Altos e baixos: de LA a São Francisco! Garota eu vou pra Califórnia…

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by on Dezembro 22, 2013 at 4:15 am
Hollywood. Teatro do Oscar (alto), cenário do Friends (meio) e hotel do filme "Uma Linda Mulher" (baixo).

Hollywood. Teatro do Oscar (alto), cenário do Friends (meio) e hotel do filme “Uma Linda Mulher” (baixo).

Depois de comemorarmos 1 ano de casados na chegada dos mares caribenhos em pleno hall do aeroporto esperando por um baita vôo atrasado, seguimos! Costumamos brincar que esse 1 ano conta como 10 juntos afinal são 24h por dia, todos os dias respirando o mesmo ar! Deu choque algumas poucas vezes mais a parceria acaba sendo tanta que foram desprezíveis e até saudáveis para um ajuste ou outro no relacionamento! Nunca tive tanta certeza de que esses “10 anos” ainda ganharão muitos zeros! Bom para nós pois soubemos de alguns casais viajantes do mundo que se separaram no início da viagem! Um deles começou pela Índia e a mulher surtou e voltou! É…, a Índia definitivamente não é para os fracos (né Mi e Cristalina?)!!!

 

Praia de Santa Mônica, cenário do seriado "Baywatch".

Praia de Santa Mônica, cenário do seriado “Baywatch”.

Voltamos a Los Angeles para conhecer o restante e apesar de ser São Francisco a cidade localizada em “altos e baixos” morros e vales, o título do blog foi direcionado aos EUA em geral. Minhas primeiras viagens fora do Brasil foram para cá e lembro de ter adorado todas elas e de ter achado o país muito “primeiro mundo”! Ou eu mudei minha visão ao longo dos anos (fato muito verdadeiro principalmente neste ano) ou o país mudou muito! Acho que no fundo ambas afirmações são corretas depois da depressão americana! Enfim, isso tudo para dizer que não…, os EUA não são a Disney e talvez Hollywood sintetize um pouco as coisas: mendigos, malucos e drogados por todo canto, transporte público demorado e escasso fora da linha do metrô (quando tem), pessoas um pouco arrogantes e geralmente comendo alguma coisa muito “trash” ou ouvindo hip hop nas alturas em fones de ouvido!

Por outro lado todo o glamour mostrado nas televisões existe em um mundo-fantasia vivido por uma minoria de celebridades que são tão idolatradas que até um GPS de famosos já foi criado para atrair turistas! Não tenho ideia de como funciona mas existe!

A famosa e internacional: Rodeo Drive.

A famosa e internacional: Rodeo Drive.

 

Beverly Hills é realmente um luxo com mansões que de certa forma ajudamos a manter ao comprarmos nossos caros ingressos de cinema, fora um milhão de atrações criadas para atrair nossos valiosos dólares! Bife com seu jeito sutil já dizia: aqui respirou…, pagou! Nada é de graça e nada é barato! Não é à toa que a economia americana é a maior do mundo!

Falando da parte boa, amamos São Francisco mais que Los Angeles mas na famosa “LA” também tem bastante para ver! É legal ir a Santa Mônica e Venice, praias na costa do Pacífico, passear pela chiqueza de Beverly e pela Rodeo Drive (rua com as lojas mais caras do mundo eternizada no filme “Uma Linda Mulher”) e para os aficcionados ao mundo do cinema e da música, Hollywood é imperdível (ver post anterior)! Eu gosto mais que Bife e confesso que me emocionei ao passar pelo prédio da Capitol Records onde tantos talentos já estiveram e pelos bares onde várias bandas começaram como Door’s e outras… Fizemos LA de Hop-on Hop-off e achamos que foi uma opção melhor, mais prática e mais barata do que alugar um carro pois os estacionamentos são muito caros inclusive os dos próprios hotéis! E ainda ganhamos de brinde um pouco da história da cidade bem contada em todas as línguas! De que outro jeito saberíamos que LA tem a maior comunidade iraniana fora do Iran? Ironia… O metrô ajuda mas só para o Centro e Hollywood.

