Finlândia em 3 dias: quase no polo norte!!!

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by on Junho 17, 2013 at 3:37 am

Simpáticos, lindos e loiríssimos: o povo finlandes!

Impossível conhecer a Finlândia em 3 dias mas já que estávamos tão “perto” não resistimos em dar uma olhada nas coisas por lá e valeu o deslocamento e o dinheiro gasto! Fomos de navio (ferry) de São Petersburgo (12h mais ou menos) em uma cabine para nós três. Chegamos no porto de Helsinki pela manhã e já fomos bem recebidos por uma imensidão de pássaros (gaivota…, sei lá que tipo era exatamente) famintos pelas migalhas que as crianças jogavam do barco!

A chegada de barco: bem recebidos!

 

Helsinki é a capital mas uma cidade bem pequena e basicamente portuária. A população é de uma simpatia sem igual, principalmente se você vem da Rússia! Rico, educado, estruturado e… caro (infelizmente) é o país que abriga nosso bom velhinho Papai Noel um pouco mais ao norte de Helsink, nas terras da Lapônia! Não deu para visitá-lo e pedir ao vivo meu presente de Natal que se tivesse que escolher agora seria um bom prato de arroz com feijão!

A finlandesa Nokia

 

 

Chegamos em pleno verão: chuva e 14 graus marcado no relógio da praça!!! Mas para quem está acostumado com os -25 graus do inverno…, 14 equivale aos nossos 34 graus! Eles devem ficar muito felizes nessa época mas o povo loiríssimo e de olhos azuis não parece se aborrecer com nada! Paraíso para homens e mulheres solteiros e “loiros-afins”, a feirante ou o lixeiro poderiam estar em qualquer capa de revista ou desfile de moda: são todos lindos!

 

 

Alguns pontos turísticos valem a visita como:

A “praia” no forte de Soumenlinna

– o forte de Suommelina: importante durante a briga pelas terras finlandesas entre Rússia e Suécia (a primeira ganhou) e hoje um excelente e bonito espaço de lazer! Tem até uma prainha…! Para chegar no forte no verão, pega-se uma balsa com o mesmo ticket de qualquer transporte público e no inverno dá até para ir a pé pois o mar congela!!!

A catedral domina a paisagem

 

 

 

 

 

 

 

 

– a catedral, a praça do senado e o mercado central: neste último comemos as melhores cerejas “da vida” (Tony…, não conheço as de Portugal mas estas eram espetaculares…, grandes, de um vermelho-vinho bem vivo e docinhas!!!)

As cerejas finlandesas: deliciosas!!!

Almoçando no mercado central

 

 

 

 

 

 

 

 

– o estádio Olímpico de 1952: motivo de orgulho para os finlandeses pois o país estava destruído após a segunda guerra e a Olimpíada ajudou-o a se reerguer!

– Fazer uma sauna no país que deu origem as saunas! Uma loucura finlandesa é durante o inverno frequentar saunas que ficam em tendas na beira do rio, sair delas e mergulhar no lago congelado! Antes fazem um buraco no gelo… Tá doido!!! Essa nem Bife que já gosta de uma sauna toparia!!! O que uma boa vodka não faz…

 

As saunas finlandesas originais!

 

Mas o melhor passeio mesmo é passear pela cidade! Dar uma volta a pé ou no bonde sem medo de se perder pois este último é circular…, é a melhor dica! Vá com bastante dinheiro no bolso se quiser almoçar e jantar em restaurantes ou faça como nós: coma nas tendas do mercado central todos os dias! A comida é bem caseira, o salmão mal dava seu último suspiro antes de preparado e o preço e porção são bem justos!

Alguém já comeu salmão assim??? Divino!!!

Nosso albergue era tão legal que tomávamos nosso café lá mesmo com o que comprávamos no supermercado! Tinha uma cozinha por andar e a geladeira mais parecia uma caixa de correio gelada…, cada quarto tinha um cofre dentro dela com chave para guardar suas comidas!

Não conseguimos ir até os hotéis e bares de gelo pelo cansaço já que não eram tão perto mas deviam ser bem interessantes! Rui até falou pouco na Finlândia de tão cansado mas se recuperou logo e voltou a animar e acelerar nossos dias! O ritmo de quem passa férias de 20 dias é diferente do nosso…, bem mais intenso! Mas os 42 anos bem conservados do Bife (como brinca o Rui) permitiram que acompanhassemos o seu ritmo e conseguimos ver tudo que queríamos da Rússia e Helsinki…, e ainda sobrou tempo!!!

Os jardins de inverno: tipo estufas construídas para o povo ficar no inverno! Bem bolado!!!

 

 

 

 

A volta para Moscow foi de trem noturno (14-15h) e quase que Bife não entra de novo na Rússia de tão diferente que já está da foto do passaporte: só tem cabelo agora! Não corta desde que saímos do Rio! A russa da imigração ficou mil vezes comparando a foto com a pessoa e ele acabou salvo pelo nariz que tem  quebrado…!!! UFA…! Pelo menos não precisa mais de visto para brasileiros…

 

Por fim…, já em Moscow…, finalmente entramos no Kremlin (fechado das outras vezes que tentamos ir) e no mausoléu de Lenin! Vimos seu corpo embalsamado e praticamente íntegro até hoje! Sinistro…, como um boneco de cera…! Mal sabia ele quando morreu a confusão que causaria na Rússia e no mundo depois! Segunda Guerra, Stalin, Guerra Fria…!!! Mal ou bem foi o homem que causou tudo…

 

Uma tarde no parque: Helsinki

 

in Europa, Finlandia

Em contrapartida, a simpatia de São Petersburgo! Russia.

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by on Junho 15, 2013 at 11:55 am

Os melhores do mundo (até agora…)

Castigarmos o Rui com um trem noturno na terceira classe de Moscow a São Petersburgo onde não dava nem para sentar pois fomos os três no “puleiro” de cima! Esse é parceiro mesmo! Mas as outras classes saíam muito do nosso orçamento…! Viajar pela Russia é caro e planejamento com uma certa antecedência é preciso para que você não fique a ver navios! Os trens andam bem lotados no “verão” (entre aspas pois o verão deles é o inverno do Rio). Mas ainda assim chega-se mais inteiro do que viajar de avião ou ônibus pois podemos dormir deitados! Os russos podem não ser lá muito simpáticos mas são bem disciplinados e organizados. Não ouvimos um “pio” no trem na hora de dormir e as cabines eram de 6 pessoas sem porta separando uma da outra…

De terceira classe…!!! No trem noturno Moscow-St Peter.

