De Auckland a Honolulu: Aloha Hawai!!!!!!!!!

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by on Novembro 25, 2013 at 7:39 am

 

Auckland e a torre vistas de Devonport.

Auckland e a torre vistas de Devonport.

Dos sonhos de criança, poucos concretizei em seu formato original mas muitos chegaram bem perto neste ano pela estrada afora! Já quis ser aeromoça só para viajar o mundo todo! Viajei o mundo todo! Já quis ser uma escritora famosa! Virei escritora por um ano! Quis casar um dia no Hawai e agora aqui ele está, nos esperando para fazer parte da nossa looonga lua-de-mel!

Bife e o veleiro neozelandês da regata de volta ao mundo!

Bife e o veleiro neozelandês da regata de volta ao mundo!

 

 

 

 

 

 

 Mas guardando a ansiedade por alguns parágrafos falaremos de Auckland, cidade onde habita 1/3 da população da Nova Zelândia! Com mais barcos que carros, o porto é o centro das atenções, todo renovado com bares, restaurantes, parques e gente de todo canto. Esse 1/3 da população parece se concentrar todo alí pois fora do centro, o restante é tão calmo e pacato que nem parece que estamos em uma cidade grande! Como o mundo é diferente! Enquanto na Índia ou China as pessoas brigam por um espaço, aqui tem de sobra! Tirando os prédios do centro só vemos subúrbios com casas gigantes e lindas, como um grande Jadim Pernambuco à moda antiga! Sortudos moradores…

Pubs de Auckland: a boa herança inglesa!

Pubs de Auckland: a boa herança inglesa!

 

Lindas casas, lindos subúrbios! Auckland.

Lindas casas, lindos subúrbios! Auckland.

Quando vemos um país assim, onde casas não tem muros e nem grades, carros dormem abertos nas ruas, bicicletas soltas e coisas do tipo, percebemos o quanto vivemos sob perigo constante, o quanto o nosso Brasil é realmente violento e como infelizmente moramos em um das cidades mais inseguras do mundo! Dos lugares que passamos até agora só perde para os da África (ou empata)!

E se o Harbour é a alma da cidade de Auckland, a Skytower é a “menina dos olhos”! Considerada uma das maiores torres do hemisfério sul, não tem como não notá-la! Ela e os aventureiros no topo que saltam de lá em um dos mais famosos Bungees Jumps do país! Para os menos corajosos existe também o Skywalk onde você pode andar pela plataforma externa da torre a céu aberto preso apenas em uma corda de segurança!

A torre de perto e os corajosos de laranja andando na plataforma aberta.

A torre de perto e os corajosos de laranja andando na plataforma aberta.

 

Mais uma vez deixamos essas caras aventuras para uma próxima e passamos um dia maravilhoso na ilha de Waiheke a 45 minutos de ferry do porto de Auckland. Outro lugar de praias lindas e pouco conhecidas por nós! Não deixamos o nosso orçamento nos intimidar com o preço da cerveja num bar com vista para o mar: 8 dólares! Tomamos! Na verdade esse é o preço “normal” (que de normal não tem nada) de um chopp por aqui. Não dá nem pra ficar “alegre” pois pedir o segundo dói no bolso! Mas uma vez ou outra nos damos o luxo…, se não, ninguém aguenta! Um pouco mais perto fica Devonport, “subúrbio” super agradável onde subimos em um dos vários pequenos vulcões que tem espalhados para ver a vista incrível! Impressionante como a vida é calma por lá e o estresse passa longe!

De cima do vulcão: Devonport.

De cima do vulcão: Devonport.

 

 

 

 

 

 

 Atravessando o mapa mundi e voando entre dois pontos muito afastados do meridiano de Greenwich, saímos dia 19 da Nova Zelândia e chegamos dia 18 no Hawai! Uma loucura só! Quase 24h de fuso horário entre os dois países mas uma molezinha pra gente já que noite em um é noite no outro… Quer dizer, nem tão molezinha assim pois burramente nem percebemos que isso aconteceria e reservamos o hotel de Honolulu para o dia 19 e não 18…! Aconteceu com várias pessoas do nosso vôo…!!! Estávamos há 13 horas de diferença para mais do Rio e passamos para 8 horas a menos! Mais um estalo de que realmente estamos na reta de chegada…

 

Prédios..., prédios..., ah..., coqueiros!

Prédios…, prédios…, ah…, coqueiros!

 Ansiosos pelo Hawaii (eu mais que Bife que já conhecia Oahu) vimos pouco dele no primeiro dia pois chegamos à noite mas roupas floridas e colares “havaianos” já eram a regra pelas ruas e também prédios de muitos andares… Isso mesmo: prédios gigantes dominam o visual de Waikiki, onde ficamos! Mal acreditei pois quando pensava no Hawai, imaginava uma praia super sossegada com aquela musica Hula-Hula de fundo, coqueiros e etc… Não me vinha à cabeça mega resorts, turistas pra lá e pra cá a mil por hora comprando, comendo e fotografando, rodovias, viadutos e um trânsito infernal!

Waikiki vista do vulcão Diamond Head. Hawaii.

Waikiki vista do vulcão Diamond Head. Hawaii.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Mas foi só a impressão noturna pois grande parte de Oahu pode até ter as características acima só que a praia de Waikiki é tão bonita e o clima é tão legal com todo mundo alegre e curtindo as férias que o contexto fica bacana de ver e aproveitar! No próximo post libero o Hawaii por completo (tô um pouquinho atrasada mais vai sair logo!). Um ALOHA bem grande pra todos cheio de saudades!!!

Ah…!!!!!! E pra quem não levava fé que Bife entraria com esse cabelo nos EUA, com cara de descendente de Mohamed e ainda tendo passado pelo Iran…, ele tirou a imigração de letra!!! Dessa vez quem foi pra salinha???? EU!!! Fui revistada de cabo a rabo… Ops…

Mais de Auckland!  Homenagem às primeiras mulheres do mundo que ganharam o direito do voto: as neozelandesas.

Mais de Auckland! Homenagem às primeiras mulheres do mundo que ganharam o direito do voto: as neozelandesas.

