Surf, Spas, Ondas e Warungs: Bali, Indonésia.

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by on Outubro 29, 2013 at 11:17 am

 

 

Bali em família!!!

Bali em família!!!

Ainda não passamos pelo Hawai mas por enquanto nada foi mais “Ula-Ula” e relaxante do que a ilha de Bali, destino tão sonhado pelos surfistas e dentre eles, Leco, meu irmão! Foi sua escolha imediata quando decidiu vir nos encontrar pela estrada! Ondas perfeitas, sol quase todo ano, visual alucinante e bares e mais bares, ou melhor, “warungs” por todo canto! A maioria de madeira ou bamboo tomados de almofadas coloridas e atendentes locais de um sorriso e simpatia que há um tempo não víamos pelo caminho!

Leco, my brother..., orgulho!!! Uluwatu.

Leco, my brother…, orgulho!!! Uluwatu.

 

 

 

 

Bali é incrivelmente a única ilha hindú de todas as quase 18000 ilhas da Indonésia. Sorte a nossa pois como as outras são muçulmanas vigoram nelas as regras de vestimenta “anti-bikinis”. O único problema do hinduísmo para nós foram as oferendas deixadas nas portas de todas as casas, lojas e restaurantes: um pratinho de palha com flor, arroz, frutas e folha de bananeira que cismávamos em pisar em cima ou chutar ao entrarmos! Uma vergonha sem tamanho pois acabávamos esquecendo alguma hora daquele mimo no chão e li que para eles é como se estivéssemos chutando ou pisando na Bíblia ou em uma estátua de Jesus Cristo!

Oferendas

Oferendas

 

Existe um templo em cada esquina e alguns valem muito a visita como o de Uluwatu que fica no alto de um enorme rochedo cercado de espertos macacos que roubam tudo que estiver aos seus alcances e o Tanah Lot, um templo na água, flutuante nas marés cheias e encantador! No primeiro a energia é grande e potencializada pelo som do “Chaka-Chaka”, uma dança que acontece todos os dias encenada por personagens do Ramayana, Bíblia hindú.

O Chaka-Chaka, dança balinesa no templo de Uluwatu.

O Chaka-Chaka, dança balinesa no templo de Uluwatu.

 

 

 

Cada praia tem sua beleza e particularidade o que faz do conjunto uma quase perfeição se não fosse o deslocamento entre elas. O trânsito é meio caótico e sem regras e como toda a Ásia até parece que é permitido trocar a bicicleta pela moto com 8 anos de idade!!! É impressionante como se vê criança em motinhos e sem capacete pelas estradas de toda a ilha! O ideal é alugar um carro ou scooter para rodar nas áreas mais tranquilas como os arredores de Uluwatu e Nusa Dua e um carro com motorista ou taxi para o restante! Tem que ter muito cuidado pois a mão é inglesa e meu irmão arrancou o espelho do carona logo no primeiro dia!

 

Praias de Uluwatu, Balangan e Padang-Padang.

Praias de Uluwatu, Balangan e Padang-Padang.

Ficamos em Uluwatu e perto das ondas o que é uma excelente escolha se com você tem alguém que surfa. Do contrário achamos Padang Padang a praia mais legal para se hospedar e com melhor custo-benefício. Nusa Dua é a mais bonita disparado (para o banhista) mas infelizmente é a mais cara, cheia de resorts de luxo máximo e alucinantes! Quem sabe um dia…

 

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Por do sol em Uluwatu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Balangan é boa também pois tem para alugar cadeiras de praia, o que dá um conforto adicional mas o mar é cheio de pedra e entrar pode ser demorado e doloroso! Jimbaram é conhecida por seus restaurantes de frutos do mar escolhidos ainda vivos no aquário pelos clientes que se não ficarem espertos são super roubados no peso do peixe e no preço final da conta! Aconteceu com a gente e numa viagem de um ano isso é o que mais estressa: tem sempre alguém de má-fé querendo te enganar de todo jeito por mais uns trocados! O lugar é irado de frente para um por do sol emocionante no mar mas acabamos saindo de lá “borocochôs” pelo estresse da conta!

Praias de Nusa Dua, Jimbaram e Kuta/Legian/Seminyak

Praias de Nusa Dua, Jimbaram e Kuta/Legian/Seminyak

 

E por fim deixo as que um dias já foram as primeiras como as praias de Kuta e Legian mas que vêm perdendo um pouco do encanto pela enoooorme quantidade de gente que circula em suas areias e ruas! Talvez por serem mais perto do aeroporto ou pela infinita oferta de hotéis bons, bonitos e baratos. Tá…, deixando meu lado quase 36 anos de lado, é lá que fica o “agito”, as “baladas” bombantes até o sol raiar e o “tunch-tunch” nas alturas. Coisas para os de 26 no auge de suas solteirices! Bem perto e um pouco mais calma fica Seminyak, opção para quem quer estar alcançável mas não no epicentro do barulho! A praia não é lá essas coisas para os acostumados às praias bonitas como nós brasileiros mas a região é a que tem a maior concentração de bares, restaurantes e lojas de toda Bali.

No meio de todas estas não faltam prainhas menores a serem exploradas e warungs para uma “semi-gelada” Bintang já que cerveja gelada mesmo como gostamos, só no Brasil! Aliás uma ótima recomendação para nossos conterrâneos que já estão na estrada há um tempo é o Warung brasileiro em Uluwatu que não só serve a cerveja na temperatura ideal como tem um feijão de dar água na boca!

As mulheres dos surfistas perdem seus maridos para o mar por um bom tempo, o que não necessariamente é ruim pois não faltam em Bali lojinhas de todo jeito e coisas lindas para comprar. Uma “Totem” atrás da outra só que com preços muito mais em conta! Luminárias de teto e de chão, cangas e sarongs coloridíssimos, pratas, móveis, artesanatos dos mais diversos e tudo feito em madeira, palha ou bamboo da melhor qualidade. Melhor mesmo??? Preços baratos!!!

Os warungs. À dir o brasileiro com feijão de verdade!

Os warungs. À dir o brasileiro com feijão de verdade!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os lindos terraços de arroz

Os lindos terraços de arroz

 

Ubud é o centro da ilha e o centro das compras e muitos vão para passar a noite mas acabam ficando perdidos por lá envoltos nas atividades ao redor como trekkings no vulcão Batur em Kintamani, templos, florestas e os lindos terraços de arroz! É tudo bem pacato e ideal para quem busca um pouco mais da cultura do balinês, reflexão e meditação! Até o guru do livro “Comer, Rezar e Amar”, o famoso Ketut vive por lá e cobra 15 dólares pela consulta espiritual! Minha cunhada teve a oportunidade de conhecê-lo mas disse que enquanto respondia sua pergunta, o Ketut já tinha esquecido o que tinha perguntado…! Ainda assim sua agenda é lotada e aproveite para já ir meditando enquanto espera em média de 2-3h para entrar. Isso que dá a falta de uma aposentadoria…, gurus não têm destes privilégios!

 

Gili Air: paraíso!

Gili Air: paraíso!

E faltou falar, claro, das imensas “surf shops” espalhadas como Rip Curl, Quick Silver e etc… Foi aí que perdi meu irmão, maravilhado com o mundo de acessórios e apetrechos para o surf e enquanto ele fazia um tour pelas mil lojas combinando com novos destinos de ondas como Keramas e a costa leste, eu, Bife e sua sogra resolvemos dar um pulo de 2 dias nas Gili Islands em Lombok, ao lado de Bali. As fotos falam por si e foi um dos lugares mais lindos e agradáveis que passamos ao longo da viagem.