São Petersburgo é linda e mais receptiva aos turistas com alguns sinais e informações em inglês e com pessoas bem mais amigáveis que Moscow!!! É toda no estilo neoclássico e tem o Hermitage como “a menina dos olhos”! O Hermitage é um dos maiores museus de arte do mundo junto com Louvre e Prado e com uma arquitetura de tirar o chapéu! Era o palácio de inverno dos Tzares e imperadores antigos. Hoje guarda Monets, Matisses, pinturas italianas lindíssimas e até Da Vinci e uma ala é réplica de um dos corredores do vaticano! Vontade da Catarina “A Grande” (mais uma). Nessa época ninguém queria ser pequeno e gastavam o dinheiro do povo… Não foi a toa que os bolcheviques se revoltaram e o comunismo ganhou adeptos… Bom…, melhor ser “o (a) Grande”  do que “Terrível” como Ivan IV (Tzar russo que honrou o apelido!)

Um pedacinho do que é o Hermitage

Fomos os primeiros hóspedes do hostel que ficamos que tinha acabado de inaugurar e por isso já fomos recebidos com presentes: vodka e chocolate! Nada mau!!!!

 

 

 

A cidade é cheia de canais e pontes, palácios, jardins, parques, igrejas (com destaque para a do SANGUE DERRAMADO inspirada na São Basil de Moscow) além de bares e cafés espalhados por sua rua principal! Já chamada de Petrogardo (pelo Peter O Grande, primeiro imperador) e de Leningrado (nem preciso dizer por quem…, né?) sobreviveu a muitas revoluções e guerras e não se rendeu ao exército alemão durante o cerco de Leningrado lutando até o fim. Exército e população unidos ajudando um ao outro! O rigoroso inverno russo também entrou como aliado e Hitler não resistiu aos -25 graus do inverno russo!

 

Igreja do Sangue Derramado: nome apropriado para uma igreja russa, não?

O famoso SOL DA MEIA NOITE!!! Essa foto tiramos “à noite” quase 24h!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ficamos três dias e guardamos uma “noite” para ver o que a cidade oferece nos longos dias de verão! Tentamos ver o anoitecer bebendo uma BALTIKA 7 (cerveja russa)! Não conseguimos pois as 2:00 da manhã ainda estava claro o céu! Nosso cérebro fica doidinho com isso…, como se ele precisasse da noite e do escuro para nos fazer sentir sono! Não dá sono nunca…! E por isso ficávamos exaustos no fim do dia!!! Rui até perdeu sua fama de acordar cedo…!

 

Bife e Rui na praça principal de St Peter

 

O lindo e antigo prédio da Singer…, hoje um café!

 

 

 

 

 

 

 

 

Imperdível a enorme doceria que tem na Nevsky (rua principal) com os melhores “MACARONS” que já comi! É linda, chique e dá vontade de beber o café de luvas e chapéu com véu estilo Audrey…! Tem piano e tudo…

 

 

Os canais de São Petersburgo

Fazer um passeio de barco é clássico tanto quanto comprar a famosa MATRIOSHKA…, bonequinha típica dessas bandas que vem com várias filhotinhas menores uma dentro da outra! O pão duro do Rodrigo já queria fazer brotar de um souvenir mais seis…, separando as bonequinhas para dar para pessoas diferentes…!!!

Mel nos jardins de St Petersburg

 

 

 

 

 

 

 

 

Conseguimos comprar o ferry noturno para a Finlândia em cima da hora e decidimos dar umas voltas por lá (13 -14h de São Petersburgo). Isso que é fogo da Europa…, tudo é perto e dá coceira de cruzar mais uma fronteira… Não foi tão barato mas como foi noturno economizamos com hotel dormindo nós três na cabine do navio! E para nossa surpresa o navio tinha tudo: cassino, bares, restaurantes, show e até uma piscina aquecida…!

E no luxo seguimos para HELSINK…!!!!!!!!!!! Vamu que vamu…!!!

Headquarters e a praça dos Tzares ou…, Czares!!!

 

in Europa, Russia

Moscow, o berço comunista e a antipatia dos russos

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by on Junho 12, 2013 at 11:05 pm

Da capa do Lonely Planet…, “ao vivo e a cores”!!!

Mudança radical e isso que é o bom da nossa viagem: não tem rotina…, não cansa nunca! Cada novo país trás com ele aquela atração e adrenalina pelo desconhecido e pela novidade! O que virá e o que veremos? O que nos encantará ou decepcionará? Até os problemas e perrengues fazem parte do jogo… E a chegada em Moscow foi parecida com a de Berlin: metro gigante…, povo fechado e língua impossível de ler e falar…! Resultado: demoramos um bocado com o mochilão nas costas para achar nosso hostel! E se você para alguém na rua para perguntar algo, cuidado para não tomar uma cuspida ou pisão! Ô povo grosso esse russo…! Homens tem uma cara amarrada de soldado ainda em guerra e as mulheres “mais lindas do mundo” (dizem) perderam de longe seu posto! Todas tem cara de espiãs da KGB e a mulher brasileira dá de mil (puxando sardinha pro meu lado!!!).

Igreja de Sao Basil – Red Sq

 

 

 

 

 

Ai se vc não fosse amigo dele…!!! Stalin.

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas conforme vamos entendendo mais o país e sua história, entende-se bem mais o comportamento de seu povo! Como ser feliz e simpático e sorridente se há não muito tempo TUDO (absolutamente) que era falado podia ser ouvido por um espião da KGB??? E inclusive este poderia ser da sua própria família e denunciar qualquer comentário seu contra o governo? Com uma boba frase anti-Stalin ou anti-comunismo você poderia acabar parando em um dos vários temidos Gulags (campos de concentração russos) e nunca mais voltar!