A maior prova de que entramos nos EUA!!!

A maior prova de que entramos nos EUA!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Troca de lixos: tá velho? Não vai mais usar? É só deixar na porta de casa que alguém vai pegar! Típico da Austrália e NZ! Bife montaria nossa casa assim...

Troca de lixos: tá velho? Não vai mais usar? É só deixar na porta de casa que alguém vai pegar! Típico da Austrália e NZ! Bife montaria nossa casa assim…

 

Into the (wonderful) wild: Nova Zelândia.

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by on Novembro 20, 2013 at 11:23 am

 

Parece pintura... Queenstown para Glenorchy.

Parece pintura… Queenstown para Glenorchy.

Society…, hope you’re not lonely without “US”!!!

  Alguém na vida já te pediu para fechar os olhos, esquecer o mundo “lá fora” e pensar em uma paisagem muito bonita, calma e relaxante? Adicione agora a este lugar montanhas de cumes nevados, lagos enormes espelhados de tão calmos e um silêncio gritante? Mas calma…, não relaxe tanto assim pois é exatamente este cenário que abriga os esportes mais radicais do mundo!!!

Foto do facebook SEM edição!!! Shotover River.

Foto do facebook SEM edição!!! Shotover River.

 

 

 

 

 

 Queenstown, cidade na ilha sul da Nova Zelândia, parece ter saído de uma pintura e não foi à toa que seus arredores foram escolhidos para a gravação do épico “Senhor dos Anéis”. Quem não lembra dos lindos lugares por onde andou Frodo??? Esses Hobbits eram uns felizardos de morar aqui!

 

Queenstown do topo!

Queenstown do topo!

A cidade fica na beira de um enorme lago azul que reflete os lindos fiordes e as  montanhas de pinheiros, é cercada por uma vegetação verde muito viva e flores amarelas, muito amarelas!!! E além de tudo isso é super charmosa nas suas construções! Bares, cafés, casas e hotéis simpáticos fazem nossa estadia ser ainda melhor! Ah…, sem falar nas ovelhinhas…! Um milhão delas habitam os enormes campos e fazendas que cercam Queenstown, escolhida pela rainha para ter o seu nome! Esperta rainha britânica!

Sem palavras...

Sem palavras…

 

 

 

 

 

 

Jetboat pelos lindos canyons! Queenstown.

Jetboat pelos lindos canyons! Queenstown.

 Tudo devia ser bem calmo e pacato até que um belo fulano neozelandês em um belo dia de sol resolve se tacar da Torre Eiffel com uma corda elástica amarrada no pé. Pronto, criou-se um dos esportes mais radicais apavorantes de todos: o Bungee Jump! Posso falar com propriedade pois há uns anos atrás, na viagem que fizemos pela África, me taquei também de uma ponte no Zimbabwe de 111 metros de altura em cima de um rio cheio de crocodilos… PRA NUNCA MAIS!!! Esse mesmo Bungee rompeu uns dois meses depois com uma australiana que caiu no rio e por sorte não morreu! Ficamos com um trauma pro resto da vida (ela e eu…).

 

 Por essas e outras deixamos de lado o Bungee mas não faltou opção para colocar no lugar pois com o passar dos anos Queenstown acabou virando a capital mundial dos esportes radicais! É de enlouquecer o número de coisas que inventaram para você gastar as suas preciosas economias seja no céu, na terra ou no mar! Jetboating, pêndulo humano, tirolesa, rafting, vôo cênico, montain bike, mergulho, trekkings diversos, rock climbing, paraquedas, paragliding e por aí vai…

 

 

Jetboat e o 360 graus.

Jetboat e o 360 graus.

 

Fazendas, fiordes e ovelhas! NZ.

Fazendas, fiordes e ovelhas! NZ.

 

As excursões e as atividades são todas caríssimas e o custo de vida também não é barato o que acabou limitando um pouco nossas opções. Escolhemos o jetboating pelos canyons que é bem típico daqui e passa por um dos rios mais bonitos do país! É tipo uma lancha com bancos para até 15 pessoas só que com velocidade muito maior que a do jet sky e pilotos doidos mas muito habilidosos! Dão vários 360 graus na água e passam rente aos estreitos corredores de rochas e curvas dos canyons! Emocionante!!!

Fora isso demos preferência para o que a Nova Zelândia tem de melhor: a natureza! Visitamos Milford Sound que é uma área linda cheia de fiordes e lagos. Só a estrada pra lá já vale o passeio pois tem mil paradas fotográficas alucinantes pelo caminho. Ao chegar uma lancha te leva pelo lago para a base das montanhas e cachoeiras até o mar da Tasmânia. Olhando pra cima dá para sentir na pele o quanto somos pequenos diante da natureza que engloba desde o Pacífico oceano até o Cabo das Tormentas, sopra uma brisa leve nas noites de Búzios e tufões de 315Km/h destruidores nas Filipinas, transforma as calmas águas da Tailândia em gigantescos tsunamis… Navegando por entre as montanhas damos o braço a torcer de que nós, humanos, não somos nada perto dela. E se um dia ela decidir que viraremos magrelos fósseis, assim será!!! Que demore uns milhões de anos…

Estrada para Milford Sound.

Estrada para Milford Sound.

 

Estrada para Glenorchy.

Estrada para Glenorchy.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O trajeto do barco é bonito mas confesso que a estrada de Queenstown pra lá dá de mil e se o seu dinheiro foi para as cucuias com outras atividades, a nossa sugestão é alugar um carro e fazer tudo por conta própria! É muito fácil dirigir no país apesar da mão inglesa e ter o seu meio de transporte é o melhor jeito de viajar pela Nova Zelândia como um todo! As estradas são tão turísticas quanto as cidades e “que delícia” seria se tivéssemos tido tempo para alugar nosso próprio motorhome e dormir pelo caminho na beira de um lago olhando para as estrelas…

 

A autonomia de ficar por conta própria não tem preço! Carro alugado.

A autonomia de ficar por conta própria não tem preço! Carro alugado.