Existem 3 ilhas Gili e em todas podemos dar a volta à pé (máx 2h na maior delas). Ficamos na pacata e paradisíaca Gili Air pois como a lua estava cheia não arriscamos um hotel na mais estruturada das três, Gili Trawagan, que também é a mais agitada e palco de festas do tipo “nada a ver com o lugar” como as “Full Moon Parties”. A terceira, Gili Meno, é a mais rústica de todas e geralmente é a escolha dos que viajam com crianças ou em família! É fácil ir de uma para outra (10 minutos de barco) mas se você perder o horário do ferry público, só alugando barco particular o que sai muito caro (30 dólares

Relax em Gili: almofadas na praia!

Relax em Gili: almofadas na praia!

“one way”). Independente da escolha não existe arrependimento, todas são maravilhosas!!! A água é transparente, quente e calmíssima! Parece uma gigantesca piscina aquecida de um spa a céu aberto com peixes coloridos vindo ao seu encontro! Na areia, puffs e palafitas com almofadas dos bares completam o cenário que ganhou um brinde especial à noite com a chegada da imensa lua cheia! Ela veio todos os dias para iluminar nossos jantares na beira da praia!!! Quem precisa de velas…??!!!

Palafitas particulares em frente à praia e à lua cheia.

Palafitas particulares em frente à praia e à lua cheia.

 

 

 

 

Voltando à Bali e novamente reunindo a família, passamos duas noites em Seminyak antes da dolorosa despedida final! Mais uma vez, tudo que é bom parece ter o poder de acelerar os ponteiros do relógio! O tempo voou, acabamos Bali e nossas andanças pela Ásia, continente único, imperioso, de comidas exóticas e regras próprias! Sua bagunça organizada, seu enorme custo-benefício e sua espiritualidade elevada deixará muitas lembranças e saudades!

 

Um último “Nihao” a todos, um “Namastê” para que comecem bem seus dias e um enorme “Terima Kasih” para quem tem nos acompanhado e vibrado conosco cada conquista e cada nova emoção!

O Tanah Lot, templo flutuante na maré cheia

O Tanah Lot, templo flutuante na maré cheia

 

Daremos um pulo de canguru até a Austrália!!!

Mel no Tanah Lot

Mel no Tanah Lot

Como estragar um paraíso – Parte II: Kho Phi Phi, Tailandia!

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by on Outubro 18, 2013 at 3:12 pm

IMG_7063baixa Bife esteve aqui há uns 11 anos atrás, imediatamente após o filme “A Praia” ter estreado no cinema. Ainda se respirava o ar de ilha deserta e paraíso perdido… Seus habitantes ainda sorriam com todos os dentes para os turistas aventureiros que começaram a explorar o lugar. Provavelmente naquela época ainda dava para sentir o cheiro da mata e das flores…

Nossa chegada na tão esperada ilha de Phi Phi não foi lá das melhores! Debaixo de uma chuva torrencial já começamos a sentir o cheiro no ar…, não mais das flores e sim de um esgoto podre que parecia nos acompanhar por todos os cantos! Ruas alagadas, lixo e mais lixo no chão somados à uma “TPM” das brabas me fez odiar Phi Phi Don à primeira vista! E pra piorar tudo o povo que já foi um dos mais simpáticos do mundo anda hoje em dia de cara amarrada e não movem um dedo mais para te ajudar!

Barco para Phi Phi Lee com uma baita picada de abelha no rosto!

Barco para Phi Phi Lee com uma baita picada de abelha no rosto!

 

 

 

 

A vila de Phi Phi tem noites em alto volume de música e gente indo e vindo e por isso optamos por um hotel um pouco mais afastado! Jamais imaginamos que choveria tanto pois já estamos no fim da “wet season”! Mas para nossa sorte o dia da chegada foi também o último das chuvas e pudemos na manhã seguinte fazer o passeio de barco até as famosas Phi Phi Lee e Maya Bay, essas sim de encantar qualquer um! Para não ser injusta com Phi Phi Don, do view point ela é linda também pois o cheiro ruim e a destruição causada pelo turismo em massa ficam lá em baixo bem distante dos nossos 5 sentidos!

Phi Phi Don do View Point

Phi Phi Don do View Point

Bife no long tail boat: clássico na costa Andaman

Bife no long tail boat: clássico na costa Andaman

A ilha de Phi Phi Lee realmente é inacreditável de bonita e (“UFA”) não tem hotéis nem bares, nem lixo algum! Tem é um milhão de turistas e barcos chegando por dia o que dificulta para os que querem tentar imitar o Di Caprio nadando sós, acompanhados apenas por aquele lindo silêncio e paisagem! A água azul clarinha, calma e transparente é cercada por dois rochedos enormes nas laterais que parecem estar alí de propósito escondendo o mundo lá fora e protegendo o paraíso! Não estava dando para os barcos chegarem até a praia, precisamos nadar um pedaço e para os que não tinham este dote ou os mais idosos foi impossível!

A inacreditável água de Phi Phi

A inacreditável água de Phi Phi

 

 

 

 

 

 

 

 

A famosa Maya Bay, do filme "A Praia"

A famosa Maya Bay, do filme “A Praia”

 

O passeio é maravilhoso e até hoje, a paisagem que vi foi a mais linda de todas que já tive o prazer de estar! Bife diz que não tem nada como o Caribe em se tratando de beleza do mar mas o que faz a Tailândia ser a preferida até o momento é o seu contexto geral! E nesse contexto cabe todos os gostos e todos os bolsos! O melhor custo-benefício do mundo deixando para trás a cara Grécia, a linda Bali que sem um carro nada seria pois os deslocamentos são difíceis e Filipinas com seus tufões!

 

Maya Bay, Phi Phi Lee

Maya Bay, Phi Phi Lee

 

 

 

 

O tsunami destruiu Phi Phi há uns anos atrás…, nada restou! Placas dizem onda grande, lugar alto! Essa é a única chance de sobreviver! Só mesmo muita massagem tailandesa para distanciar nosso pensamento das desgraças e felizmente nenhum alerta nos assustou e seguimos até a outra praia que escolhemos dentre tantas opções tão atraentes quanto: Railay Beach!

Tup Island, passeio de barco de Railay.

Tup Island, passeio de barco de Railay.

 

 

 

 

 

Railay Beach, Krabi

Railay Beach, Krabi

 

 

 

Transparência de Tup Island

Transparência de Tup Island

 

 

 

 

 

 

 

Railay é beeeem mais rústica e fez mais a nossa cabeça até porque a fama de Phi Phi empurrou os preços lá pra cima, desproporcionalmente ao serviço oferecido! Os hotéis são caros para o que são o que em Railay não acontece (ainda!). Tão paradisíaca quanto, seria nossa indicação para casais e famílias como sede e ponto de partida para explorar a costa Andaman. Claro que para os solteiros e festeiros, Phi Phi Don ainda é a melhor opção! Puket e Krabi ficam para os afortunados que podem pagar um Ritz ou Sheraton e não vivem sem um mínimo de glamour!

Adoramos a paz, beleza e simplicidade de Railay e o por do sol visto de Phranang Beach! Odiei a picada de abelha que tomei bem no rosto perto do olho e que, médica que sou, logo achei que viraria uma celulite de face e meningite! Exagerada…!!!!!

Por do sol em Phranang Beach

Por do sol em Phranang Beach

 

 

De lá sai barco para outras ilhas e praias como a Tup Island e Bamboo Beach, ambas indescritíveis! Em Railay não existe pier, salta-se do barco no mar e com água que pode chegar à raíz da coxa na maré alta e portanto não é recomendado trazer malas grandes até porque a maioria dos imprestáveis barqueiros tailandeses não ajudam em nada! Minha mãe teve dificuldade com o barco e olha que ela ainda nem entrou na casa dos 60… De Railay dá para ir até Phi Phi Lee e faríamos isso da próxima vez pulando Phi Phi Don.

Lugar mágico: Phranang Beach!

Lugar mágico: Phranang Beach!

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Das ilhas a Bangkok…, da Tailandia para Bali para enfim reunirmos a família Lorena! Brother e cunhada já estão por lá curtindo as ondas de Uluwatu e os warungs de fim de tarde! Solta uma Bintang bem gelada aí que estamos chegando!!!