Na Red Square – ou “praça bonita”!

O comunismo deixou sua marca que talvez fique por anos! Com raízes nos pensamentos de Karl-Marx e propagação por bolcheviques como Lenin e Trotsky, não tinha em teoria idéias tão ruins quanto o que se tornou de fato na prática deturpada de Stalin. Não é à toa que muitos intelectuais brasileiros foram adeptos fervorosos e a cruel (?) ditadura teve bastante trabalho para reprimir! Antes de sua morte precoce, Lenin já vinha bem insatisfeito com o modo de agir de Stalin e já era claro que Trotsky era o preferido para assumir seu posto. Mas este foi passado para trás pelo esperto bigodudo que não só tomou o poder como deixou a marca de suas atrocidades por anos.

 

 

 

 

Quanto não se decidiu neste lugar: O KREMLIN

O poderoso exército vermelho russo (Red Army), vencedor da Segunda Guerra ao lado de EUA e Inglaterra ficou temido após a guerra e para ela não tinha perdão! Era prisão e morte para os insatisfeitos e com ele e a KGB ao lado, o comunismo ficou muuuitos anos no poder até Gorbachev, o fim da Guerra Fria e queda do muro de Berlin em 89!

Lenin e Marx

 

 

 

 

Mas estamos aqui para falar da Moscow de hoje que se desenvolve a cada dia no sistema capitalista e globalizado do mundo atual! Moscow é uma das cidades mais caras do mundo e apesar da chegada do nosso querido amigo Rui não deu para ficarmos em um hotel bacana à altura de sua amizade e parceria que veio de férias para nos visitar (como ele disse foi o único que não só foi no casamento como está participando da lua de mel)! Pagamos caro por um hostel perto da Praça Vermelha bem pé de chinelo e sem café da manhã!

A Praça Vermelha com o Kremilin ao centro é encantadora e a diferente Igreja de São Basil chama de cara nossa atenção! Parece uma casa de bonecas, toda colorida! Bem no meio fica o mausoléu de Lenin que já abrigou Stalin também mas este último foi tirado de lá durante a “desestalinização” do país! Fizemos o Free Walking Tour para aprender um pouco da história que eles hoje contam com tristeza e descobrir que a Praça Vermelha não recebeu seu nome por causa da cor do comunismo (talvez o contrário seja verdade). Vermelho em russo também significa “BONITO”! Então “Praça Bonita”, nomeada na época dos Tzars e da monarquia, é o mais correto!

A Praça Vermelha: hoje um lugar leve e alegre!

Visitamos o Bunker do Stalin, praticamente uma segunda cidade toda no “underground” mais usada depois por Nikita Khrushchov (presidente depois de Stalin) pela possibilidade de um ataque nuclear a qualquer momento durante a crise dos mísseis cubanos na guerra fria! Este chegou a ficar lá entocado por 10 dias!!!

O Bunker: Bife e Rui adoraram!!!

 

 

 

 

Muita vodka é preciso para aguentar o frio que faz por aqui no inverno (chega a – 20 graus) e para animar os dias de verão intermináveis! Nem estamos em julho ainda e só escurece 01:00h da manhã para clarear de novo as 04:00!!! Impressionante!!!! Se fosse no Rio as 23:00 da noite ainda daria para pegar um sol de “fim de tarde na praia”. São as chamadas “noites brancas”!

 

Outras curiosidades:

– aqui foi criado o Strogonoff por uma família rica onde o Mr. (Fulano) Strogonoff teve um baita problema de dente (não conhecia Camila, minha dentista preferida) e pediu para o seu cozinheiro fazer algo que fosse bom e fácil de mastigar… Na época soviética o filé mignon foi trocado por bife de fígado!!!

– NINGUÉM fala inglês…, nem mesmo os recepcionistas do hostel!!! Não vem tanto gringo pra cá e a maioria dos hóspedes são russos que às vezes até moram nos hostels… Fora o “ranso” dos russos com os americanos e ingleses!

– “Spacibo” abre portas! É “obrigado” em russo!!! Aprender uma palavrinhas ajuda a quebrar o gelo das caras amarradas!

– Stalin deve estar se revirando na cova: adivinham qual o local para comer que é bem em frente ao Kremelin e que fica mais lotado de russos? McDonald’s…!!! Também pelos 7 arranha-céus que mandou construir para fazer frente aos americanos (na cabeça dele e no contexto da guerra fria tinha que ter tudo melhor que o adversário)…, um virou o Hilton e o outro o Radisson!!! E por último, o antigo e enorme prédio onde se vendia (sem lucro) os produtos nacionais virou o “G.U.M.”, um mega shopping center com as marcas mais famosas do mundo!!!

Os arranha-ceus de Stalin

– A grande loja de departamentos antiga onde hoje funciona o shopping G.U.M. era uma loucura nos tempos soviéticos!!! Não tinha produtos suficientes para todo mundo na maioria das cidades exceto no G.U.M. e as filas eram intermináveis!!! Quem vinha de longe já se preparava para passar o dia na fila. As mulheres vinham em grupo e na hora cada um ía para a fila de uma loja: uma ía para bolsas…, outra sapatos… E daí cada uma comprava para a todas as outras o produto da fila que estava…!

– uma boa herança comunista foi a rede de metrô! Devem ter gasto os tubos na época para mostrar para a população que o governo era bom para as massas!!! São gigantes e verdadeiras obras de arte!!! Um museu à céu aberto com mármores, colunas, estátuas e mosaicos! Vale até a pena se perder por ele e inclusive tem tour só para conhecer o metrô!!!

O famoso metro de Moscow

 

 

 

 

– O alfabeto é cirílico (como ler em chinês para a gente). Para achar uma estação temos que ficar comparando letrinha por letrinha parados e com o mapa aberto num cantinho do metrô para não sermos carregados pelo mundaréu de gente frenética (imaginem a central na hora do rush com 5X mais gente e a qualquer hora do dia…). Exatamente como Kiev na Ucrânia…

– as antigas cantinas socialistas (locais de comida barata para o povo) viraram restaurantes a quilo e são uma boa e barata opção já que a cidade tem preços elevados! Muitas mantiveram a decoração!!!