O nosso terceiro e último dia em Queenstown foi de carro alugado para explorar os arredores e mais uma estrada nos tirou o fôlego: a que vai em direção a Glenorchy! Ela beira todo o lago em lindos 50-60 Km que podem durar horas e horas se pararmos em todos os lugares merecedores de uma foto! Parece até que atravessamos um portal para uma terra encantada, pra depois do arco-íris, pra Terra do Nunca ou pro País das Maravilhas…

Um dos milhões de trekkings.

Um dos milhões de trekkings.

 

 

 

 

 

 

 E se o seu negócio é andar e andar benvindo ao paraíso dos trekkings! Vários estão classificados como dos mais bonitos do mundo e muitos duram alguns dias até a volta! Com tudo isso fica difícil optar e fácil querer voltar para fazer o que restou… Nada de camper van, nada de motorhome, nada de tempo sobrando, partimos foi de avião mesmo para Auckland! E se eu disser que um ano de viagem é pouco tempo sei que 99% de vocês vão querer nos matar mas por incrível que pareça…, É!!! Pronto, falei. Faltou muito o que conhecer na Nova Zelândia como vulcões, glaciares, praias e decidimos fazer uma segunda versão do Pack Your Bags após a aposentadoria. Espero estarmos com bastante saúde até lá! Já até achei o modelo para o meu próximo mochilão: Deuter, claro! Só um pouquinho maior…

Tá doido...!!!

Tá doido…!!!

 

 Próximo stop: ilha norte! Último antes de voar para um dos lugares em que sempre quis estar um dia: Hawai! Alooooooooooooohaaaaaaaaaaaaa!!!!!

Jetboating em Glenorchy.

Jetboating em Glenorchy.

Gold Coast e Byron Bay: vamos a la playa!!!

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by on Novembro 15, 2013 at 11:05 am

 

Isso é muito Austrália!!!

Isso é muito Austrália!!!

 Há quase um mês do fim ainda acho muito esquisito dizer FIM! O tempo voou e parece que foi ontem que sentados com amigos no Rio, em uma mesa de bar, conversávamos sobre Byron Bay! Isso aconteceu há exatamente um ano atrás…! A saudade dos amigos é muita, tenho sonhado muito com meu trabalho e com a volta mas ao mesmo tempo começa a bater a tristeza de que o “PackYourBags” já tem uma data para acabar: 24 de dezembro! Chegaremos pro Natal…

Mas esquecendo o futuro próximo e vivendo o presente mais que intensamente, vamos voltar à costa!

O ponto mais ao leste da Austrália fica em Byron Bay, cidade de praia (claro!) mais pro sul da Gold Coast e meu destino predileto empatando com Sydney! O ideal para termos feito a costa era ter alugado uma Camper Van que é um carro-trailler menor que o motorhome que estamos acostumados a ver nos filmes! Os maiores têm banheiro e cozinha e os menores só a cama! Com ele dá para ir parando e dormindo em campings super estruturados pelo caminho ou até mesmo nos estacionamentos das praias já que o país todo é muito seguro! Uma pena pois como só tínhamos 4 noites, escolhemos apenas dois destinos: Surfers Paradise,  praia mais famosa da Gold Coast e Byron Bay. Não teríamos tempo de explorar mais nada na costa e por isso  optamos por ir direto de ônibus mesmo!

 

Surfers Paradise!  Costa leste da Austrália.

Surfers Paradise! Costa leste da Austrália.

 

Por azar nosso estava começando o “Schoolis” que é a época em que os estudantes acabam a “high school” e viajam para férias longas nas praias (meio e fim de novembro). Os hotéis mais baratos lotam e os preços vão às alturas! Bife, muito organizado com sua inseparável planilha de excel já tinha previsto tudo isso e por sorte estávamos com uma boa manga nas economias da viagem (graças a Ásia!!).

Surfers Paradise é muito parecida com a Barra da Tijuca: prédios altos de frente para uma extensa faixa de fina areia branca e para o mar verde! Lugar excepcional para aquela corrida matinal! Tem um centrinho que à noite junta a garotada e os promoters vendendo suas festas pelas ruas! Nos ofereceram várias e quando disse que já estávamos velhos para as boites nos disseram: “Ah…, vocês são brasileiros e para os brasileiros a festa nunca acaba!!!” O que tem de brasileiro viajando e morando pela Austrália…!!! Tem tantos que o supermercado oferece uma sessão só de comida brasileira: açaí, feijão, pão de queijo e etc…

E isso é brasileiro na Austrália: dominam as churrasqueiras públicas!

E isso é brasileiro na Austrália: dominam as churrasqueiras públicas!

 

Byron Bay: a preferida!

Byron Bay: a preferida!

  Tinha gostado de Surfers (como eles chamam) até chegar em Byron! Byron Bay é encantadora e difícil dar adeus! Dá vontade de ficar por semanas pois além de praias maravilhosas, o clima é meio riponga de cidade pequena e super bacana! Saindo da praia não falta opção legal para um happy hour, muitas vezes com bandas ao vivo de graça nos bares! A música está por todo canto desde rodinhas de violão até guitarra plugada num gramado qualquer com uma galera animada em volta! Nem preciso dizer que essa “É A MINHA PRAIA”!!! Alguns “aussies” (como são chamados os australianos) parecem ter saído direto do Woodstock com seus cabelões e barbas gigantes e suas “kombis-casa” coloridas cheias de roupas secando pelas portas! Vida boa…

 

Bife em "Byron"

Bife em “Byron”

 

 Do centro dá para fazer uma caminhada pela costa até o farol que é a marca registrada de Byron e no caminho ir descobrindo praias sensacionais! Os chopps e drinks são beeeem caros como em toda a Austrália mas entre 4-6h P.M. rola Happy Hour em todos os bares com preços mais em conta! O nosso hotel foi incrível pois ficava num camping super silencioso e com estrutura no quarto de cozinha completa! Cozinhar nos países caros “barateia” muito a viagem…

Praia de areia e... grama!!! Byron Bay.

Praia de areia e… grama!!! Byron Bay.

 

 

 

 

Paz, amor e MÚSICA!!!

Paz, amor e MÚSICA!!!