 

 

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in Asia, Tailandia

Agora sim: a Bangkok de tudo e de todos!!!

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by on Outubro 12, 2013 at 7:05 am

 

A emoção do reencontro

A emoção do reencontro

 

Os guardiões do Grand Palace

Os guardiões do Grand Palace

Chororôs e abraços à parte, recebemos minha mãe no aeroporto que não apenas saiu no lugar certo como se virou muito bem sozinha no vôo de Bali pra Bangkok! Era nossa segunda vez no mesmo hotel e nos sentimos em casa! Malas no quarto e pés na Khao San Road, começamos a conhecer Bangkok e já no primeiro dia tentaram nos extorquir algumas vezes! Ensinamos as malandragens pra D. Márcia que estava quase pagando o preço inicialmente dado pelo motorista do tuk tuk sem negociar e ela ficou impressionada em como os preços finais por aqui são menos do que a metade dos preços iniciais!!!

Grand Palace

Grand Palace

 

 

 

 

 

 

 

Terra de tudo pois é possível encontrar pelas ruas qualquer coisa que você queira! Falsificações perfeitas de marcas mundiais famosas como mochilas da North Face, bermudas da Billabong, bolsas Louis Vuitton, Prada e etc… Fazem na hora e vendem diplomas de Harvard, carteirinhas de estudante, carteira de motorista, de Dive Master do PADI (mergulho) e até de deficiente físico ou diabético!!! Tudo à luz do dia e à mostra!

Terra de todos pois desde os tempos mais remotos onde a costa era usada para o comércio entre navegadores de diferentes países, Bangkok e a Tailândia recebem por ano um número absurdo de turistas estrangeiros dos 4 cantos do planeta! Ficamos no reduto dos mochileiros e minha mãe era a única por lá com malas de rodinhas! Não foi à toa que era chamada de “mama” por onde passava!

 

Wat Phra e Grand Palace

Wat Phra e Grand Palace

Bangkok é famosa mundialmente por ser “a cidade onde tudo acontece”! O ritmo é frenético e foi aqui que o inventor do Red Bull tirou sua idéia! Parece que os motoristas dos tuk-tuks tomavam uma bebida feita com estimulantes caseiros para ficarem “ligados” no trânsito caótico de Bangkok e foi tudo que o empresário austríaco precisou para ficar milionário! Quem nunca bebeu acaba caindo nas graças de uma Chang ou uma Singha (cervejas locais), quem nunca fez uma tatuagem acaba se empolgando com os vários tatuadores oferecendo seus serviços, o turismo sexual é conhecidíssimo e o que não falta é gringo velho branquelo com suas “namoradinhas” tailandesas! Muitos nem percebem a diferença entre as meninas que já foram meninos (“lady-boys”) pois o travesti na Tailândia é quase uma mulher perfeita já que por natureza o homem asiático é pequeno, esmirradinho e sem muitos cabelos!!!

 

O grande Budha deitado

O grande Budha deitado

Levamos a minha mãe no Patpong market que é “A” feira noturna das falsificações circundada por casas de show das mulheres conhecidas por fazerem milagres com seus buracos e cavidades…  Jogam na platéia bolinhas de ping pong e pepinos, estouram bolas com dardos, apagam velas…, tudo com seus dotes pompoarísticos!!! Ou melhor dizendo: pompoartísticos!!! Saímos logo após quase sermos atingidos por um pepino voador! Ecaaaaa…

Como Londres, a Tailandia ainda vive uma monarquia até hoje e o respeito ao Rei é unânime, contrastando com o lado “Bad Boy” de Bangkok bem mostrado no filme “Se beber não case”. Fomos no cinema na parte nova da cidade antes da minha mãe chegar onde ficam os hotéis e restaurantes de luxo, shoppings bizarros e arranha-céus. Foi engraçado quando após o trailer e antes de começar o filme, começou a tocar uma música e todos levantaram de suas cadeiras! Não entendemos nada mas levantamos também até o gringo que estava sentado do nosso lado explicar que aquilo acontecia sempre e era um minuto de silêncio dedicado ao Rei!  Tem foto da família real espalhada por todo canto como os Aiatolás no Iran!

 

 

O mercado flutuante

O mercado flutuante

No dia seguinte visitamos o Floating market que é um mercado nos canais do rio onde cada vendedor sai com seus produtos dentro do barco e cada comprador sai com seu barco por entre os deles…, uma confusão só de frutas, comidas, turistas e souvenirs! Dá para combinar com um passeio de elefante, visita aos tigres tailandeses ou aos encantadores de cobra!

A vontade de ir logo para as ilhas é grande quando vemos as fotos dos cartões postais mas não dá para perder os templos de Bangkok como o Grand Palace, Wat Prha, Wat Pho e Wat Arum! São muito bonitos e um deles guarda um dos mais impressionantes e maiores Budhas deitados do mundo, todo folheado a ouro!

 

Passeio de elefante

Passeio de elefante

Preferimos fazer com a minha mãe o lado de Koh Phi Phi já que acaba sendo a escolha da maioria que só tem tempo para uma das costas (esq ou dir). Tudo por causa do filme…, tudo por causa do Di Caprio nadando em Maya Bay… Tudo que acabou destruindo mais um dos lindos paraísos naturais intocados pelo homem… Fico pensando se daqui há 30 anos sobrará algum para a futura geração de mochileiros…!!!

O Templo do Budha de esmeralda

O Templo do Budha de esmeralda

in Asia, Tailandia

A emoção do reencontro: Mãe, seja benvinda a Tailândia!!!

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by on Outubro 4, 2013 at 6:55 pm

 

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Família embarcando para nos encontrar!

  Chegou o dia tão esperado da viagem e tão contado no relógio! Ansiedade, saudade e emoções à flor da pele não me deixaram dormir nos últimos dias. Pela primeira vez em 35 anos vou reencontrar minha mãe e irmão depois de tanto tempo longe. Não, nunca nos separamos. Uma ou outra semana de viagem curta…, uma ou outra semana corrida de trabalho e só! Com o sentimento de uma filha prestes a ser buscada em seu primeiro dia de aula vou pegá-la no aeroporto em seu primeiro dia de viagem, com a mesma preocupação de uma mãe… Será que vai dar tudo certo? Será que vai chover? Será que ela vai gostar do hotel? Será que ela vai acertar a saída do aeroporto?  Será que eu esqueci de lembrá-la de alguma coisa?
Aí comecei a perceber que realmente estou ficando velha apesar de fingir não acreditar no Bife quando ele achou meus primeiros cabelos brancos uns meses atrás. Chega um momento das nossas vidas que começamos a nos preocupar mais com nossos pais do que eles com a gente… Meu irmão e cunha ficam em Bali e nos encontraremos por lá em 10 dias!
Completando 9 meses de estrada e longe da rotina e correria do dia a dia consegui ter uma percepção muito melhor de algumas coisas que a falta de tempo não nos deixa enxergar. A primeira delas é o pouco tempo que resta para nos dedicarmos às pessoas mais importantes das nossas vidas! Quantas vezes deixei de atender o telefone de um amigo ou até mesmo da minha mãe porque estava atolada de trabalho ou correndo entre um hospital e outro, pulando de plantão em plantão? Só no fim da semana percebia ao olhar ligações antigas no celular que deixei de retornar várias… Quantos amigos tão queridos deixei de ver porque moram longe e não conseguia encaixar um horário no meu mês (ou ano…) para visitá-los?
Há milhas e milhas distante tenho conseguido este ano falar com minha mãe todos os dias (santo inventor do Skype), lembrar de todos os aniversários, falar com amigos com mais frequência que eles se falam morando na mesma cidade, ler todos os livros que estavam na fila há tempos e ainda escrever sobre tudo isso!
Amo meu trabalho e só o Bife sabe como sinto falta dele mas amo a vida além de tudo, amo tudo o que ainda tenho para conhecer e aprender e sou grata a mim mesma por ter feito a escolha mais acertada de todas: “abraçar o mundo com as pernas!”
Revendo há pouco tempo a entrevista sensacional no Jô de um professor de ética de São Paulo, entendi a explicação que ele deu sobre o que é felicidade: “Felicidade é o momento que não queremos que acabe”. Quais foram os seus e o que você faz para que eles sejam frequentes?
Sem dúvida o dia de hoje vai ficar marcado para sempre como um desses momentos: estar na Tailândia, no meio de uma viagem de volta ao mundo com o melhor dos parceiros e receber a ilustre visita das pessoas mais importantes da minha vida? Não tem preço. Até o maior símbolo capitalista, o cartão de crédito, concorda que as melhores coisas da vida não podemos comprar!
Te receberei, mãe, de braços abertos, de sorriso entre orelhas, de coração acelerado e com a maior saudade que já senti! Espero um dia conseguir retribuir tudo o que você merece, tudo que me ensinou e tudo o que me tornei!
Sai do aeroporto no lugar certo que estarei logo alí, atrás da porta! A mesma filha por fora mas uma grande “metamorfose ambulante” por dentro! Sábio Raul.
in Asia, Tailandia

