nada de tempo sobrando, partimos foi de avião mesmo para Auckland! E se eu disser que um ano de viagem é pouco tempo sei que 99% de vocês vão querer nos matar mas por incrível que pareça…, É!!! Pronto, falei. Faltou muito o que conhecer na Nova Zelândia como vulcões, glaciares, praias e decidimos fazer uma segunda versão do Pack Your Bags após a aposentadoria. Espero estarmos com bastante saúde até lá! Já até achei o modelo para o meu próximo mochilão: Deuter, claro! Só um pouquinho maior…

Tá doido...!!!

Tá doido…!!!

 

 Próximo stop: ilha norte! Último antes de voar para um dos lugares em que sempre quis estar um dia: Hawai! Alooooooooooooohaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Jetboating em Glenorchy.

Jetboating em Glenorchy.

Gold Coast e Byron Bay: vamos a la playa!!!

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by on Novembro 15, 2013 at 11:05 am

 

Isso é muito Austrália!!!

Isso é muito Austrália!!!

 Há quase um mês do fim ainda acho muito esquisito dizer FIM! O tempo voou e parece que foi ontem que sentados com amigos no Rio, em uma mesa de bar, conversávamos sobre Byron Bay! Isso aconteceu há exatamente um ano atrás…! A saudade dos amigos é muita, tenho sonhado muito com meu trabalho e com a volta mas ao mesmo tempo começa a bater a tristeza de que o “PackYourBags” já tem uma data para acabar: 24 de dezembro! Chegaremos pro Natal…

Mas esquecendo o futuro próximo e vivendo o presente mais que intensamente, vamos voltar à costa!

O ponto mais ao leste da Austrália fica em Byron Bay, cidade de praia (claro!) mais pro sul da Gold Coast e meu destino predileto empatando com Sydney! O ideal para termos feito a costa era ter alugado uma Camper Van que é um carro-trailler menor que o motorhome que estamos acostumados a ver nos filmes! Os maiores têm banheiro e cozinha e os menores só a cama! Com ele dá para ir parando e dormindo em campings super estruturados pelo caminho ou até mesmo nos estacionamentos das praias já que o país todo é muito seguro! Uma pena pois como só tínhamos 4 noites, escolhemos apenas dois destinos: Surfers Paradise,  praia mais famosa da Gold Coast e Byron Bay. Não teríamos tempo de explorar mais nada na costa e por isso  optamos por ir direto de ônibus mesmo!

 

Surfers Paradise!  Costa leste da Austrália.

Surfers Paradise! Costa leste da Austrália.

 

Por azar nosso estava começando o “Schoolis” que é a época em que os estudantes acabam a “high school” e viajam para férias longas nas praias (meio e fim de novembro). Os hotéis mais baratos lotam e os preços vão às alturas! Bife, muito organizado com sua inseparável planilha de excel já tinha previsto tudo isso e por sorte estávamos com uma boa manga nas economias da viagem (graças a Ásia!!).

Surfers Paradise é muito parecida com a Barra da Tijuca: prédios altos de frente para uma extensa faixa de fina areia branca e para o mar verde! Lugar excepcional para aquela corrida matinal! Tem um centrinho que à noite junta a garotada e os promoters vendendo suas festas pelas ruas! Nos ofereceram várias e quando disse que já estávamos velhos para as boites nos disseram: “Ah…, vocês são brasileiros e para os brasileiros a festa nunca acaba!!!” O que tem de brasileiro viajando e morando pela Austrália…!!! Tem tantos que o supermercado oferece uma sessão só de comida brasileira: açaí, feijão, pão de queijo e etc…

E isso é brasileiro na Austrália: dominam as churrasqueiras públicas!

E isso é brasileiro na Austrália: dominam as churrasqueiras públicas!

 

Byron Bay: a preferida!

Byron Bay: a preferida!