 

 

 

 

 

 Podemos dizer que fechamos a Austrália com chave de ouro! Sem dúvida lembrarei dela quando estiver em um metrô lotado e atrasada para o trabalho o qual me pagará no fim do mês 1/6 do salário do médico daqui! Lembrarei do lugar que tem o maior consumo de champagne por pessoa e onde o peão de obra ou a atendente do McDonalds são lindos e felizes! Máquinas substituem e ajudam as pessoas que consequentemente tem mais tempo livre para viver suas vidas! E termino aqui pois se continuar vou acabar me inscrevendo para a prova de revalidação…!

 

 

Os diferentes modos de viajar e "morar" sobre 4 rodas!

Os diferentes modos de viajar e “morar” sobre 4 rodas!

 

 

O ponto mais leste da Austrália!

O ponto mais leste da Austrália!

 

 

 Próxima parada: Nova Zelândia e os “kiwis”! Ficamos tristes pois para conseguir vôos mais baratos acabamos encurtando o tempo que tínhamos programado para a terra do Senhor dos Anéis e dona de um dos cenários mais lindos do mundo! Tentaremos seguir fielmente as dicas do nosso leitor, crítico e comentarista mais assíduo e participativo do blog: Pedro! Aproveitando a brecha para deixar o nosso parabéns a um grande amigo: Christian, feliz aniversário!!! Mel e Bife.

 

 

Nossa casa no camping! Byron Bay.

Nossa casa no camping! Byron Bay.

Visitando Nemo! A fantástica “Grande Barreira de Corais”. Cairns.

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by on Novembro 11, 2013 at 12:16 pm

 

No fundo da barreira! GoPro sem a lente flat (infelizmente).

No fundo da barreira! GoPro sem a lente flat (infelizmente).

E a Austrália estava apenas começando… Nada é tão bom que não possa melhorar! O país é tão grande que tem destino e paisagem pra todo gosto e o que não falta é arrumar coisa pra fazer! Depois de passear ao nível do mar entre coalas e cangurús ou segurar no colo um crocodilo podemos escolher entre descer ou subir! Do mergulho ao skydiving, existem mais opções do que o dinheiro que cabe nos nossos bolsos para fazê-las e melhor: tudo com segurança máxima!

Preguiçosos coalas!

Preguiçosos coalas!

 

 

 

 

 

 

 No país todo as únicas ameaças vêm da natureza e da fauna bem diversa! Em algumas praias do norte (Ex: Palm Cove) só é permitido nadar nos lugares demarcados por redes pois crocodilos e águas vivas fatais costumam nadar por lá livremente! Cobras e aranhas vivem em qualquer matinho e tem placas de “CUIDADO” por todo canto! Fora isso as queimadas são um grande problema como vocês devem ter visto na TV! O clima quente e seco e raios solares diretos contribuem também para o alto índice de câncer de pele! Parte culpa dos australianos doidos que ficam tostando no sol sem barraca de praia (difícil encontrar uma!).

 

Fauna do bem e do mal! Pássaros lindos, cobras, crocodilos e águas vivas mortais!

Fauna do bem e do mal! Pássaros lindos, cobras, crocodilos e águas vivas mortais!

Depois de Melbourne e Sydney partimos para explorar a costa leste que não à toa tem pedaços chamados: “Gold Coast” ou “Sunshine Coast”. Deixamos o famoso Outback para uma próxima vez, área inóspita, pouco habitada e desértica que ocupa quase todo o país central. Aliás o “Outback” (restaurante) daqui se chama “Hurricanes” e serve a melhor e mais macia costela de porco do mundo!

O bodião ou budião: peixe mais carismático da barreira!

O bodião ou budião: peixe mais carismático da barreira!

 

Começamos pelo norte da costa e pelo que ela tem de melhor: a barreira de corais maior e mais conservada do mundo (2000Km)! Na verdade dá para acessá-la de vários pontos mas escolhemos Cairns por ter preços de hotéis mais em conta. Lá é um dos pontos mais próximos do “Outer Reef”, pedaço da barreira onde queríamos mergulhar pois é o mais afastado do continente e consequentemente mais preservado! Dizem que dá para ver a grande barreira da lua de tão extensa e ela foi eleita uma das maravilhas do mundo moderno!

Bife só na apnéia!

Bife só na apnéia!

 

 

 

 

 

 O mergulho? Um dos melhores que já fizemos dentro da nossa pequena “experiência” no fundo do mar: temperatura e visibilidade da água perfeitas, arraias, “Nemos”, peixes lindos e até um tuba de 3m passou por nós!!! Tartarugas existem mas timidamente não vieram nos dar seu olá! O snorkel é quase tão incrível quando o scuba pois os corais mais superficiais são bonitos tanto quanto os profundos e peixes de todo jeito habitam essa explosão de formas e cores!

 

Preparação para o scuba. Revendo os conceitos aprendidos com a XDivers.

Preparação para o scuba. Revendo os conceitos aprendidos com a XDivers.

Tem milhões de empresas que fazem o passeio e preços variados de acordo com o lugar do Coral que elas conseguem chegar(Inner ou Outer Reef), número de pessoas, velocidade do barco, qualidade do buffet e etc… Vale conferir os detalhes antes e não deixar para última hora! Gostamos muito da nossa (SilverSwift do grupo QuickSilver) pois apesar de não ter sido das mais baratas o serviço era de excelência!

Fora o mergulho ficamos com água na boca de pular de paraquedas nos corais mas como tudo na Austrália é bem caro, ficou para a próxima, infelizmente! Com o orçamento estourado tivemos que seguir descendo a costa leste até Brisbane. Existem várias maneiras de se transportar pela costa, todas caras no fim das contas (inclusive os ônibus)! Portanto, elas por elas, optamos por voar de baixo custo para poupar tempo, afinal, 20 dias na Austrália não é nada para tudo que o país oferece de bom!

 

 

Piscina fantástica: prédio em Palm Cove, praia ao norte de Cairns.

Piscina fantástica: prédio em Palm Cove, praia ao norte de Cairns.