Me redimindo com Boracay, Filipinas. Perdão!

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by on Outubro 1, 2013 at 5:06 pm

 

 

Cores de Filipinas

Cores de Filipinas

Fui injusta, extremamente injusta com a ilha de Boracay no post anterior! Pequei generalizando e julgando o todo baseada em apenas uma parte! Boracay não tem só a famosa e barulhenta White Beach que descrevi e onde ficamos! Com a trégua das chuvas e ventos conseguimos fazer o passeio de barco ao redor da ilha e os lugares e praias que passamos foram surpreendentemente maravilhosos e paradisíacos! Não que a White Beach não seja bonita mas as outras praias da ilha são tão ou mais bonitas quanto e sem a turistada e suas construções.

"Verde-Filipinas" e ao fundo bar com escada para a água

“Verde-Filipinas” e ao fundo bar com escada para a água

 

 

 

 

 

 

 

Caímos nos encantos da praia de Puka e fomos enfeitiçados pela cor da água: 50 tons de verde, todos cristalinos! Do barco íamos enxergando o fundo do mar nitidamente e imaginando como seria o mergulho de cilindro com esta visibilidade mas infelizmente desta vez não fizemos pois o tempo só foi melhorar um dia antes de pegarmos o avião de volta para Bangkok e como aprendemos no curso da Xdivers (http://www.xdivers.com.br/) o intervalo de um mergulho para um vôo deve ser respeitado evitando assim diferenças bruscas de pressão!

Boracay: volta de barco pela ilha

Boracay: volta de barco pela ilha

 

As chuvas continuaram ao longo de toda a semana mas foram melhorando progressivamente com o fim de setembro chegando e nos últimos dias passaram a refrescar o calor durante 1 hora por dia apenas! Vinha feroz e alagava tudo mas pelo menos podíamos andar livres dela nas outras 23 horas! E o sol veio que veio… Com isso não mais olhamos a previsão do tempo … Continuamos seguindo nosso caminho rumo à parte final da nossa viagem mas ainda com ¼ dela pela frente!

 

 

 

 

Mel e o fundo do mar

Mel e o fundo do mar

Por agora só consigo contar os dias que faltam para a família Lorena chegar (3 exatamente). Ontem chorei…, de boba e de saudade dos amigos, do Rio, da família, do arroz com feijão, da casa que deixei pra trás… Em breve vou ganhar mais dois sobrinhos e estarei à milhas de distância…

Bife em Puka Beach

Bife em Puka Beach

 

 

 

 

 

Hoje ao chegar na praia, ver aquele mar tão lindo e lembrar do quanto sou sortuda por poder estar aqui vendo e aprendendo com o mundo, amadurecendo, trocando velhos por novos conceitos…, as lágrimas secaram! Afinal só um debilóide chora em pleno paraíso e há dois dias de voltar para a Tailândia!!!

"Tears in Heaven"

“Tears in Heaven”

in Asia, Filipinas

Contratempos! E bota contra nisso… Tufão nas Filipinas.

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by on Setembro 30, 2013 at 1:43 am

 

A beleza mesmo em condições adversas! Ilha de Boracay.

A beleza mesmo em condições adversas! Ilha de Boracay.

Tá. Não se pode ter tudo! Em absolutamente 268 maravilhosos dias de viagem até agora nada deu tão errado assim! A programação foi perfeita e aproveitamos de cada país tudo que queríamos e intensamente! Mas como não canso de dizer, olhem para o tamanho desse mundo!!! É enorme de um jeito que nem sequer sonhamos ao mirarmos o horizonte ou estudarmos o mapa mundi. Estamos longe, muito longe…

Agora imaginem o que é para nós saber com antecedência tudo o que vamos encontrar, que cidade escolher, qual companhia aérea voa no país, como se chega em uma ilha deserta, qual país precisa de visto, COMO VAI ESTAR O TEMPO na semana que chegaremos sendo que muitas vezes ainda não sabemos exatamente EM QUE semana vamos chegar??? Pois bem…

Erramos feio nas Filipinas! Que pena pois Juju amiga esteve aqui no início do ano que é alta temporada e amou! E não deve ser difícil amar este lugar que com ou sem tufão e mesmo debaixo de tempestade consegue ser bonito demais! A cor da água é o que mais chama a atenção, de um verde vivo e único!

A impressionante cor da água

A impressionante cor da água

 

 

 

Filipinas é um país do lado da China e embaixo do Japão que como a Indonésia abrange milhões de ilhas mas infelizmente (ou felizmente) o acesso para elas é difícil e só se chega de avião na maioria! Ouvimos dizer que a capital Manila não tem muita coisa exceto alguns rastros da colonização espanhola e resolvemos pulá-la, indo direto para a primeira das 3 ilhas que escolhemos: Boracay! Palawan e Coron seriam as outras duas. SERIAM…

 

Ilha lotada no lugar de "deserta". White Beach, Boracay.

Ilha lotada no lugar de “deserta”. White Beach, Boracay.

Como se estraga um paraíso??? Resposta: Boracay! Fechem os olhos e tentem imaginar uma ilha deserta com uma praia longa de areias brancas e finas cercada de coqueiros, águas calmas, quentes, de um vivo verde claro e com leves marolas, uma brisa no ar refrescante e o Brad Pitt saindo da água??? Tá…! Agora coloquem nessa mesma ilha milhões de turistas asiáticos somados aos mil vendedores locais que te abordam a cada minuto (“…massage Siiiiiiiiir?”, boat trip Maaaaaaam?”), jogue nas areias brancas um ou outro copo ou garrafa de plástico (só não tem mais porque a multa é alta para quem faz isso), construa entre os coqueiros um trilhão de bares, lojas e restaurantes mas não esqueça do som nas alturas para competir com o karaoquê do vizinho e troquem o Brad por um Chinês branquelo atrapalhado,  tomando mil caldos nas marolas do mar e saindo deste cheio de areia no cabelo e quase afogado???? Ah, e junto a tudo isso jogue tempestades e tufões diários de dar medo?? Assim foi Boracay para nós!

O paraíso dos velejadores! E tome vento...

O paraíso dos velejadores! E tome vento…

 

Mas apesar de tudo a praia é tão linda mas tão linda que compensa qualquer coisa e para os aficcionados em esportes de vento (kite, wind…) aqui é perfeito! Ainda mais com o tufão por perto! Ficamos bem ansiosos para ver El Nido (na ilha de Palawan) e Coron que pelo que lemos seriam mais bonitos ainda, mais “low profile”, mais desertos e menos turísticos! SERIAM…

Boracay acabou sendo nosso único destino nas Filipinas, infelizmente, pois as condições climáticas não estavam das melhores para ficarmos rodando de avião e barco de um lado pro outro! O tufão tinha vindo pra ficar e apesar de não ser daqueles perigosos na classificação deles, causou os piores vendavais e tempestades que já vimos! Era de dar medo pois do nada o céu enegrecia, as nuvens pretas tomavam tudo, o vento aumentava e a tempestade encharcava qualquer um quebrando todos os guarda-chuvas atrevidos, inclusive os nossos! Ao menor sinal corríamos para o hotel e esperávamos passar…, quando passava!