– Vodka significa… ÁGUA (em russo)!!!!!

O balé Bolshoi

Ahhh e não dá para perder o balé Bolshoi…! Reserve com 1 mês de antecedencia!!! (ou mais na alta estação)

Muita informação…, né??? Pensando melhor…, cansa sim! Mas é o que chamamos de “cansaço BOM”…!!!

As conecções e o wi-fi ainda são escassos mas tentarei o meu melhor para manter atualizado o blog!!!

A famosa Avtomat Kalashnikova (AK-47) russa

 

 

 

 

No Bunker de Stalin

in Europa, Russia

O charme e glamour de Santorini: Grécia!

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by on Junho 4, 2013 at 7:10 pm

Completamente diferente de Mykonos mas igualmente imperdível está Santorini, ilha formada após explosões da “Caldeira”…, o antigo vulcão que emerge das águas embelezando ainda mais a vista que temos de quase todos os pontos da ilha. Santorini é uma grande e alta formação rochosa que sustenta inúmeras casinhas brancas (aquelas mesmas que vemos em filmes e novelas…), restaurantes e hotéis espalhados pela encosta (ou melhor, dependurados)! Tem para todo bolso e gosto mas o que vemos diante de nossos olhos, por si só, já é de uma finesse sem tamanho!!!

 

O tão famoso por do sol de Oia – Santorini

Esses lugares na escosta com vista e muitas vezes com piscina infinita voltada para o mar tendem a ser bem mais caros! Tipo lugares em que se pede alguém em casamento dando um anel de diamantes ou se comemora 50 anos de casado (mais raro nos dias de hoje…).

 

Restaurante em Oia – Santorini

 

Os hotéis de Oia – inveja “branca” (literalmente!)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por do sol de Oia – Santorini

 

 

 

Oia (pronuncia-se “Ía”) é o destaque e cartão postal de Santorini e é de lá que absolutamente todos que estão na ilha disputam por um lugar no meio de seus muros e ruelas para ver o por do sol já eleito o mais bonito do mundo. E é ali que o nosso “astro rei” recebe a gratidão que merece pois ao mergulhar nas águas do mar recebe um grande aplauso da platéia! A briga dos tripés é maior que a dos turistas…, uma promiscuidade danada de pernas…!

A briga por um espaço no por do sol: todos querem mas nem todos tem a mesma sorte deste aí da foto!

 

 

 

 

Fira é o centro da ilha e não deixa muito a desejar pois também é bem interessante mas como fica do outro lado perde para Oia por não oferecer vista para o por do sol! Nós (praianos que somos) ficamos em Kamari,  dita melhor praia da ilha junto com Perissa! Essas áreas são mais baratas pois todo mundo quer ficar nas clássicas casinhas brancas do alto de Oia ou Fira. Brinquei com Bife que ele reservou um hotel em “Bangu” já que era bem afastado do centro e me dei mal!!! O lugar é irado com uma rua de pedestres interminável e com mil opções de restaurantes e bares…, todos incríveis! A praia não é lá essas coisas comparada com qualquer praia de Mykonos mas é interessante pois a areia (ou pequenas rochas) é preta por causa do vulcão próximo! Muito diferente e… quente!

Achei uma sósia da minha rede na Black Beach!!!

 

Lua de Mel longa…, não???

 

 

 

 

 

 

 

Como principal dica de sobrevivência, o aluguel de um carro é fundamental para que você possa rodar a ilha toda e não ficar restrito à àrea do seu hotel. Taxis são poucos e caríssimos e ônibus existem mas de tão escassos nem vimos por lá! Na ilha o vento é muito intenso e frio (tipo Búzios à noite só que muuuito pior) e Scooter ou Quadriciclo motorizado não são boas opções! O vento atrapalha muito e pode estragar um jantar na encosta à luz de velas! Seguindo os conselhos do Tony (sogro) que nos deixou em Mykonos “abrimos a mão” um pouquinho para fazer reserva em um destes restaurantes mas o vento acabou com o romantismo, apagou as velas e esfriou o prato!

 

Tentamos…!!!

O cartão postal de Santorini: igrejas gregas!

Outra praia interessante de dar uma passada é a praia vermelha (Red Beach) de areias realmente vermelhas tornando a paisagem até um pouco psicodélica! Essa é roots e não tem estrutura…, portanto, leve a sua! Definitivamente praias não são o forte de Santorini!  Decidimos não fazer o passeio de barco até o vulcão (caldeira) por causa do vento mas em um dia bom talvez seja uma boa opção!

 

Essa sim é uma Praia Vermelha: Red Beach em Santorini

 

 

 

 

A culinária da Grécia surpreendeu e o queijo feta da salada grega não tem igual! Com frutos do mar a torto e à direita tive que aprender a gostar de vinho branco, mais barato que a Coca-Cola e o café por sinal… Dionísio (Deus grego do vinho – Tony…, você estava certo!) deve ter ficado orgulhoso de minha pessoa!!!

 

Um brinde! Santorini – Grécia

 

 

 

 

 

 

 

Bronzeados, descansados e renovados para a próxima etapa da viagem que em breve, com a Ásia chegando perto, mudará radicalmente…, voltamos à Athenas para pegar o vôo para Moscow!

 

 

 

 

E que venha o Rui (eeee!!!!!!) nosso próximo “hóspede da estrada” e a cara fechada e nada amigável dos russos!!! Lemos que eles são bem mau-humorados, com uma “MAVON” sem tamanho de ajudar, não falam inglês e são racistas (vide barbaridades cometidas pelos Skinheads) e beeem “esporrentos” quando bebem…, ou seja, quase sempre!!! VEREMOS…, e CONTAREMOS!!! Até…!

 

 

Deixo com vocês o espetáculo!!!

in Europa, Grecia

ILHAS GREGAS: de volta ao paraíso!!!