 

 Brisbane (como Melbourne) foi OK! Cafés…, restaurantes…, “praia” artificial gratuita e mais descobertas incríveis no quesito “qualidade de vida do australiano”! Já tinhamos percebido que o álcool aqui vale ouro… Um chopp custa de 7-9 dólares, uma taça de vinho quase 10 e um drink de 15-20 dólares! Em Brisbane confirmamos que o cigarro também é caríssimo beirando o absurdo (18 dólares um MAÇO de Marlboro, inacreditável!!!). Eles não ficam expostos nos pontos de venda, tem aquelas fotos horríveis dos doentes frente e verso e a marca escrita bem  pequena no canto! Estratégia muito bem suscedida do bom governo para desestimular o uso… Sem dúvida não vimos tantos fumantes como na Europa!

 

 

Piscina pública em Cairns.

Piscina pública em Cairns.

Outras ideias fantásticas:

     – Vagão silêncio no trem e metrô: um dos vagões onde é proibido falar alto ou no celular, ouvir música e etc… Para os que querem ler or dormir!

     – Bebedouros nas ruas baixos o suficiente para um cadeirante poder usar.

     – Tourist Information e outros serviços com todos os atendentes da terceira idade. Não perguntamos mas com certeza é algum projeto para incluir o idoso em atividades voluntárias, tornando-os úteis de alguma forma! Não sei se recebem alguma coisa pelo trabalho mas era muito bom ser atendido por eles! Todos sorridentes, prestativos e com cara de “vovozinho(a) feliz”.

Qualidade de vida! Idosos inseridos no mercado de trabalho; ônibus gratuito e pista para cegos nas ruas. Brisbane.

Qualidade de vida! Idosos inseridos no mercado de trabalho; ônibus gratuito e pista para cegos nas ruas. Brisbane.

Com dois dias em Brisbane deu para conhecermos tudo antes de começarmos a descer para a Gold Coast, extensa costa maravilhosa quase no extremo leste do país! Praias…, aí vamos nós (de novo)!!!

 

 

De volta ao velho “Oeste”: Austrália, QUE PAÍS É ESSE????

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by on Novembro 7, 2013 at 1:11 pm

 

 

Ópera House, Sydney.

Ópera House, Sydney.

Apesar de localizada no extremo leste do mapa mundi, a Austrália se considera um país “western”… e quem vai dizer que não? De Ásia não tem nada e apesar da proximidade não teve nenhuma influência da cultura oriental!  Como os nossos índios, os aborígenes viviam aqui felizes e contentes muito antes da descoberta de suas terras pelos europeus que massacraram o nativos e instituíram seu modo de vida.

Vista do Jardim Botânico: Ópera e a Ponte.

Vista do Jardim Botânico: Ópera e a Ponte.

 

 

 

 

 

 Definitivamente se tem um lugar que nossos governantes deveriam passar um tempo para aprender como é que se faz bem feito, é aqui! Como a mais apaixonada e enraizada das cariocas venho em praça pública dar meu braço a torcer: Sydney é perfeita e a Austrália é um sonho! Bizarramente surreal (precisei das duas gírias para descrever), é impressionante como as coisas funcionam, como se vive bem e como as pessoas são sorridentes e satisfeitas! Afinal, que outro lugar do mundo tem a lista abaixo completa?

  • Ponto de ônibus com “timetable” (horário exato que os ônibus chegam no ponto) e número máximo de pessoas em pé. Nem preciso dizer que não tem trânsito e poucos precisam ter carro…

 

  • Metrôs e trens pra todo canto, de TRÊS andares, onde todos vão sentados até mesmo na hora do rush. Também com “timetable” e trens gratuitos entre áreas turísticas. Ferrys incluídos nos passes de transporte público.

 

  • Aplicativo para smartphone dizendo o horário de todos os transportes em todos os pontos inclusive com os atrasos esperados atualizados minuto a minuto… Dá para sair de casa 1 minuto antes e saber a hora exata que chegaremos no trabalho (pEx.). Não tem desculpa!!!

 

  • Praias lindíssimas com churrasqueiras públicas, bebedouros espalhados pela orla, pontos com protetor solar gratuito, máquinas distribuindo sacos para fezes dos cachorros.

 

  • Piscinas públicas espalhadas pelas cidades e dependendo da cidade atividades programadas gratuitas como hidroginástica, voley, alongamentos, Tai Chi e etc…

 

  • Musculação gratuita ao ar livre.

 

  • Colégios públicos excelentes e custo zero para os pais dos alunos.
    Já na chegada a percepção de um país que respeita o turista! Taxis honestos e um "visitor information" sensacional!

    Já na chegada a percepção de um país que respeita o turista! Taxis honestos e um “visitor information” sensacional!

     

  • Medicina de graça e de altíssima qualidade para toda a população (a versão do SUS que deu certo).

 

  • Seguro desemprego mínimo de 800 dólares por mês podendo chegar até quase 2000.

 

  • Manicures que tem carro do ano e se hospedam no Sheraton nas “férias”.

 

  • Carros semi-novos por menos de 5000 dólares.

 

  • Salários: carpinteiro 15.000 dólares/mês, entregador do “Dominos” 2.400 dólares/mês, personal trainner 80-100 dólares/hora, MÉDICO 300.000 dólares/ano!!!!!!! E por aí vai… É de chorar…

 

  • Cães com chips intradérmicos instalados ao nascimento e escaneados pelo veterinário nas consultas aparecendo cadastro  computadorizado com o nome do dono. Desse modo acabaram com os cães de rua…

 

  • Caminho em alto relevo nas ruas para os cegos que usam relógios específicos para captar o sinal dos sensores espalhados pela cidade que avisam o que tem ao redor daquele ponto específico, se dá para virar à esquerda ou direita e etc…

 

  • Uso de chapéu obrigatório para as crianças nas áreas externas do colégio. Não levou, não sai no sol!

 

  • Cafés Drive Thru.

 

  • Índice quase zero de assassinatos. Teve uma época em Melbourne que registraram 34 assassinatos em 12 anos e eles ficaram preocupadíssimos! Desses 34 descobriram que a maioria foi cometida por um único doido!

 

  • Caixas automáticos de supermercado. Você escaneia os produtos e paga na máquina.