 

O sol vem nos brindar em meio aos tufões!!!

O sol vem nos brindar em meio aos tufões!!!

Antecipamos nosso vôo para Bangkok e desistimos das outras ilhas! Uma pena e um destino que sem dúvida vai ter volta! Desafiamos a previsão do tempo que estava tenebrosa para os próximos dias e confiamos naqueles que falaram que durante as temporadas de chuva aqui na Ásia o tempo é imprevisível! Ficamos mais 1 semana em Boracay e eles estavam certíssimos! Fizeram dias lindos de sol junto com tardes horríveis de ventos e chuvas e conseguímos curtir a praia em muitos momentos! Vendo por este lado foi até bom toda a estrutura do “background” pois pelo menos dava para sentar em um bar ou restaurante e ver a chuva passar… O hotel era legal mas o preço nem tanto pois comparando com os outros países do sudeste  asiático, as Filipinas pesam no orçamento! Tudo é mais caro apesar de ainda barato se compararmos com o Brasil!

Cabelos ao vento...

Cabelos ao vento…

 

 

Vôo trocado, Tailândia nos espera mais uma vez, família de malas prontas para nos encontrar em outubro, ansiedade de sobra para matar logo essa saudade!!! Deixaremos as Filipinas por agora mas não daremos ADEUS…! Até a volta!!!

PS: me recusei a usar o Photoshop nas fotos baseada na teoria: “se melhorar, estraga!”

Barragens para segurar o vendaval. Boracay, Filipinas.

Barragens para segurar o vendaval. Boracay, Filipinas.

 

 

 

 

A rua da praia..., NA PRAIA! Bares e restaurantes.

A rua da praia…, NA PRAIA! Bares e restaurantes.

 

in Asia, Filipinas

“Ahhh, vai pra Cochinchina…!!!” Fomos.

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by on Setembro 23, 2013 at 1:26 pm

 

E não é que esse treco é pesado?

E não é que esse treco é pesado?

 Acho que nunca aprendemos tanta coisa em tão pouco tempo! Quem diria que ela realmente existe e que um dia chegaríamos na tão famosa Cochinchina??? A região ficava ao sul do Vietnã e correspondia aos territórios colonizados pela França, inclusive Saigon (atual Ho Chi Min) de onde escrevo! A prova de que estamos cada dia mais loooongeee…

Após cruzar o Paralelo 17, divisão entre os velhos inimigos Vietnam do Norte e do Sul, chegamos de trem em Hoi An! Localizada no Vietnam Central, a cidade fica depois da antiga zona desmilitarizada, nome dado à terra de ninguém entre os dois oponentes!

Mas hoje em dia a guerra virou livro de história e Hoi An, à beira do rio é o maior exemplo de que os vietnamitas vivem em paz! E que paz…!!! A cidade é super relaxante, cheia de bares e restaurantes e a decoração feita com balões de papel coloridos dá o toque final no charme! Um ou outro templo, uma ou outra ponte, casas de antigos mercadores chineses e tá visto! Daí é só relaxar, dar uma volta de bike ou barco e se deliciar com os cafés franco-asiáticos com vista para o rio!

As ruas de Hoi An: Vietnam central

As ruas de Hoi An: Vietnam central

 

 

Descobrimos que as monções são cruéis e imprevisíveis aqui na Ásia! Uma manhã de tempestade pode ser seguida por uma tarde de sol e vice-versa! Pegamos um temporal tão grande nas cavernas que não arriscamos o passeio para a ilha que tem perto de Hoi An (Cham Island). Parecia ser linda e além desta, o Vietnam tem outras praias maravilhosas! Mas como nossos próximos destinos serão de praia (e QUE praias!), optamos por não mais seguir de trem pela costa e pegamos o avião direto para Saigon (Ho Chi Min) no sul. Era quase o preço do trem nas empresas de baixo custo! 

 

 

A velha ponte japonesa: marco da cidade de Hoi An

A velha ponte japonesa: marco da cidade de Hoi An

Terminamos Hoi An em grande estilo sendo convidados para um casamento local! Camarões graúdos, cerveja gelada e o sorriso no rosto dos convidados que nos convidaram e que não falavam inglês foram o ponto alto! Ah…, e claro a foto dos penetras com o noivo!

Casamento em Hoi An: de penetras!

Casamento em Hoi An: de penetras!

 

 

 

 

 

 

No fim das contas acho que o Vietnam do norte é mais turístico e tem mais beleza natural que o sul e seria nossa escolha (Sapa + Halong Bay + Hanói) se já não tivéssemos conhecido o sul da China!

 

A Paris que há em mim: Ho Chi Min (Saigon)

A Paris que há em mim: Ho Chi Min (Saigon)

Ho Chi Min foi assim chamada após a vitória do norte contra o sul e os americanos, unificação do país e implementação do comunismo em todo o território. Desde então vivem um momento de paz depois de anos de massacre e sofrimento. Ressentimento ao povo americano ainda existe guardado bem lá no fundo dos cidadãos e explanado em qualquer museu que fale sobre a guerra.

 O agente Orange deixou rastros de horror por onde se espalhou. Milhões de crianças malformadas e adultos sequelados sofreram as consequências de uma guerra que violou qualquer direito humano em prol do orgulho político de um país que quis dominar o mundo! Mas o mundo é muito grande e nunca nenhum soldado treinado para matar e morrer será melhor que o povo que conhece a sua casa de olhos fechados!

Bife vendo as consequências do agente Orange: museu da guerra em Ho Chi Min

Bife vendo as consequências do agente Orange: museu da guerra em Ho Chi Min

As florestas foram o abrigo dos Vietcongs (guerrilheiros do Vietnam do norte) e o pesadelo dos americanos! O agente Orange, arma química, serviu para acabar com elas e junto com qualquer ser vivo ao seu redor abrindo assim o campo de visão e de batalha. Mas apesar do imenso estrago ambiental e morte de milhões de inocentes, os Vietcongs resistiram firme até a opnião pública e a própria população americana cair em cima do governo. Cartazes, passeatas e revoltas pelo mundo todo estavam de um lado apenas: o lado dos oprimidos! Mal sabiam que oprimidos também estavam sendo os soldados americanos…, os jornais não contavam as derrotas! O mundo ganhou e o governo dos EUA cedeu pois seus próprios soldados começaram a desistir de lutar. Os que participaram das atrocidades nunca mais foram os mesmos. Os que as sofreram idem…

 

 

A paz com mágoas! Presidente Truong Tan Sang com Obama. Culpam os EUA até hoje por não terem ressarcido os crimes de guerra!

A paz com mágoas! Presidente Truong Tan Sang com Obama. Culpam os EUA até hoje por não terem ressarcido os crimes de guerra!

Ho Chi Min (o líder) não viveu para ver a vitória mas ainda vive no coração de cada vietnamita como exemplo de luta e perseverança. A cidade de Saigon se foi mas olhando para os arranha-céus, lojas, fábricas, carros modernos e shoppings de hoje em dia podemos dizer que pouco resta também da socialista Ho Chi Min! O Vietnam se modernizou, globalizou e apertou as mãos de Bill Clinton… Águas passadas…

Palácio do antigo governo do Vietnam do Sul, hoje Palácio da Reunificação! Saigon.