Fora o Hop-on Hop-off tem tour de todo o tipo: o que passa pelas casas dos famosos (coitados…, perturbação!), os dos estúdios de gravação como Warner, Paramount, Universal e etc… Fomos no da Warner mas não achei que valeu a grana! Foi bacana ir no cenário do seriado Friends e nada mais… Dizem que às vezes se esbarra com um ou outro ator pelo estúdio mas não foi dessa vez que encontrei George Clooney (marido finge que não leu essa parte!)

 

Golden Gate Bridge, São Francisco.

Golden Gate Bridge, São Francisco.

Programe de 2-4 dias para LA dependendo do seu interesse pelo mundo da fama e siga pela costa para a cidade mais bonita dos EUA: São Francisco!!! Esse trajeto pode ser feito em horas ou dias dependendo de quantos pontos da costa você se perde ou se encanta! A costa da Califórnia é famosa e a maioria das pessoas aluga um carro para fazê-la aproveitando para dar um pulinho a Yosemite, lindo parque nacional um pouco mais para dentro. Esse era o nosso plano inicial que acabou sendo abortado pela falta de tempo e pelo frio já que estamos em pleno inverno!

Free Walking Tour. São Francisco.

Free Walking Tour. São Francisco.

 

 

 

Direto para São Francisco, utilizamos o ônibus intermunicipal como meio mais barato e mais rápido que o trem. São Francisco nos surpreendeu bastante! Não esperávamos uma cidade tão bonitinha e tão agradável e tão… fria! Já até disseram que “o inverno mais frio que passei foi em um verão em São Francisco”! Não sei mais quem disse…, com certeza alguém que morava na latitude do Rio!

Moram bem...! Casas de São Francisco. Cidade sem prédios.

Moram bem…! Casas de São Francisco. Cidade sem prédios.

 

Imaginem um pouco da arquitetura européia com seus cafés, bares e restaurantes mais galerias de arte espalhadas pela cidade que tem ruas em formato de montanha-russa com descidas e subidas bem íngrimes e vistas maravilhosas para o mar? Mais legal ainda é estar bem no epicentro do movimento hippie dos anos 60-70 e nos lindos parques onde tocaram feras como Greatful Dead, Janis e Jimi naquele psicodélico “Summer of Love”. São Francisco era o destino dos sonhos para a maioria dos jovens da geração “faça amor, não faça guerra” e muitos vieram sem nada nos bolsos para aqui viver de música e para a música. Muitos partiram daqui para o Vietnan, um dos portos de embarque, e não mais voltaram! E pensar que tudo começou com um doido alucinado que resolveu dar a volta pelos EUA de cadilac e registrar em um livro suas aventuras sem rumo certo em “On the Road”. Jack Kerouac e sua galera mal sabiam que influenciariam uma era!

North Beach, São Francisco. Aqui começou a geração "beatnik". Cadilac do filme "On the Road" (à esq) e Barbara (à dir).

North Beach, São Francisco. Aqui começou a geração “beatnik”. Cadilac do filme “On the Road” (à esq) e Barbara (à dir).

As casas são maravilhosas em estilo antigo vitoriano (como eles falam) e também caríssimas abrigando agora a nova e afortunada geração “ponto.com” do próximo Vale do Silício de onde sai as modernidades da “rede”.

Mas falar de São Francisco sem falar na palavra “gay” é uma falta grave! Conhecida mundialmente como a capital-gay do mundo, foi aqui que eles brigaram por seus direitos humanos e conquistaram a aceitação de suas condições! Quem viu o filme Milk com a excelente atuação de Sean Pean lembrará da época onde Castro, o bairro gay de São Francisco era visto pelos conservadores como o local das aberrações humanas! Felizmente os tempos mudaram e as cabeças também e hoje em dia o bairro é turístico e cheio de bandeiras coloridas mas os GBLTs moram onde querem (G= gay; B= bi; L= lésbica; T= transexual; S= simpatizantes; A1= assexuados; A2= amantes da alma e por aí vai…). Cada cor da bandeira do orgulho gay representa um desses grupos!

Castro, o bairro gay. Manicure "Hand Job" (à esq) e uma janela do bairro (à dir).

Castro, o bairro gay. Manicure “Hand Job” (à esq) e uma janela do bairro (à dir).