 

  • Motoristas de ônibus suuuper simpáticos e prestativos.

 

  • Campo de Golf público e 0800!

 

  • Água da torneira limpíssima e pronta para beber. Comprar água mineral é luxo máximo e costumam ser muito caras (3,5 dólares).

 

O fantástico 1º mundo!

O fantástico 1º mundo!

Demais né? E olha que tinha tudo para dar errado pois era para a Austrália que os detentos mais perigosos e os “non gratos” da Inglaterra eram mandados. A Austrália foi a colônia inglesa que serviu de prisão de segurança máxima por muito tempo! Os ingleses chegaram, ficaram e trouxeram seus piores cidadãos para habitar o novo país! E sem muito lero-lero essa é a história que teve um final bem mais feliz que o início!

 

Bonde circular em Melbourne gratuito!

Bonde circular em Melbourne gratuito!

Morar aqui é um privilégio de poucos australianos e muitos imigrantes! Poucos pois o país é tão grande e a população tão pequena que fica difícil achar um australiano autêntico pelas ruas! A pequena densidade demográfica fez da imigração uma necessidade e não faltam indianos e asiáticos perambulando e trabalhando em tudo quanto é tipo de coisa! Trabalhar na Austrália em empregos que não precisam de diploma é muito fácil se você tem um visto de estudante de 6 meses para fazer um curso de inglês por exemplo. Dá de sobra para pagar o curso, moradia e comida e ainda viajar pelo país que tem mil destinos incríveis! Isso que muita gente faz e acaba conseguindo renovar o visto por mais tempo até que alguma empresa que precisa do seu trabalho possa interferir para que você se torne um residente de fato! Uns acabam se apaixonando e casando por aqui mesmo, o que facilita e agiliza as coisas…

 

Shelly beach em Sydney: uma das mais bonitas!

Shelly beach em Sydney: uma das mais bonitas!

 

Enfim, tudo isso para dizer que é fácil vir e fácil nunca mais sair exceto para nós  médicos pois enquanto a Dilma revalida tudo quanto é diploma no Brasil (se passar um pai de santo ou vendedor de cuzcuz todo de branco é capaz dela colocar em algum canto para trabalhar como médico…), aqui não é bem assim e existem provas dificílimas e caríssimas para a revalidação!

Bife já tinha me dito tudo isso, morou aqui por 6 meses e acertou em cheio que me apaixonaria por Sydney à primeira vista! Mas a primeira vista mesmo foi a de Melbourne, por onde chegamos! Comparando, Melbourne é a nossa São Paulo e Sydney o Rio! Cafés e restaurantes “trendy” (como eles chamam as novas tendências e os lugares modernosos), milhões de galerias de arte e grafites a céu aberto, bares lotados e museus de todo tipo! Nos assustamos com os preços pois para quem estava “bem” acostumado com o bom, bonito e barato que a Ásia oferece…, foi uma facada inicial!!! Depois da Rússia e Finlândia foi o país mais caro que passamos!

Os 12 Apóstolos: Great Ocean Road, sul da Austrália.

Os 12 Apóstolos: Great Ocean Road, sul da Austrália.

 

Os australianos adoram Melbourne mas para nós foi apenas legalzinha e o que valeu mais à pena mesmo foi o passeio pela Great Ocean Road que é um pedaço lindo da costa sul australiana! A day-trip é longa e vai até os 12 Apóstolos que são rochedos enormes destacados da costa e perdidos no meio do violento mar. Para ver todos, só de helicóptero mas por terra o cenário também é sensacional! Pena que estava um frio e em vento de doer as orelhas! O passeio inclui paradas pelo caminho como Bells Beach, paraíso dos surfistas e sede inicial de duas grandes marcas australianas de surf: Rip Curl e Quick Silver! Quem diria que começaram fazendo roupas de borracha para amigos e vizinhos surfistas caírem em pleno inverno sem morrerem de frio…

Aí Leco! A direita que você queria!!! Bell's Beach.

Aí Leco! A direita que você queria!!! Bell’s Beach.

 

 

 

 

De avião partimos para Sydney onde ficamos na casa dos amigos mais hospitaleiros do mundo (obrigada Raquel, Gui) e encontramos com outro grande amigo atual personal e futuro “chef”: Rodrigo Rato! Futuro promissor, seu brownie foi o melhor que já comi na vida!!! Aliás tivemos que ganhar uns kilinhos a mais pois fomos recebidos com feijão de verdade, guaraná, pão de queijo, açaí e o verdadeiro churrasco brasileiro com direito a pão de alho e coração de galinha!!!

 

Bronte Beach, Sydney.

Bronte Beach, Sydney.

 

 Sydney tem absolutamente tudo de melhor de todos os países! Uma praia mais linda que a outra, baías cercadas de entretenimentos, jardins e gramados enormes e floridos, desenvolvimento de primeiríssimo mundo, segurança nas ruas, cafés, bares e restaurantes para todo gosto, bairro alternativo, Chinatown, bairros chiquérrimos e as casinhas sem muro ou grade mais agradáveis de morar que já vi! Subúrbio aqui é coisa chique e tem cada um de dar inveja! Com um curto trecho de ferry você descobre um pedaço da cidade mais sensacional que outro! E isso é que é o mais legal de Sydney…, andar, andar e andar! Os transportes são tão bons que nunca é demorado chegar em nenhum lugar portanto dá para morar em qualquer lugar da cidade que vai ser sempre um lugar bom! Não tem canto feio…, pelo menos em 7 dias não vimos!

 

Nossos anfitriões!!!

Nossos anfitriões!!!

 

Anfitrião chef de cozinha e família..., linda por sinal!

Anfitrião chef de cozinha e família…, linda por sinal!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A estrela do Harbour! Ópera House, Sydney.

A estrela do Harbour! Ópera House, Sydney.