Palácio do antigo governo do Vietnam do Sul, hoje Palácio da Reunificação! Saigon.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto vencedora do prêmio Pulitzer de 1973: "menina de napalm"

Foto vencedora do prêmio Pulitzer de 1973: “menina de napalm”

  Não posso deixar de falar na foto ao lado que ficou como símbolo mundial das barbaridades da guerra! Aconteceu em uma vila logo após o bombardeio de aviões americanos com mísseis carregados de Napalm. A menina da foto estava escondida em um templo com sua família quando tudo começou a pegar fogo, inclusive eles! Ela tirou a roupa e correu gritando: “tá quente…, tá quente” (momento da foto). Eles não tiveram a mesma sorte… O fotógrafo de guerra a levou para o hospital com queimaduras imensas nas costas e acabou salvando sua vida! Hoje ela mora no Canadá após ter estudado medicina em Cuba e ainda mantém contato com ele. Imagino o que deve passar na sua cabeça toda vez que vê a foto…

Incensos gigantes em caracol com pedidos pendurados: MAIS paz ao Vietnam!

Incensos gigantes em caracol com pedidos pendurados: MAIS paz ao Vietnam!

 

 

 

Acabamos por aqui e amanhã seguimos para o início das “férias das férias”!!! Filipinas, Tailândia (de novo e em família), Bali, Austrália, Nova Zelândia, Hawai, Caribe… Tá mau não!!! Talvez não tenhamos mais tanta prosa pra contar mas em compensação esperamos fazer juz às aulas de fotografia do Ateliê da Imagem (www.ateliedaimagem.com.br), um dos apoiadores do nosso “projeto” e mostrar em JPEG as praias mais lindas do mundo!!!

Pra acabar bem, mais uma de Hoi An: noite no rio!

Pra acabar bem, mais uma de Hoi An: noite no rio!

in Asia, Vietnam

Good Morning Vietnam!

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by on Setembro 20, 2013 at 4:27 pm

 

O clássico chapéu

O clássico chapéu

Chamada muito ouvida na época da guerra, marcada pelo filme com Robin Williams e hoje presente nas camisetas para souvenir das milhões de lojas de Hanói (capital) para gringo! O Vietnam sofreu assim como os milhões de americanos que lutaram em uma guerra que não era a deles. Demoraram quase 20 anos para perceberem que não ganhariam contra um povo que já tinha muitas batalhas vencidas nas costas para contar… Expulsaram chineses e franceses que colonizaram o o país por muito tempo. Esperavam o tempo que fosse. Enxotaram os americanos que literalmente caíram por lá de paraquedas!

Único lado bom? A revolta gera sofrimento em massa e sofrimento em massa estimula a criação do movimento artístico mais importante de todos os tempos: o Woodstock! Geração hippie mas não tão alienada assim, cantou e se teletransportou para um outro mundo de paz, amor e música! Nada me emociona tanto quanto o show de Country Joe onde ao cantar “I-Feel-Like-I’m-Fixin’-to-Die Rag”, o povo cansado e cheio de lama vai saindo devagar de seu mundo interior e começa a ficar de pé e a cantar junto:

Vende em todo lugar! Não parece mas isso é a bicicleta de um vendedor

Vende em todo lugar! Não parece mas isso é a bicicleta de um vendedor

 

And it’s one, two, three, What are we fighting for ?

Don’t ask me, I don’t give a damn,

Next stop is Vietnam;

And it’s five, six, seven, Open up the pearly gates,

Well there ain’t no time to wonder why,

Whoopee! we’re all gonna die.

Sem falar na sensacional chamada: “Listen people, I don’t know how you expect to ever stop the war if you can’t sing any better than that. There’s about 300,000 of you fuckers out there. I want you to start singing. Come on!”

Chegamos por Hanói e adoramos a “vibe” do quarteirão antigo, onde ficamos! O Vietnam é talvez o país mais barato do sudeste asiático para a qualidade de hotéis que oferece o que ajudou muito o nosso orçamento junto com a queda do dólar (UFA…)

 

Motos e motos... e mais motos!

Motos e motos… e mais motos!

Até agora nenhum país foi mais perigoso que o Brasil, nem mesmo o tão temido Iran! E no Vietnam o único perigo é atravessar as ruas pois as milhões de motos são frenéticas e adivinhem? Não tem sinal! A manha é sair andando devagar, sem correr que eles vão desviando de nós aos poucos. Uma aventura na confiança total em suas habilidades!

Vimos o mausoléu de Ho-Chi-Min, maior inspirador e líder que o Vietnam socialista do norte já teve. Como todos os grandes líderes comunistas (Lenin, Mao…) ele foi embalsamado e seu corpo viaja até a Rússia todo ano para manutenção! Bizarro… E fora um ou outro templo, o legal de Hanói é andar pelas ruas e ver a população com seu chapéu cônico de palha bem típico vendendo as mais diferentes comidas de rua! As lojas de arte e artesanato são bem bacanas e dá vontade de comprar um monte de coisa, o que infelizmente não podemos! À noite rola um show de marionetes na água, famoso no Vietnam e no mundo, que fica ao redor do lago mais famoso onde todos vão passar o fim de tarde!

 

Ho Chi Min: o ídolo do Vietnam comunista!

Ho Chi Min: o ídolo do Vietnam comunista!

 

Sua delícia: que saudade!!!

Sua delícia: que saudade!!!

 

A arquitetura e os cafés tem uma certa influencia francesa com toque de Ásia e matamos a saudade do pão francês encontrado facilmente pelas ruas! Outra dica legal é descansar os pés no fim do dia fazendo um passeio pelo quarteirão antigo de bicicleta com cadeirinha pra dois. Um “motorista” pedala e a gente só aproveita!

Aproveitamos para agradecer um dos nossos apoiadores mais uma vez: o curso de idiomas Ann Arbor do Leblon (www.annarbor.com.br) onde fizemos o Francês I. Sem seus ensinamentos não entenderíamos muita coisa nos pontos turísticos já que é mais fácil acharmos uma tradução para o francês do que para o inglês! Impressionante como em apenas 6 meses de curso conseguimos aprender o básico e trocar algumas palavras com os franceses que conhecemosmos pelo caminho! Enchanté!!!

 

 

Com 6 meses de Ann Arbor, lendo e falando francês!

Com 6 meses de Ann Arbor, lendo e falando francês!

O país é muito longo e para quem tem pouco tempo o melhor é escolher entre o norte e o sul. O norte é mais típico e inclui um passeio de barco por Halong Bay que é um rio verde esmeralda com formações motanhosas esparsas no meio, cenário lindo! E Sapa que é onde dá para visitar as vilas e seus humildes moradores além de fazer um trekking pelos enormes terraços de arroz!

Nós escolhemos o sul por já termos ido a Guílìn (China) que é bem parecido com o norte, afinal

O interior da Paradise Cave

O interior da Paradise Cave

dividem a mesma costa! Eu (Mel) fiquei pasma com a beleza de uma foto que vi na exposição do World Press 2011: o interior de uma caverna gigantesca no Vietnam! Decobrimos que fica ao longo da linha norte-sul do trem que vai de Hanói a Ho-Chi-Min, antiga Saigon. Como pegaríamos o trem de qualquer forma, paramos na cidade que é porta de entrada para as cavernas (Dong Hói). A linda caverna da foto que também é a maior caverna do mundo está fechada ainda para visitação pública pois só foi descoberta em 2011 por um morador local. Pena!!! Mas existe um passeio para duas outras quase tão grandes quanto e maravilhosas: Phong Nha Cave (55Km de caverna) e Paradise Cave. O acesso é complicado e tem que ser através de um tour a não ser que você queira se aventurar pelas florestas do Vietnam central como o Rambo e acabar em um lago cheio de sange-sugas…!!! Fora as minas que ainda existem espalhadas pela floresta! Fizemos o tour do hotel que foi ótimo porque além de tudo, choveu o tempo todo!

 

Entrando de barco na Phong Nha Cave: outro mundo!

Entrando de barco na Phong Nha Cave: outro mundo!