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by on Maio 29, 2013 at 9:18 pm

Um a dois dias e você viu Athenas! Por incrível que pareça a Grécia tem mais história fora dela que em sua capital e o Alexander (“The Great”) não é tão louvado por aqui quanto odiado nos países que conquistou! Mas com Mikonos e Santorini tão perto, quem é que quer saber de histórias e museus??? As ilhas gregas definitivamente são o grande destino de 99% dos turistas que vão à Grécia!

O Parthenon – Athenas

 

 

 

Uma vista da cidade para a Acropolis e Parthenon e destes para a cidade é obrigatória mas audioguides e guias são raros por lá! Tem se você estiver disposto a pagar uns 100 euros ou fazer um grupão para dividir o custo! Se não relaxa…, curte as ruínas e dá um “google” depois! Pra almoçar ou jantar nada mais agradável que sentar em uma das tavernas gregas ao som de um violaozinho-banjo que eles tocam! Vinho barato…, comida cara (apesar da crise) e esta é a regra geral!

 

A dois passos do paraíso: Praia de Panormos (Mykonos)

As ruínas – Acropolis

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora em trio, partimos de ferry para as ilhas e escolhemos Mikonos para ir primeiro. São todas bem longe (quase 8h de Athenas no ferry lento mais barato – 35 euros) e para quem não tem muito tempo recomendamos o avião ou o ferry rápido (56 euros). Por incrível que pareça os hotéis fora da temporada são bem em conta e muitos são mais baratos do que Cabo Frio (por exemplo). E olha que nem falo em Búzios…, que por sinal fica no chinelo…! Mikonos é simplesmente maravilhosa!!! E tem para todo gosto: casal em lua-de-mel, solteiros à procura (homens “se dão bem”…, melhor que as mulheres pois Mikonos é a ilha mais “gay-friendly” de todas), jovens, velhos, famílias…!

Athenas-Mykonos: 8h de ferry!!!

 

Vale a pena alugar um carro ou quadriciclo para dar uma explorada nas praias que são lindíssimas! Difícil escolher a que mais gostamos mas Bife e Tony escolheram a Super Paradise e eu Panormos! O clima é de festa e as praias tem um background impressionante para um pós praia: música, bares alucinantes e animação! Tem as mais calmas também, como a do hotel que ficamos (Platis Gialos). A água é de um azul-esverdeado transparente e compete com a arquitetura em termos de beleza! Todos os prédios são brancos bem brancos de quinas arredondadas e janelas azuis. Dizem que era para confundir os piratas… Flores rosas os vermelhas completam a paisagem! Um sonho…

 

Paradise Beach: Bife e Tony

 

 

 

Fazendo juz à sua fama, a Grécia foi para o topo da lista dos países que indicaríamos para as próximas férias! Mas cuidado: faça um pacote ou viage em baixa ou média temporada pois julho vira um inferno de tanta gente e para tudo tem que fazer reserva com antecedência! Coisa boa: os estacionamentos são gratuitos e MELHOR…, não existem flanelinhas!!!

 

Por do sol em Little Venice – sem mais palavras!

Eleita também por nós como o por do sol mais bonito da viagem está “Little Venice”…, um pedacinho de Mikonos Town com uma vista privilegiada e com os antigos moinhos “olhando” de cima a imensa bola de fogo se pondo nas águas mediterrâneas.

E dá para pensar em voltar??? Nunca!!! Mykonos-Little Venice

 

 

 

 

 

Como escolher uma ilha??? Também tivemos que pesquisar e Mikonos é imperdível por ter as praias mais bonitas e com muuuuita estrutura para só sair delas depois do sol se pôr! E se a sua vibe é de “rock n’ roll all night”…, troque por “all day” e se perca com toda liberdade como muitos nos bares-boites da praia! Se for uma vibe “lua-de-mel” não faltam hotéis românticos, bares e restaurantes à luz de velas e charmosíssimos pedaços de praia com cadeiras super confortáveis, colchonetes com apoio para a cabeça, massagistas no lugar de um caboclo gritando: “Olha o mate…!” (bem que queríamos…) e “pool bars” que são bares que oferecem piscina aos seus clientes…! Irados!

“Party-Beaches”

 

 

 

 

Ficamos 4 dias em Mikonos com muito gostinho de “quero-muito-mais”!!! Sem dúvida um destino que merece volta! Vale cada centavo de euro…

 

 

Super`Paradise

Mais de Super Paradise

 

 

 

 

 

 

 

A arquitetura grega: sem igual!

Que mar é esse???

in Europa, Grecia

Uma homenagem à distância

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by on Maio 26, 2013 at 9:09 pm

“Tomara”

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais…

Vinícius de Moraes
(para uma dessas eu não teria talento)

Em homenagem à uma das melhores pessoas que conheci (Mel) na vida e que muito me deu força e incentivo para estar onde estou agora: no mundo!
Um grande obrigado…, da sua filha!

in Europa, Grecia

Agora sim: Dubrovnick e a despedida da Croácia!

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by on Maio 25, 2013 at 6:45 pm

Dubrovnick

Quem é carioca (e mora na Barra) me entenderá: sabe quando você passa bem cedo de carro pela Niemeyer e por um momento esquece o trânsito e o quanto está atrasado…, e fica “embasbacado” com a beleza daquela encosta no sol da manhã…, na praia do Sheraton (ou do Vidgal)??? Pois é…, tentem imaginar um lugar todo assim só que ao invés da favela…, lindas casas e hotéis na encosta…, um mar verde transparente na orla e azul turquesa no restante cercado por flores das mais coloridas em varandas, canteiros e janelas…!!! Mais bonita que Split e mais estruturada para turistas, Dubrovnick, cidade costeira bem ao sul é um bom destino para luas-de-mel mas também não deve nada no que oferece aos solteiros! Bares, pubs e noitadas no meio de restaurantes à luz de velas e à beira-mar e uma sorveteria maravilhosa em cada esquina…!

Dubrovnick – Old Town

Mas definitivamente não é só a costa que ganha o destaque desta vez pois a Old-City, uma linda cidade-fortaleza cercada pelo mar domina os cartões postais e os das nossas máquinas fotográficas. Andar sobre suas muralhas (o que demora pelo menos 1 hora para a volta completa) é de tirar o fôlego, ainda mais sabendo que o porto foi um dos mais importantes do mundo por bastante tempo!