  Tinha gostado de Surfers (como eles chamam) até chegar em Byron! Byron Bay é encantadora e difícil dar adeus! Dá vontade de ficar por semanas pois além de praias maravilhosas, o clima é meio riponga de cidade pequena e super bacana! Saindo da praia não falta opção legal para um happy hour, muitas vezes com bandas ao vivo de graça nos bares! A música está por todo canto desde rodinhas de violão até guitarra plugada num gramado qualquer com uma galera animada em volta! Nem preciso dizer que essa “É A MINHA PRAIA”!!! Alguns “aussies” (como são chamados os australianos) parecem ter saído direto do Woodstock com seus cabelões e barbas gigantes e suas “kombis-casa” coloridas cheias de roupas secando pelas portas! Vida boa…

 

Bife em "Byron"

Bife em “Byron”

 

 Do centro dá para fazer uma caminhada pela costa até o farol que é a marca registrada de Byron e no caminho ir descobrindo praias sensacionais! Os chopps e drinks são beeeem caros como em toda a Austrália mas entre 4-6h P.M. rola Happy Hour em todos os bares com preços mais em conta! O nosso hotel foi incrível pois ficava num camping super silencioso e com estrutura no quarto de cozinha completa! Cozinhar nos países caros “barateia” muito a viagem…

Praia de areia e... grama!!! Byron Bay.

Praia de areia e… grama!!! Byron Bay.

 

 

 

 

Paz, amor e MÚSICA!!!

Paz, amor e MÚSICA!!!

 

 

 

 

 

 Podemos dizer que fechamos a Austrália com chave de ouro! Sem dúvida lembrarei dela quando estiver em um metrô lotado e atrasada para o trabalho o qual me pagará no fim do mês 1/6 do salário do médico daqui! Lembrarei do lugar que tem o maior consumo de champagne por pessoa e onde o peão de obra ou a atendente do McDonalds são lindos e felizes! Máquinas substituem e ajudam as pessoas que consequentemente tem mais tempo livre para viver suas vidas! E termino aqui pois se continuar vou acabar me inscrevendo para a prova de revalidação…!

 

 

Os diferentes modos de viajar e "morar" sobre 4 rodas!

Os diferentes modos de viajar e “morar” sobre 4 rodas!

 

 

O ponto mais leste da Austrália!

O ponto mais leste da Austrália!

 

 

 Próxima parada: Nova Zelândia e os “kiwis”! Ficamos tristes pois para conseguir vôos mais baratos acabamos encurtando o tempo que tínhamos programado para a terra do Senhor dos Anéis e dona de um dos cenários mais lindos do mundo! Tentaremos seguir fielmente as dicas do nosso leitor, crítico e comentarista mais assíduo e participativo do blog: Pedro! Aproveitando a brecha para deixar o nosso parabéns a um grande amigo: Christian, feliz aniversário!!! Mel e Bife.

 

 

Nossa casa no camping! Byron Bay.

Nossa casa no camping! Byron Bay.

Visitando Nemo! A fantástica “Grande Barreira de Corais”. Cairns.

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by on Novembro 11, 2013 at 12:16 pm

 

No fundo da barreira! GoPro sem a lente flat (infelizmente).

No fundo da barreira! GoPro sem a lente flat (infelizmente).

E a Austrália estava apenas começando… Nada é tão bom que não possa melhorar! O país é tão grande que tem destino e paisagem pra todo gosto e o que não falta é arrumar coisa pra fazer! Depois de passear ao nível do mar entre coalas e cangurús ou segurar no colo um crocodilo podemos escolher entre descer ou subir! Do mergulho ao skydiving, existem mais opções do que o dinheiro que cabe nos nossos bolsos para fazê-las e melhor: tudo com segurança máxima!

Preguiçosos coalas!

Preguiçosos coalas!

 

 

 

 

 

 

 No país todo as únicas ameaças vêm da natureza e da fauna bem diversa! Em algumas praias do norte (Ex: Palm Cove) só é permitido nadar nos lugares demarcados por redes pois crocodilos e águas vivas fatais costumam nadar por lá livremente! Cobras e aranhas vivem em qualquer matinho e tem placas de “CUIDADO” por todo canto! Fora isso as queimadas são um grande problema como vocês devem ter visto na TV! O clima quente e seco e raios solares diretos contribuem também para o alto índice de câncer de pele! Parte culpa dos australianos doidos que ficam tostando no sol sem barraca de praia (difícil encontrar uma!).

 

Fauna do bem e do mal! Pássaros lindos, cobras, crocodilos e águas vivas mortais!

Fauna do bem e do mal! Pássaros lindos, cobras, crocodilos e águas vivas mortais!

Depois de Melbourne e Sydney partimos para explorar a costa leste que não à toa tem pedaços chamados: “Gold Coast” ou “Sunshine Coast”. Deixamos o famoso Outback para uma próxima vez, área inóspita, pouco habitada e desértica que ocupa quase todo o país central. Aliás o “Outback” (restaurante) daqui se chama “Hurricanes” e serve a melhor e mais macia costela de porco do mundo!

O bodião ou budião: peixe mais carismático da barreira!