 

 

Passeio clássico em Hanói: bike com cadeirinha para dois!

Passeio clássico em Hanói: bike com cadeirinha para dois!

Entrando nas cavernas (uma a pé e a outra de barco) parece que você ultrapassa um portal para outra galáxia! São enormes por dentro e esculpidas naturalmente pelas forças geográficas milenares. O silêncio chega a ser assustador e na que fomos de barco tivemos a imensa sorte de acontecer de repente um apagão bem na hora que estávamos fundo na caverna! Foi o momento mais mágico de todos pois não víamos um milímetro à nossa frente! Aí sim deu para notarmos a imensidão e energia daquele lugar que não mostrava um sinal da luz do dia! Um encanto sem fim!

O passeio é de um dia é foi ótimo para darmos uma quebrada no longo caminho Hanói-Ho Chi Min (40 horas de trem). Pararemos ainda em Hoi An, outra cidade na costa tombada pela UNESCO! Escrevo do trem para lá (6h de Dong Hói). Até a chegada!

Prisão em Hanói: onde muitos americanos pagaram seus pecados! Guilhotina: usada na época dos franceses contra vietnamitas que brigavam pela independência!

Prisão em Hanói: onde muitos americanos pagaram seus pecados! Guilhotina: usada na época dos franceses contra vietnamitas que brigavam pela independência!

 

in Asia, Vietnam

Bagan e o budismo, Yangon e a culltura de Myanmar!

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by on Setembro 19, 2013 at 11:29 am

 

Budismo em Myanmar

Budismo em Myanmar

Bagan fica a 5h de Mandalay e o ônibus é até bem razoável apesar da estrada horrível de duas mãos com espaço para só um carro! A cidade é um tributo megalomaníaco de antigos reis e imperadores ao budismo e já abrigou mais de 4000 templos. Hoje 1500 ainda existem e pelo menos uns 10-15 deles são de impressionar até mesmo 2 viajantes viajados que já viram bastante coisa pela estrada! O cenário do alto parece o de um filme de ficção pelo formato triangular dos templos, tamanho e pela quantidade deles! E por terra podemos explorar um a um de bicicleta, o que fez nossos dias ainda mais incríveis e agradáveis!

Por do sol nos templos de Bagan

Por do sol nos templos de Bagan

 

 

 

 

 

Bagan é super pequena, tem ar de cidadezinha do interior e os templos complementam seu charme. Tudo em Myanmar é folheado a ouro desde souvenir até a cobertura de alguns templos. Imaginem como brilham no sol de meio dia?!!! Existem alguns que podem ser escalados para o espetáculo do por do sol e só então conseguimos entender a intensidade e energia daquele lugar!

Os milhões de Budhas de Myanmar

Os milhões de Budhas de Myanmar

Aproveitando, não posso deixar de falar um pouco sobre o budismo e seus preceitos que são bem bonitos e mais palpáveis que em outras religiões! Aprendemos que existiram 4 Budhas e o famoso Sidarta Gautama não é aquele que aparece no ocidente gordinho, careca e sorridente. Este se chama Hotei ou “Happy Budha” para os chineses que são os únicos que o consideram como tendo sido o 5º Budha. Em Myanmar parou no quarto e eles ainda aguardam a chegada do quinto. Portanto a religião não é “teísta” pois não existe um Deus e sim seres estudiosos e iluminados (os Budhas) que conseguiram através de suas mentes acabar com todo o sofrimento e evoluir como um ser desprendido da dor física… Ao invés da reza as pessoas meditam ou mentalizam pensamentos positivos ou até desejos que gostariam de conquistar. Pregam o bem ao outro começando por si próprio. O maior orgulho de uma mãe em Myanmar não é ver seu filho formado até porque por muito tempo o governo manteve fechadas as universidades, e sim ver seu filho monge ou filha “nun” que é a versão feminina do monge.

 

Monges e seus robes "safrão"

Monges e seus robes “safrão”

Eles vestem robes de cor vinho ou laranja dependendo da região e elas rosa e só assim dá para diferenciar homens de mulheres já que de cabelos raspados e olhos puxados eles ficam iguaizinhos! A cor veio de fatos antigos onde os monges eram orientados por Budha a vestirem restos de panos que não mais seriam usados por ninguém como: restos de hospitais, panos menstruais jogados fora, fraldas de crianças e etc… Eles lavavam esses restos de pano e ferviam junto com flores e especiarias dentre elas o açafrão…, daí a cor alaranjada e o nome que recebeu: “robe safrão”!

As "Nuns" - versão feminina do monge

As “Nuns” – versão feminina do monge

 

 

Uns dizem que os monges e as nuns raspam seus cabelos e sobrancelhas pois como o cabelo é sagrado acabam tocando nele menos vezes se raspados. Outros dizem que cabelos raspados não demandam tempo para cuidar e lavar, sobrando mais horas do dia para a meditação. O fato é: chamam a atenção por onde passam e são super respeitados pela população. Têm até lugar preferencial em ônibus e trens!!!

 

 

A mais imperiosa pagoda do país: cidade de Yangoon

A mais imperiosa pagoda do país: cidade de Yangoon

As pagodas ou estupas são templos budistas que lembram uma pirâmide e simbolizam a montanha em que Budha foi iluminado! Antigamente eram usados para guardar suas relíquias e os templos modernos seguiram o mesmo padrão!

Todos os templos de Bagan são antigos ficando o estudo do budismo mais para grandes cidades e seguimos então para a nossa última parada em Myanmar: a grande cidade de Yangon! Fora o maior templo do país (Shwedagon Paya) e as diferenças culturais não tem muito a oferecer mas este templo vale o deslocamento de tão grandioso e detalhado! Um guia nos ajudou a desvendá-lo melhor e a tirar nossas dúvidas!

Bagan: estupas e templos antigos

Bagan: estupas e templos antigos

 

Termino com as diferenças culturais que são sempre muito interessantes:

1- Idosos falam inglês e jovens raramente: como a colonização foi inglesa é mais fácil achar alguém que fale inglês que tenha vivido o mais próximo daquela época!

2- Canga é a vestimenta oficial de homens e meninos, como no Sri Lanka.

3- A direção dos carros varia e pode ser à esquerda como nós ou à direita como os ingleses. Mais motos do que carro é a regra!

 

4- Absolutamente todos, principalmente mulheres e crianças usam no rosto uma pasta cor creme. Descobrimos que o nome é Tenaká (ou algo do tipo) e serve como protetor solar. É feito da madeira do sândalo e custa beeeem mais barato!

 

O Tenaká, protetor solar feito de madeira de sândalo

O Tenaká, protetor solar feito de madeira de sândalo

5- Ao lado dos jornaleiros há uma tenda com banquinhos baixos de plástico para as pessoas ficarem lendo o jornal! E claro, bebendo ou comendo algo já que não se anda um metro sem achar uma comida de rua! Difícil era achar um restaurante! Todo mundo come pelas barracas mesmo!

6- Todos os homens mascavam um treco nojento e ficavam com a boca, dentes e saliva toda vermelha! O chão era todo cuspido de vermelho e o chiclete natural (ou pasta de dente para uns) é vendido em cada esquina dentro de uma folha verde! Não descobri do que era feito…

O "posto de gasolina"

O “posto de gasolina”

 

7- Posto de gasolina? Não vimos mas não faltam barraquinhas vendendo combustível engarrafado. É dizer quantas garrafas você quer que o “frentista” vai colocando no tanque do carro!

8- É impressionante o que se pode fazer com vários caroços de melancia juntos! E não é que fica bacana? Bolsas, acessórios, brinquedos e por aí vai…

9- Mais impressionante ainda como equilibram tanta coisa na cabeça!

A arte do equilíbrio: o paninho ajuda!

A arte do equilíbrio: o paninho ajuda!

 

 

 

 

 

 

E assim finalizamos mais um país único em suas características e seguimos viagem pelo surpreendente sudeste asiático onde cada país é um “flash”… , ou vários!