E de novo…, se o que você mais procura é praia…, repense pois às vezes um bom hotel com uma vista, varanda e piscina para a costa ou então sentar em um restaurante na beirola do mar comendo salada de polvo com um vinho para acompanhar, valem mais do que ficar desapontado nas praias de rochas “corta-pé” e concretos onde uma cadeira além de custar caro é disputada à tapa…!

 

 

 

Restaurantes e hotéis nas encostas – beira mar

É até engraçado ver a galera chique literalmente tomando sol “na lage” e chegando na praia com colchonete e tudo! Boa dica é comprar aqueles sapatinhos de plástico maleáveis para andar pelas rochas e entrar no mar (se conseguir pois a água é gélida!). Mas por outro lado, para quê praia se você pode simplesmente descer pelas rochas da encosta até encontrar uma com uma uma escada para o mar (o que tem direto) e fazer deste pedaço de encosta sua “praia” particular! Exótica…, sem dúvida mas com cara de filme “Lagoa Azul” (já denunciando minha idade)!!! São pequenos paraísos particulares! Leve seu picnic e sua (ou suas) garrafas de vinho e PRONTO…, seu dia está feito! Só faltou mesmo o violão nessas horas!!!

 

As praias de “lage”

Uma das praias tem a audácia de se intitular “Copacabana Beach” e de se dizer “a mais bonita” mas passou longe e nada se parece com a nossa Copa! Além do colchonete e do sapato, outra boa dica para melhor aproveitar a costa é fazer um passeio de barco para as ilhas ou para Montenegro que parecem mais bonitos!

Guarde um dia de por do sol para subir no Cable Car e ver tudo, inclusive a Old City, do alto! E aproveite para jantar pela Old City que tem cada pico irado!

Praias particulares com escadas pro mar

 

 

Concluindo…, o melhor da cidade é dar uma volta por tudo primeiro para conhecer e escolher o seu melhor ponto para ficar! Cada um tem um gosto mas na nossa opnião pessoal escolhemos a praia do centro como a mais bonita pois te dá uma ampla visão do forte…, a Copacabana Beach como a mais relaxante e longe da multidão de turistas e a Lapad Beach como melhor pós praia com seus vários barzinhos e restaurantes irados na costa e com vista para o mar! Os dos hotéis são os mais legais e vale pelo menos um drink no “Cave Bar” (abaixo do restaurante Moore).

 

Copacabana Beach

Depois de 3 dias deixamos Dubrovnick de avião para Grécia…, dia que começou nosso inferno astral: vôo cancelado, troca de um vôo de 1h por outro de 8h, chegar na madruga de Athenas com o metrô fechado e…, SEM MALAS! Fora os 3 dias que ficamos sem as malas e resolvendo pepinos como: visto para China, novo passaporte brasileiro e por aí vai…!

Restaurantes na beirola de Lapad Beach

 

 

 

 

 

A praia da Old City

 

 

 

 

Mas quê importa??????? Afinal…, ESTAMOS NA GRÉCIA!!!!!! E com “problemas” bons demais para resolver para que sejam chamados de “problemas”!!! E com tudo resolvido aguardamos o Tony, pai do Bife (sogro!) e nosso primeiro visitante para começarmos a turistar em Athenas!

E que venham os Deuses!!!

Jantando em Old City

 

Os “sapatos” de praia!

in Croacia, Europa

Protesto e Poesia: sem malas e com saudade de “casa”!

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by on Maio 21, 2013 at 11:21 pm

 

Supertramp: “Hope you’re not lonely without me”

Antes de falar sobre a bela Dubrovnick na Croácia me adiantarei um pouco até Athenas, de onde escrevo para um protesto: COMO É RUIM TER SUAS MALAS EXTRAVIADAS!!! Principalmente quando ela é também a sua casa e tudo o que você tem para um último apelo material!!!

Nosso vôo sairia de Dubrovnick para a Grécia (1h e 30 de vôo) e estávamos todos felizinhos de finalmente estar indo para o “paraíso” das Ilhas Gregas quando SEM NENHUM AVISO PRÉVIO: GREVE!!! A Croácia Airlines entrou em greve e nosso vôo foi cancelado! Depois de muito brigar, nos colocaram em outro vôo com 3 escalas, rodando toda a Europa por 8 horas até Athenas… ACEITAMOS (de bobos que somos) e para piorar chegamos sem malas! Elas resolveram ficar independentes em Bruxelas e se libertaram de nós por dois dias até serem encontradas arrependidas e doidas para voltar para os nossos braços (ou costas…)!

Já não basta passar um ano com quase nada e nos tiram o restinho que tínhamos??? Surtei e me deu uma saudade danada pela primeira vez do conforto da nossa casa BEM aí no Rio…, ou pelo menos da que tínhamos!!! Do feijão fresquinho, do cheiro do pão de queijo, do colo de mãe e das gargalhadas dos amigos…

Diante de tudo isso…, escrevi à todos vocês uma poesia (não deixando de homenagear e lembrar das minhas companheiras do “Poesia com Champagne”). Aí vai:

“Olhos de Exílio”

Com “olhos de exílio” venho embelezar minha gente

Que dança o martírio sorrindo sem dente

Brincando com o dia nos dias mais quentes

Dando vida à vida da gente

Brindo à casa que ficou, ao feijão que queimou e à mãe que esperou

Ao pandeiro e ao Carnaval do ano inteiro

Nas pedras portuguesas, o tropeço também brindo

E sorrindo, elevo a cabeça e vejo o mar que

Ao chorar…, de tão longe, em cinzas nuvens…

Tanto me faz amar!!!

Com “olhos de exílio” meu país não é pobre e nem nobre,

Nem guerra e nem paz…, o governo não faz

Nem menos, nem mais!

Mas dizer-me desse mundo mochileira

Com brasileira alma e raíz

Orgulho me traz e esperando, sigo feliz,

Um dia voltar de onde escrevo:

Entre Grécia e Sarajevo, Apollos e afins…

Para de corpo presente dizer à minha gente

Que “olhos de exílio” são como olhos de mãe:

NUNCA SE CANSAM DE AMAR INCONDICIONALMENTE!!!