O bodião ou budião: peixe mais carismático da barreira!

 

Começamos pelo norte da costa e pelo que ela tem de melhor: a barreira de corais maior e mais conservada do mundo (2000Km)! Na verdade dá para acessá-la de vários pontos mas escolhemos Cairns por ter preços de hotéis mais em conta. Lá é um dos pontos mais próximos do “Outer Reef”, pedaço da barreira onde queríamos mergulhar pois é o mais afastado do continente e consequentemente mais preservado! Dizem que dá para ver a grande barreira da lua de tão extensa e ela foi eleita uma das maravilhas do mundo moderno!

Bife só na apnéia!

Bife só na apnéia!

 

 

 

 

 

 O mergulho? Um dos melhores que já fizemos dentro da nossa pequena “experiência” no fundo do mar: temperatura e visibilidade da água perfeitas, arraias, “Nemos”, peixes lindos e até um tuba de 3m passou por nós!!! Tartarugas existem mas timidamente não vieram nos dar seu olá! O snorkel é quase tão incrível quando o scuba pois os corais mais superficiais são bonitos tanto quanto os profundos e peixes de todo jeito habitam essa explosão de formas e cores!

 

Preparação para o scuba. Revendo os conceitos aprendidos com a XDivers.

Preparação para o scuba. Revendo os conceitos aprendidos com a XDivers.

Tem milhões de empresas que fazem o passeio e preços variados de acordo com o lugar do Coral que elas conseguem chegar(Inner ou Outer Reef), número de pessoas, velocidade do barco, qualidade do buffet e etc… Vale conferir os detalhes antes e não deixar para última hora! Gostamos muito da nossa (SilverSwift do grupo QuickSilver) pois apesar de não ter sido das mais baratas o serviço era de excelência!

Fora o mergulho ficamos com água na boca de pular de paraquedas nos corais mas como tudo na Austrália é bem caro, ficou para a próxima, infelizmente! Com o orçamento estourado tivemos que seguir descendo a costa leste até Brisbane. Existem várias maneiras de se transportar pela costa, todas caras no fim das contas (inclusive os ônibus)! Portanto, elas por elas, optamos por voar de baixo custo para poupar tempo, afinal, 20 dias na Austrália não é nada para tudo que o país oferece de bom!

 

 

Piscina fantástica: prédio em Palm Cove, praia ao norte de Cairns.

Piscina fantástica: prédio em Palm Cove, praia ao norte de Cairns.

 

 Brisbane (como Melbourne) foi OK! Cafés…, restaurantes…, “praia” artificial gratuita e mais descobertas incríveis no quesito “qualidade de vida do australiano”! Já tinhamos percebido que o álcool aqui vale ouro… Um chopp custa de 7-9 dólares, uma taça de vinho quase 10 e um drink de 15-20 dólares! Em Brisbane confirmamos que o cigarro também é caríssimo beirando o absurdo (18 dólares um MAÇO de Marlboro, inacreditável!!!). Eles não ficam expostos nos pontos de venda, tem aquelas fotos horríveis dos doentes frente e verso e a marca escrita bem  pequena no canto! Estratégia muito bem suscedida do bom governo para desestimular o uso… Sem dúvida não vimos tantos fumantes como na Europa!

 

 

Piscina pública em Cairns.

Piscina pública em Cairns.

Outras ideias fantásticas:

     – Vagão silêncio no trem e metrô: um dos vagões onde é proibido falar alto ou no celular, ouvir música e etc… Para os que querem ler or dormir!

     – Bebedouros nas ruas baixos o suficiente para um cadeirante poder usar.

     – Tourist Information e outros serviços com todos os atendentes da terceira idade. Não perguntamos mas com certeza é algum projeto para incluir o idoso em atividades voluntárias, tornando-os úteis de alguma forma! Não sei se recebem alguma coisa pelo trabalho mas era muito bom ser atendido por eles! Todos sorridentes, prestativos e com cara de “vovozinho(a) feliz”.

Qualidade de vida! Idosos inseridos no mercado de trabalho; ônibus gratuito e pista para cegos nas ruas. Brisbane.

Qualidade de vida! Idosos inseridos no mercado de trabalho; ônibus gratuito e pista para cegos nas ruas. Brisbane.

Com dois dias em Brisbane deu para conhecermos tudo antes de começarmos a descer para a Gold Coast, extensa costa maravilhosa quase no extremo leste do país! Praias…, aí vamos nós (de novo)!!!

 

 

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