Tudo folheado a ouro...!!!

Tudo folheado a ouro…!!!

 

Ananda Temple: um dos mais belos de Bagan

Ananda Temple: um dos mais belos de Bagan

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As comidas de rua: comuns em toda a Ásia!

As comidas de rua: comuns em toda a Ásia!

 

in Asia, Myamar

Voltando ao século passado: Myanmar

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by on Setembro 16, 2013 at 5:22 pm

 

Estátuas de Budha em Myanmar - incontáveis!

Estátuas de Budha em Myanmar – incontáveis!

Myanmar ou… Burma ou… Birmânia, como queiram! Tão perto da Tailândia mas tão longe do mundo todo! País dos monges e templos budistas, perdemos a conta da quantidade de estátuas de Buda que vimos pelos caminhos…, e monges!. A sensação é a de ter entrado no carro do Dr. Brown em “De volta para o futuro” e ter escolhido um ano antes de 1900 em um lugar meio China, meio Índia. Charretes, agricultores com seus chapéus de palha ou cestos equilibrados na cabeça, ervas e plantas no lugar de produtos como: pasta de dente e protetor solar e o sorriso sem dente de um povo ultra simpático, ainda inocente e super humilde!

Pobre e parado no tempo, o país tem uma infra-estrutura mínima para o turismo que ainda engatinha, estradas péssimas, companhias aéreas não muito confiáveis e poucas opções de hotéis e restaurantes o que torna a viagem por estas bandas ainda mais aventureira e emocionante apesar dos preços mais altos do que no resto do sudeste asiático. Mas quem pensa em vir, que venha logo pois já vemos o movimento das coisas mudando após a “abertura do país”. Venham antes da chegada do primeiro Mc Donald’s!!

País basicamente rural e com lindos templos

País basicamente rural e com lindos templos

 

Abertura? Pois é…, lá vou eu para os fatos históricos complicados mas indispensáveis para entender como que em pleno século XXI ainda se vê peão de obra que carrega cimento de um andar para outro na cabeça e pela escada tosca de madeira e cavalos como único meio de transporte em cidades pequenas!

Burma, favorito do povo ou Myanmar escolhido pelo governo militar para o novo nome do país foi durante muitos anos colonizado pelos ingleses. Como todo lado bom tem seu lado ruim, os ingleses trouxeram ferrovias, escolas e crescimento econômico mas esqueceram sua educação e finesse em Londres ignorando costumes locais como por exemplo tirar os sapatos para entrar nos templos e casas. A xenofobia cresceu ano a ano e após a conquista da independência e logo depois o golpe militar, estrangeiros e suas indústrias foram escorraçados do país e se tornaram “non gratos”.

 

"Pick-up": agora sim entendemos o sentido da palavra. Transporte público de Myanmar

“Pick-up”: agora sim entendemos o sentido da palavra. Transporte público de Myanmar

O país “se fechou”, proibiu qualquer coisa que viesse de fora das suas terras e vive até hoje uma ditadura militar corrupta e repressora, detonada mundialmente como uma das maiores agressoras dos direitos humanos. Falar em democracia é crime e até hoje muitos presos políticos ainda existem. Aung San Suu Kyi é a mais famosa deles e ganhadora do Nobel da Paz em 1991. Seus ideais democráticos e discursos em prol dos direitos humanos fez o governo manter sua prisão domiciliar por quase 15 anos. Teve a opção do asilo político em Londres, onde morava seu marido, mas negou a liberdade fora de seu país e conseguiu o que queria: presa incomodou mais do que solta! Até o U2 fez uma música em sua homenagem chamada “Walk On”:

Love is not the easy thing

 The only baggage you can bring

 Is all that you can’t leave behind

Walk on! Walk on!

                                                                           What you got, they can’t steal it

                                                                            No, they can’t even feel it

                                                                            Walk on! Walk on!

                                                                            Stay safe tonight”

                                                                              Home! That’s where the hurt is”

Mandalay: antigos monastérios

Mandalay: antigos monastérios

 

                                                                            

Seu marido morreu de câncer à distância de meio mundo e ela? Persistiu presa e resistiu…

Com a piora dos índices socio-econômicos, qualidade de vida, reputação mundial do país e sanção econômica o governo militar começou a mudar um pouco seus planos e em 2010  iniciou a “abertura do país”. Libertou Suu Kyi e tem facilitado cada vez mais o turismo e a interação com o mundo! As coisas têm mudado rápido e até pouco tempo atrás só aceitavam dinheiro e não tinha “ATM” para sacarmos. Hoje já aceitam cartão de crédito, acessam facebook e outros sites antes bloqueados e já bebem Coca-Cola!

Colégio em Mandalay - reparem na sainha do uniforme para meninos ou meninas!

Colégio em Mandalay – reparem na sainha do uniforme para meninos ou meninas!

É famoso por ser o país onde respira-se o budismo em cada esquina e foi ótimo para aprendermos mais sobre a maravilhosa filosofia, doutrina ou religião, seja lá como cada um considera! Falarei mais no próximo post…

 

Templos budistas de Mandalay - cidade ao norte

Templos budistas de Mandalay – cidade ao norte

Chegamos por Mandalay, cidade mais ao norte, que têm templos e monastérios lindos, antigos e novos e um complexo de palácios imperiais de arquitetura bem parecida com a Cidade Proibida na China. É uma cidade sede para visita à mais 4 cidades pequenas ao redor…, passeio de um dia se você alugar um carro com motorista! Caro…, sim! Mas a única opção ao menos que você queira ir em uma das “pick-ups” atochadas de gente que é o transporte público mais usado no país! Quem vai pendurado paga a mesma coisa!

 

Ponte de madeira Amanrapura - uma das mais longas do mundo

Ponte de madeira Amarapura – uma das mais longas do mundo

 

 

 

Gostamos mais de Amarapura e Inwa. A primeira tem uma ponte gigante de mais de 200 anos, toda de madeira e super charmosa, onde a população local vai passar a tarde e ver o por do sol! Melhor lugar para “people-watching”, comprar um souvenir e ver o trabalho dos vários artistas de rua.

 

 

Monges e futuros monges - fila para a cerimônia do almoço

Monges e futuros monges – fila para a cerimônia do almoço

Vale ir pela manhã para ver a cerimônia dos monges indo almoçar (10:30) no monastério ao lado! São mais de 1000 monges, incluindo crianças e jovens ainda em estudo que fazem uma fila enorme para o refeitório. Sendo discreto dá para tirar foto pois o monastério é aberto à visitação mas tem sempre um “Joselito”, geralmente chinês que cola a cara nos coitados dos monges que só querem seu sossego e almoçar em paz e tiram foto “com eles”. Uns mais sem noção entram no refeitório, pegam o arroz e entregam para os monges, colocam comida no seus pratos…, vergonha alheia total!!! Mas foi legal para aprender mais sobre o dia a dia da vida no monastério.

 

 

Charrete em Inwa - altas emoções nas estradas rudimentares

Charrete em Inwa – altas emoções nas estradas rudimentares

Inwa é a cidade mais rústica e mais parada no tempo de todas! Chega-se de barco, a locomoção é de charrete e as casas de bamboo! Templos e monastérios pelo caminho são as atrações!

De Mandalay seguimos para Bagan, cidade central e histórica e até então já deu para sentir um pouco o país que fica do outro lado do túnel do tempo!

Monastério em Amarapura - perto de Mandalay

Monastério em Amarapura – perto de Mandalay

As coisas mudando..., monge no celular.Tempos modernos!

As coisas mudando…, monge no celular.Tempos modernos!

 

 

 

 

 

 

 

 

Budha. Reparem que não é aquele gordinho sorridente (mais explicações no próximo post)

Budha. Reparem que não é aquele gordinho sorridente (mais explicações no próximo post)

 

 

in Asia, Myamar

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