 

in Europa, Grecia

Dois dias em Sarajevo e a Guerra da Bósnia

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by on Maio 17, 2013 at 10:40 pm

Recuperados por Split dos 4 meses que já fizemos de viagem até agora resumidos em: 44 trajetos de ônibus e trem + 3 viagens em ferry + 9 vôos + 42 cidades e 62 camas dormidas…, seguimos de ônibus para a Bosnia, mais precisamente Sarajevo antes de continuar para o sul da Croácia pois era mais “caminho” fazer deste jeito! O que não sabíamos era que o ônibus ía margeando toda a costa para pegar a estrada que leva à Sarajevo…, melhor coisa que podia ter acontecido pois só assim tivemos a oportunidade de conhecer a costa ESPETACULAR da Croácia como descrevi no post anterior!!! Foi a viagem de ônibus mais bonita que já fiz!!!

Os buracos de bala e bomba – em todos os prédios!

Antes mesmo de Sarajevo…, o choque! Já começamos a ver vários prédios pelo caminho com a fachada toda furada de bala e destruída! Parecíamos estar entrando em um cenário de um filme de guerra só que a história foi muito real e RECENTE! E mais ou menos assim:

Enquanto comemorávamos bem felizes a vitória do Brasil na Copa de 94, outro genocídeo acontecia com muitos que teriam hoje a minha idade: a guerra da Bósnia! O motivo vem de anos e anos de uma confusão territorial danada entre os países da antiga Yugoslávia, principalmente Croácia, Sérvia e Bósnia! Eram independentes até o pós guerra quando se uniram forçadamente para formar um novo e gigantesco país (a Yugoslávia).

 

Após a queda do comunismo em 89 e morte do governante que cortava qualquer movimento de independência pela raiz…, vários países começaram a se libertar! Milosevic…, líder da Sérvia e que possuía o exército mais armado e organizado tinha outros ideais e queria os territórios unidos sob o seu poder em uma “Grande Sérvia”! A gota d’água foi a declaração de independência da vizinha Bósnia que fez com que os servos partissem para o ataque! Praticamente destruíram cidades-fronteira e cercaram Sarajevo, capital, dominando as montanhas ao seu redor! Como Sarajevo fica em um “vale” circular, apesar de terem maior número de pessoas que o exército da Sérvia, sua posição era muito desfavorável e não tinham como acabar com os atiradores de elite que ficavam dos montes e montanhas só “brincando” de tiro ao alvo! Espertos, (chamados de “Snipers”) bombardearam locais estratégicos como: hospitais, supermercados, empresas que forneciam luz, gás, água e tudo mais necessário para a sobrevivência dos bósnios na esperança que estes se rendessem…, o que não aconteceu! E o resultado foi a destruição em massa da cidade e seus habitantes por mais de 3 anos!!!

O cerco (ou “siege”) dos sérvios a Sarajevo

 

Montes de onde atiradores de elite sérvios acabaram com Sarajevo

 

 

 

 

 

 

 

 

Um moderno campo de concentração onde fome, frio e medo faziam parte do dia-a-dia! As pessoas viviam em abrigos subterrâneos e não podiam sair na rua pois poderiam nunca voltar dela! Escolas eram de baixo da terra e pelo ar chegava ajuda americana com enlatados (comida de cachorro segundo os moradores)! Às vezes davam a sorte de acharem um chocolate… Era a alegria da semana! O povo foi morrendo ora pela mira dos “snipers” ora de fome ou doenças sem remédios para curá-las! E para os que agora estão se perguntando aonde estava a ONU (UN) nessa hora…, eles estavam lá! Mas politicamente nada faziam para impedir o genocídeo com medo de uma guerra ainda maior já que a Rússia apoiava a Sérvia e EUA a Bósnia! Era chamada pelos moradores de “UN: United for Nothing”!!!

“Sob esta pedra está um monumento às vitmas da guerra e da guerra fria”

O governo decidiu construir um túnel subterrâneo por baixo do aeroporto até a cidade livre mais próxima e por ele começaram a ter de volta suprimentos básicos! Muito sinistro e estivemos lá em uma visita guiada! Mas o governo era esperto e não deixava ninguém migrar da cidade pois assim estaria declarando sua derrota! O cerco de Sarajevo mais conhecido como “Siege” durou mais de 3 anos e até hoje a cidade não se recuperou! Ganharam sua independência…, é verdade…, após assinarem um acordo de paz nos EUA e na presença de Clinton…, mas será que foi a melhor saída?

O túnel…, a salvação!

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje em dia são bem pobres, o índice de desemprego é enorme…, quase nenhum jovem tem nível superior, parece que ninguém trabalha ou estuda pois as ruas e cafés são cheias todas as horas do dia! E mais…, 70% dos moradores são fumantes já que uma das poucas fábricas que não foi destruída no Siege foi a de cigarro! Fumavam para esquecer a fome… Nos bares e cafés, mesmo os ao “ar livre” ficamos intoxicados com tanta fumaça de cigarro!

10h da manhã de uma terça feira – cafés cheios de jovens!

E fugindo um pouco do “Siege” mas não da desgraça, estivemos na ponte onde foi assassinado Franz Ferdinand…, o arquiduque austríaco e motivo para que explodisse a primeira guerra mundial quando o império Áustro-Húngaro invadiu Sarajevo com apoio da Alemanha…, ambos derrotados anos mais tarde pelos temerosos França, Inglaterra e EUA! Mas aí já é uma outra história…

Local do assassinato que deflagrou a 1ª Guerra

 

 

 

 

 

 

 

 

Sem dinheiro para se reerguer, os prédios até hoje são esburacados, muitas pessoas mancam pelas ruas e muitos cachorros órfãos perambulam pela cidade! Tem lápides por todas as esquinas e todas com o mesmo ano de óbito! Muito triste mesmo!!! E uma pena pois a cidade tinha tudo para ser bonita!

E mais uma vez nós (o mundo “lá” fora)…, nada fizemos! Ah sim…, tomamos uma cerveja para comemorar o gol do Bebeto!