Imperdível também é visitar Alcatraz, prisão de segurança máxima em uma ilha próxima para onde só íam os mais temidos “foras-da-lei” como Alcapone que todos lembram (ao menos da música de Raul). As águas eram gélidas e a correnteza ao contrário e se qualquer espertinho tentasse fugir, morreria na praia! Na volta um passeio pelo pier é mandatório para fazer uma boquinha ou ver os milhões de leões marinhos que moram por lá!

A temida Alcatraz. Prisão de segurança máxima!

A temida Alcatraz. Prisão de segurança máxima!

Do bonde de SF.

Do bonde de SF.

 

Deixei para o fim os clássicos: o bonde de São Francisco e a imperiosa Golden Gate Bridge! Muita gente aluga uma bike para atravessar a ponte e ir até Salsalito, bairro super charmoso que fica do outro lado! Demos sorte pois pegamos um dia com fog que parece ser quase diário e outro sem, quando tiramos as fotos de longe! Dá para voltar com a bike no ferry ou devolver no retorno da ponte e pegar o velho bonde para o centro fechando o dia dos clássicos! Ah…, e ainda esqueci do enorme Chinatown com todas as bugingangas que lhe pertencem!

O fog que acontece vários dias no ano. Por incrível que pareça aí está a Golden Gate!

O fog que acontece vários dias no ano. Por incrível que pareça aí está a Golden Gate!

 

 

 

 

 

 

 

Outro clássico da cidade: os leões marinhos do Pier 39.

Outro clássico da cidade: os leões marinhos do Pier 39.

 

 

No total ficamos 4 dias e deu para fazer tudo! A cidade é cara mas os albergues são bem maneirinhos. O nosso oferecia eventos noturnos para agregar a galera como “dia da massa”, queijos e vinhos e etc…, tudo incluído no preço! Ufa, pelo menos!

Mais um fim e mais uma etapa cumprida! Deixamos a América do Norte para comemorarmos meu aniversário no Panamá! E o fuso vai diminuindo…

Dolores Park. Melhor vista de São Francisco!

Dolores Park. Melhor vista de São Francisco!

 

Mel em Salsalito, do outro lado da Golden Gate Bridge.

Mel em Salsalito, do outro lado da Golden Gate Bridge.

 

De LA à Miami, de Miami ao Caribe! Mais encontros…

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by on Dezembro 11, 2013 at 8:45 pm

 

O Teatro do Oscar. Hollywood, Los Angeles.

O Teatro do Oscar. Hollywood, Los Angeles.

Antes de partimos para o nosso tão esperado cruzeiro no Caribe, fizemos uma rápida parada em Los Angeles, onde chegava nosso vôo da passagem de volta ao mundo (RTW)! Passamos o dia entre as estrelas de Hollywood! Não as verdadeiras e sim as milhões desenhadas na longa Calçada da Fama! No início ficávamos empolgadíssimos (eu mais que Bife) em achar um nome famoso de algum artista amado dentre os milhões! Abaixávamos para tirar foto e pagávamos o mico turístico coletivo de sair correndo apontando para alguma estrela no chão como se o próprio artista estivesse bem alí, deitado nos olhando!

Santana na Calçada da Fama! Esse merece...!

Santana na Calçada da Fama! Esse merece…!

 

 

Depois aquela cena começa a ficar meio ridícula e você se pega pensando: “pra quê tudo isso?” É só uma calçada com nomes… Santana, Bob Marley, Miles Davis e todos os outros estão muito longe dalí!!! Claro que perde-se um tempo até você se tocar disso e aí sim ao redor tem uns lugares legais para ver como o tour pelo teatro onde rola o Oscar todo ano e o museu dos figurinos mais famosos de vários filmes como a roupa do SuperMan usada pelo Christopher Reeve, o maiô da Pamela Anderson em Baywatch e as maquilagem de Marilyn!

 

As maquilagens de Marilyn Monroe!

As maquilagens de Marilyn Monroe!