 

 

 

 

 E como o Cristo para os cariocas lá está ela, no meio de tudo, encantando mais ainda o “Harbour” que é o ponto principal da cidade: a “Ópera House”! O arquiteto foi bem feliz na sua criação pois ela atrai todos os olhares e lentes das câmeras! Mas não está sozinha e bem à sua frente, outra linda construção complementa a cena: a ponte de Sydney! Bem perto fica o relaxante Jardim Botânico onde a galera (inclusive nós) tira uma soneca no sol da tarde ou faz fartos e longos picnics! De lá (como no Central Park de NY) nem parece que estamos em pleno centro da cidade! Das praias que fomos, Mainly e Shelly Beach são as mais bonitas e Bondi a mais agradável de ficar junto com Coogee Beach!

Bondi Beach, Sydney.

Bondi Beach, Sydney.

 

 

 

 Atravessando a ponte até achei o apartamento dos meus sonhos estilo casa antiga modernizada de frente para a baía mas esse vai ficar mesmo para os sonhos..

A semana que ficamos foi uma das mais agradáveis da viagem: lugar nota mil, amigos nota um milhão e uma sensação de “casa” pela primeira vez em um ano! Corremos no parque, batemos altos papos no bom e velho português, lavamos todas as roupas bem lavadas (os hotéis nunca lavam direito) e até umas músicas deu para tocar no violão e matar as saudades! Não resisti e tive que pegar com a anfitriã uns vestidinhos emprestados para sair no glamour! Bife nem me reconheceu…

Meninas no glamour! Ponte de Sydney.

Meninas no glamour! Ponte de Sydney.

 

 

 

 

 Mas…, tem sempre um “mas” nas afirmações e sentimentos humanos, eternos insatisfeitos… Rapidamente cito os defeitos: faz frio a maior parte do ano, muitos lugares não te deixam entrar de bermuda ou chinelo (nem preciso dizer que Bife foi barrado…) e falta um pouco daquele gostoso “jeitinho brasileiro” nas pessoas! Como tudo é muito correto, não tem papo mole e nem o “quebra esse galho”! A porta do ônibus fechou? Um abraço, pega o próximo!

 

Parques, praias, visual incrível de vários pontos da cidade!

Parques, praias, visual incrível de vários pontos da cidade!

 Meros detalhes… Moraríamos aqui de olhos fechados se aqui estivessem todos os nossos amigos e família! Melhor qualidade de vida do mundo essa de Sydney!!! Mas melhor, melhor mesmo seria o nosso Rio ser assim… Quem sabe com Bernardinho botando ordem???

Mainly Beach

Mainly Beach

Surf, Spas, Ondas e Warungs: Bali, Indonésia.

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by on Outubro 29, 2013 at 11:17 am

 

 

Bali em família!!!

Bali em família!!!

Ainda não passamos pelo Hawai mas por enquanto nada foi mais “Ula-Ula” e relaxante do que a ilha de Bali, destino tão sonhado pelos surfistas e dentre eles, Leco, meu irmão! Foi sua escolha imediata quando decidiu vir nos encontrar pela estrada! Ondas perfeitas, sol quase todo ano, visual alucinante e bares e mais bares, ou melhor, “warungs” por todo canto! A maioria de madeira ou bamboo tomados de almofadas coloridas e atendentes locais de um sorriso e simpatia que há um tempo não víamos pelo caminho!

Leco, my brother..., orgulho!!! Uluwatu.

Leco, my brother…, orgulho!!! Uluwatu.

 

 

 

 

Bali é incrivelmente a única ilha hindú de todas as quase 18000 ilhas da Indonésia. Sorte a nossa pois como as outras são muçulmanas vigoram nelas as regras de vestimenta “anti-bikinis”. O único problema do hinduísmo para nós foram as oferendas deixadas nas portas de todas as casas, lojas e restaurantes: um pratinho de palha com flor, arroz, frutas e folha de bananeira que cismávamos em pisar em cima ou chutar ao entrarmos! Uma vergonha sem tamanho pois acabávamos esquecendo alguma hora daquele mimo no chão e li que para eles é como se estivéssemos chutando ou pisando na Bíblia ou em uma estátua de Jesus Cristo!

Oferendas

Oferendas

 

Existe um templo em cada esquina e alguns valem muito a visita como o de Uluwatu que fica no alto de um enorme rochedo cercado de espertos macacos que roubam tudo que estiver aos seus alcances e o Tanah Lot, um templo na água, flutuante nas marés cheias e encantador! No primeiro a energia é grande e potencializada pelo som do “Chaka-Chaka”, uma dança que acontece todos os dias encenada por personagens do Ramayana, Bíblia hindú.

O Chaka-Chaka, dança balinesa no templo de Uluwatu.

O Chaka-Chaka, dança balinesa no templo de Uluwatu.

 

 

 

Cada praia tem sua beleza e particularidade o que faz do conjunto uma quase perfeição se não fosse o deslocamento entre elas. O trânsito é meio caótico e sem regras e como toda a Ásia até parece que é permitido trocar a bicicleta pela moto com 8 anos de idade!!! É impressionante como se vê criança em motinhos e sem capacete pelas estradas de toda a ilha! O ideal é alugar um carro ou scooter para rodar nas áreas mais tranquilas como os arredores de Uluwatu e Nusa Dua e um carro com motorista ou taxi para o restante! Tem que ter muito cuidado pois a mão é inglesa e meu irmão arrancou o espelho do carona logo no primeiro dia!

 

Praias de Uluwatu, Balangan e Padang-Padang.

Praias de Uluwatu, Balangan e Padang-Padang.

Ficamos em Uluwatu e perto das ondas o que é uma excelente escolha se com você tem alguém que surfa. Do contrário achamos Padang Padang a praia mais legal para se hospedar e com melhor custo-benefício. Nusa Dua é a mais bonita disparado (para o banhista) mas infelizmente é a mais cara, cheia de resorts de luxo máximo e alucinantes! Quem sabe um dia…

 

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Por do sol em Uluwatu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Balangan é boa também pois tem para alugar cadeiras de praia, o que dá um conforto adicional mas o mar é cheio de pedra e entrar pode ser demorado e doloroso! Jimbaram é conhecida por seus restaurantes de frutos do mar escolhidos ainda vivos no aquário pelos clientes que se não ficarem espertos são super roubados no peso do peixe e no preço final da conta! Aconteceu com a gente e numa viagem de um ano isso é o que mais estressa: tem sempre alguém de má-fé querendo te enganar de todo jeito por mais uns trocados! O lugar é irado de frente para um por do sol emocionante no mar mas acabamos saindo de lá “borocochôs” pelo estresse da conta!