Cemitérios espalhados pelas ruas da cidade

Muitos mancam pelas ruas…, sequela do passado negro…

 

 

 

 

 

 

 

Água era artigo de luxo e sair para buscá-la…, risco de vida! Em 1995..

 

in Bosnia-Hzg, Europa

Primeira parada: Split…, DIVIDINDO a Croácia com vocês!

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by on Maio 14, 2013 at 7:38 pm

Split – Croácia

Ai…, ai…! Como estávamos precisando ver o mar! E junto com o sol, como nos fazem falta!!! O bom carioca saudoso que se preza murcha diante do céu cinza e de dias chuvosos! Impressionante como mudamos o nosso humor com a metereologia…! Não sabia o que era isso até viver 4 meses de um verdadeiro inverno! O pior de muitos anos segundo os europeus (azar nosso…). Mas assim pudemos dar valor ao nosso atual destino e AMÁ-LO apesar da Croácia não ser o “supra-sumo” dos destinos de praia (para nós brasileiros que estamos acostumados com praias de “P” maiúsculo)! Falo isso pois apesar da água ter uma cor azul esverdeada bem bonita, não existe areia por aqui e no seu lugar, rochas e pedras que machucam o pé costeiam o mar! As chamadas “rocky beaches”! Até para entrar na água tem que ir de chinelo!

 

Split – Riva (orla)

O grande segredo da Croácia (e só descobrimos depois) é sua costa…, realmente de tirar o fôlego e não uma praia em particular! Por isso a melhor dica que podemos dar é “alugue um carro”!!! Ir de Split para Dubrovinick ou vice-versa margeando a costa e parando pela estrada é talvez a melhor forma ou pelo menos a mais bonita de conhecer a Croácia! A não ser que você tenha a possibilidade de fazer um cruzeiro neste mesmo trajeto mas aí é individual! Eu particularmente, prefiro o carro que te dá liberdade para parar onde quiser, jantar em um restaurante local e conhecer cidadezinhas costeiras menores! Também dá para ir às ilhas de carro em um Car Ferry e economizar um bom tempo pois os ônibus para as melhores praias das ilhas passam de vez em nunca! É é muito longe para ir à pé (40min DE CARRO com GPS do porto à praia)!

 

 

No Ferry…, indo para Bol (praia na ilha de Brac)

Dormimos um dia (mais que de bom tamanho) em Zagreb, capital e seguimos para Split. Segunda cidade mais visitada da Croácia depois de Dubrovinick e com sua costa toda voltada para o belo mar Adriático, como qualquer praia ou cidade individual, não é linda de morrer mas é exoticamente BELA e mistura um pouco da Itália com um tico da Grécia e um relance de Angra dos Reis…, tudo isso de uma forma bem “roots”. Explicando melhor: é barata…, não tem frescuras e nem resorts e oferece pouca estrutura para o turista de fora de temporada! Ao mesmo tempo e fugindo um pouco do centro é possível se encantar e como nós, tirar umas “férias das férias”.

Rocky Beaches – Bol

 

 

 

Escolhemos um hotel na praia de Podstrana, longe do agito do centro (20 minutos de ônibus e bem em conta por sinal…) e de frente para o mar onde da janela do quarto víamos um pôr do sol privilegiado e praticamente tomávamos café da manhã nas rochas da praia! Luxo máximo junto com o restaurante do hotel: fruto do mar fresquinhos e os melhores pratos da viagem! Parabéns ao “chef” que invalidava todo dia nossa corrida matinal com suas calorias muito bem vindas e de lamber os beiços! Não tivemos vontade de sair nos dois primeiros dias e ficamos aproveitando nossa nova e silenciosa “casa com quintal e piscina privê”…, já que também éramos os únicos hóspedes! Perdemos só um dia da nossa alegria quando no sábado teve um casamento no hotel e só conseguimos dormir depois das 4 da manhã pois o som foi nas alturas! E nem era bom…, música Croata…, devia ser o Michel Teló daqui…!

 

 

Lindomar e Anahi, casal de brasileiros que conhecemos!

Ainda em Split, partimos para as ilhas consideradas mais bonitas da Croácia (Bol, Hvar e Vis) que ficam há mais ou menos 50 minutos de ferry + 50 minutos de ônibus do porto! Ficaria muito corrido fazer todas no mesmo dia já que nenhuma agência oferecia um pacote assim e acabamos escolhendo Bol para ir primeiro! Já no ferry demos a sorte de conhecer um casal de brasileiros expatriados SUPER bacana que de cara nos ofereceu carona para a praia de Bol pois eles estavam de carro! O papo foi tão bom e a afinidade tão grande que acabamos passando um ótimo dia juntos na ilha que é SIM bem bonita mas menos bonita de perto do que na foto que vimos!

 

 

Voltamos no fim de tarde, rodamos pelo centro que tem uma orla cheia de bares, lojas e restaurantes e um castelo antigo (ou pelo menos suas labirínticas paredes). No “castelo” tem várias ruelas que levam a várias praças escondidas com maravilhosas opções de pubs e bares!

Na praia de Bol – Split

 

E para compensar o casamento da noite anterior, nosso último jantar no hotel foi de graça! Cortesia da gerente! Só não esperávamos que nos serviriam entrada, prato e sobremesa com um cordeiro meeeega gordura pura como prato principal!!! Resultado: não dormimos de novo de indigestão…! Não que estivesse ruim mas muuuuito pesado para depois das 21h…! E no check-out ainda ganhamos uma garrafa de vinho!

 

 

 

Nosso hotel em Split (Podstrana)

Depois de já ter visto a ilha que parece ser o cartão postal da Croácia (Bol) ficamos de “cabeça feita” e desistimos de Hvar e Vis comprando o ônibus para Sarajevo onde ficaremos duas noites para depois voltar ao sul da Croácia em Dubrovnick antes de seguirmos para Grécia! Dizem que é mais bonita que Split!!! Veremos…!

 

Restaurante do Hotel – luz de velas e beira mar!

 

 

 

Isso sim podemos chamar de lua de mel!!!

 

in Croacia, Europa

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