 

Aprendemos que quem deu o nome à estatueta de “Oscar” foi nada mais nada menos que Walt Disney e que a maquilagem foi criada inicialmente para dar contraste aos filmes em preto e branco como a do Charles Chaplin. Mas artista é artista em qualquer época e o que eles fazem parece que é uma ordem a ser seguida! As mulheres começaram a imitar a maquilagem fora dos filmes e hoje é difícil ver uma sem…! Na festa do Oscar é engraçado pois como ela é filmada direto e os intervalos para os artistas irem ao banheiro ou tomar alguma coisa são muito curtos, eles geralmente colocam no seu lugar da cadeira um clone que fica lá quietinho até o famoso voltar e a câmera tenta não filmá-lo, lógico! Quem diria…

 

Os óculos do bruxinho simpático: Harry Potter!

Os óculos do bruxinho simpático: Harry Potter!

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A famosa Calçada da Fama!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A decepcionante placa de Hollywood! Na seta...

A decepcionante placa de Hollywood! Na seta…

O sinal de Hollywood no alto do morro é um “must” e é disputado pelas câmeras nos poucos lugares que conseguimos vê-lo de longe! Cheguei à conclusão que as telas de cinema tem a capacidade de engrandecer bem as coisas pois a placa é bem pequena e não é vista de todos os pontos nem mesmo de Hollywood, que dirá da cidade toda! Nas ruas não faltam Dart Vaders, Marylins Monroes, Superman e mil outros fantasiados querendo ganhar um dinheirinho na troca de uma foto com eles!

 

O Cálice Sagrado do Indiana Jones! Museu de Hollywood.

O Cálice Sagrado do Indiana Jones! Museu de Hollywood.

 

 

 

Não deu para fazer muita coisa em LA de início pois só tivemos um dia e à noite já voamos de novo em direção a Miami, de onde partiria nosso cruzeiro para o Caribe! Descanso merecido para as duas mochilas já há 11 meses na estrada. Mas falou em Miami, falou em “paraíso das compras” e este pegou até a gente! Como tínhamos tempo e nosso vôo chegava em Fort Lauder Dale, não resistimos ao SawGrass, um dos maiores (e mais baratos) Outlets dos EUA! E mesmo nós que não somos tão consumistas assim, ainda mais depois dessa viagem, ficamos doidos!!! Encaramos como um investimento já que teríamos que comprar de qualquer forma algumas coisas na chegada ao Brasil e que provavelmente estariam o dobro do preço (ou mais)! Foi outra saga pois saímos do vôo noturno direto para o shopping, deixamos os mochilões no locker e refizemos o seu conteúdo tão rasgado, furado e esgarçado! Nem dá tempo de gastar muito de tão grande que é o Outlet e de tão perdido que você fica lá dentro, que nem barata tonta no calor (como diz o Bife quando me perco em algum lugar…). E o mais impressionante de tudo é a quantidade de brasileiros que circulam pelos corredores e lojas! Até parece que estamos no Barra Shopping ou Rio Sul em véspera de Natal e tá todo mundo correndo para comprar o mundo antes de fechar!!!

Denunciando a idade: Magnum!!!!! E sua roupa...

Denunciando a idade: Magnum!!!!! E sua roupa…

Depois que finalmente nos libertamos de lá, muito mais tarde do que gostaríamos não nos restou outra opção que não pegar um taxi até Miami pois para virmos pegamos 3 ônibus desde o aeroporto e fazer isso de novo no mesmo dia, mortos e sem dormir já era demais! O transporte público nos EUA em geral é muito ruim e dificilmente você não se vê obrigado à alugar um carro…! Até tinha uma shuttle para Miami mas só sai em dois horários e perdemos a primeira leva porque encheu!

Estava ansiosa para chegar logo a Miami pois uma das minhas grandes e melhores amigas estava lá e foi uma maravilhosa surpresa e coincidência poder nos ver mesmo que rapidinho! Depois de matar parte das saudades, capotamos na cama do hotel e no dia seguinte cedo já estávamos embarcando no pier para mais um destino incrível: as lindas águas caribenhas!!! Enfim após quase um ano planejando, programando e fazendo contas toda noite teríamos a chance de não ter que pensar em nada por uma semana pelo menos! E não víamos a hora… Café, almoço, lanche e jantar variados e fartos, piscina, academia high-tech e diversão para qualquer idade e gosto a qualquer hora! Nossos cérebros mereciam esse descanso e melhor ainda: por um preço tão bom que coube no nosso orçamento!!!