Praias de Nusa Dua, Jimbaram e Kuta/Legian/Seminyak

Praias de Nusa Dua, Jimbaram e Kuta/Legian/Seminyak

 

E por fim deixo as que um dias já foram as primeiras como as praias de Kuta e Legian mas que vêm perdendo um pouco do encanto pela enoooorme quantidade de gente que circula em suas areias e ruas! Talvez por serem mais perto do aeroporto ou pela infinita oferta de hotéis bons, bonitos e baratos. Tá…, deixando meu lado quase 36 anos de lado, é lá que fica o “agito”, as “baladas” bombantes até o sol raiar e o “tunch-tunch” nas alturas. Coisas para os de 26 no auge de suas solteirices! Bem perto e um pouco mais calma fica Seminyak, opção para quem quer estar alcançável mas não no epicentro do barulho! A praia não é lá essas coisas para os acostumados às praias bonitas como nós brasileiros mas a região é a que tem a maior concentração de bares, restaurantes e lojas de toda Bali.

No meio de todas estas não faltam prainhas menores a serem exploradas e warungs para uma “semi-gelada” Bintang já que cerveja gelada mesmo como gostamos, só no Brasil! Aliás uma ótima recomendação para nossos conterrâneos que já estão na estrada há um tempo é o Warung brasileiro em Uluwatu que não só serve a cerveja na temperatura ideal como tem um feijão de dar água na boca!

As mulheres dos surfistas perdem seus maridos para o mar por um bom tempo, o que não necessariamente é ruim pois não faltam em Bali lojinhas de todo jeito e coisas lindas para comprar. Uma “Totem” atrás da outra só que com preços muito mais em conta! Luminárias de teto e de chão, cangas e sarongs coloridíssimos, pratas, móveis, artesanatos dos mais diversos e tudo feito em madeira, palha ou bamboo da melhor qualidade. Melhor mesmo??? Preços baratos!!!

Os warungs. À dir o brasileiro com feijão de verdade!

Os warungs. À dir o brasileiro com feijão de verdade!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os lindos terraços de arroz

Os lindos terraços de arroz

 

Ubud é o centro da ilha e o centro das compras e muitos vão para passar a noite mas acabam ficando perdidos por lá envoltos nas atividades ao redor como trekkings no vulcão Batur em Kintamani, templos, florestas e os lindos terraços de arroz! É tudo bem pacato e ideal para quem busca um pouco mais da cultura do balinês, reflexão e meditação! Até o guru do livro “Comer, Rezar e Amar”, o famoso Ketut vive por lá e cobra 15 dólares pela consulta espiritual! Minha cunhada teve a oportunidade de conhecê-lo mas disse que enquanto respondia sua pergunta, o Ketut já tinha esquecido o que tinha perguntado…! Ainda assim sua agenda é lotada e aproveite para já ir meditando enquanto espera em média de 2-3h para entrar. Isso que dá a falta de uma aposentadoria…, gurus não têm destes privilégios!

 

Gili Air: paraíso!

Gili Air: paraíso!

E faltou falar, claro, das imensas “surf shops” espalhadas como Rip Curl, Quick Silver e etc… Foi aí que perdi meu irmão, maravilhado com o mundo de acessórios e apetrechos para o surf e enquanto ele fazia um tour pelas mil lojas combinando com novos destinos de ondas como Keramas e a costa leste, eu, Bife e sua sogra resolvemos dar um pulo de 2 dias nas Gili Islands em Lombok, ao lado de Bali. As fotos falam por si e foi um dos lugares mais lindos e agradáveis que passamos ao longo da viagem.

Existem 3 ilhas Gili e em todas podemos dar a volta à pé (máx 2h na maior delas). Ficamos na pacata e paradisíaca Gili Air pois como a lua estava cheia não arriscamos um hotel na mais estruturada das três, Gili Trawagan, que também é a mais agitada e palco de festas do tipo “nada a ver com o lugar” como as “Full Moon Parties”. A terceira, Gili Meno, é a mais rústica de todas e geralmente é a escolha dos que viajam com crianças ou em família! É fácil ir de uma para outra (10 minutos de barco) mas se você perder o horário do ferry público, só alugando barco particular o que sai muito caro (30 dólares

Relax em Gili: almofadas na praia!

Relax em Gili: almofadas na praia!

“one way”). Independente da escolha não existe arrependimento, todas são maravilhosas!!! A água é transparente, quente e calmíssima! Parece uma gigantesca piscina aquecida de um spa a céu aberto com peixes coloridos vindo ao seu encontro! Na areia, puffs e palafitas com almofadas dos bares completam o cenário que ganhou um brinde especial à noite com a chegada da imensa lua cheia! Ela veio todos os dias para iluminar nossos jantares na beira da praia!!! Quem precisa de velas…??!!!

Palafitas particulares em frente à praia e à lua cheia.

Palafitas particulares em frente à praia e à lua cheia.

 

 

 

 

Voltando à Bali e novamente reunindo a família, passamos duas noites em Seminyak antes da dolorosa despedida final! Mais uma vez, tudo que é bom parece ter o poder de acelerar os ponteiros do relógio! O tempo voou, acabamos Bali e nossas andanças pela Ásia, continente único, imperioso, de comidas exóticas e regras próprias! Sua bagunça organizada, seu enorme custo-benefício e sua espiritualidade elevada deixará muitas lembranças e saudades!

 

Um último “Nihao” a todos, um “Namastê” para que comecem bem seus dias e um enorme “Terima Kasih” para quem tem nos acompanhado e vibrado conosco cada conquista e cada nova emoção!

O Tanah Lot, templo flutuante na maré cheia

O Tanah Lot, templo flutuante na maré cheia

 

Daremos um pulo de canguru até a Austrália!!!

Mel no Tanah Lot

Mel no Tanah Lot

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