 

 

Caribe, aí vamos nós! De unhas postiças para o cruzeiro: mochileira mas arrumadinha...! A gente faz o que pode!!!

Caribe, aí vamos nós! De unhas postiças para o cruzeiro: mochileira mas arrumadinha…! A gente faz o que pode!!!

Cozumel (México), Belize, Ilhas Roatan (Honduras) e Grand Cayman??? Estamos chegando!!! Cada dia mais perto de casa…

OBS: Para os que querem saber mais sobre Los Angeles, leiam os próximos posts (após o cruzeiro) pois tivemos mais tempo na volta para conhecer e portanto terá mais informações!

 

 

 

 

 

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Encontro de irmãs!!! No Subway de Miami Beach (ninguém merece!!!). Adorei te ver Mila!

A “Lua de Mel” da Lua de Mel: Hawai’i.

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by on Dezembro 7, 2013 at 1:00 am

 

O traje típico dos turistas

O traje típico dos turistas

 “Felicidade é o momento que não queremos que acabe”. E tem momento mais perfeito? No Hawai, um belo dia de sol e céu azul sem uma nuvem, de frente para uma praia linda, canga estendida na sombra de um coqueiro em um fim de tarde alaranjado com algum hóspede vizinho tocando um violão ao fundo, vinho em copo de isopor e um casal aventureiro, inovador, cheio de memórias e já com uma saudade imensa do ano que estão prestes a deixar para trás… Saudade tão grande quanto a saudade de casa! Nossos dias estão contados, o mundo “lá dentro” começa a voltar aos poucos para nós que estamos chegando da nossa volta pelo “mundo lá fora”… Muitos nos perguntam se não estamos cansados, se já não encheu o saco ficar pra lá e pra cá sem conforto e sem uma cama para chamar de sua! E a resposta é absolutamente negativa! Claro que cansa em alguns momentos quando o hotel não é o que promete, quando viajamos por longas distâncias de ônibus, quando o nosso vôo é de madrugada pra economizar e temos que esperar pelo horário do check-in… Mas nada, nada disso é nada mesmo comparável ao prazer que é ter tido a oportunidade de estar aqui! Em rede internacional agradeço ao meu marido, esporádico coautor do blog, pela ideia e pela organização perfeita de tudo que deu muito certo até então! Cada vez mais acredito que podemos conquistar a felicidade e não “ter a sorte” de ser feliz!

Felicidade fotografada! Picnic em Maui.

Felicidade fotografada! Picnic em Maui.

 

  E o arquipélago do Hawai que aliás merecia ser um “país” separado dos EUA é o cenário perfeito para todas essas reflexões! Começando por Oahu, mistura de ilha deserta do  Pacífico com cidade grande, dependendo de onde você fica pode ter impressões da ilha bem diferentes! A famosa praia de Waikiki é palco para o turismo de massa! Totalmente urbanizada tem hotéis e prédios de mil andares, restaurantes na beira do mar, lojas sem fim, fast food de todo jeito (típico prato americano), albergues, casais em lua-de-mel, asiáticos com camisas coloridas, colar havaiano, flores no cabelo e coisas do tipo! Os casais japoneses em lua-de-mel são os melhores pois mandam fazer roupas com a mesma estampa para vestirem na viagem toda! Tipo aqueles gêmeos que a mãe faz roupa igual! Nas tardes rola um show de “hula hula” bem pra gringo na beira da praia e os luaus à noite também são famosos! Paga-se um preço fixo pelo contexto: tochas, música e jantar (80-90 dólares).

Nada mais havaiano que uma Havaiana! Show de hula-hula em Waikiki.

Nada mais havaiano que uma Havaiana! Show de hula-hula em Waikiki.

 

Uma linda praia urbana. Waikiki, Oahu.

Uma linda praia urbana. Waikiki, Oahu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Perto fica o Diamond Head, vulcão que nos dá de presente uma vista incrível de  Waikiki depois de mais ou menos uma hora de subida à pé! É também o “paredão” de fundo da praia…, nada mais belo! Logo depois fica uma baía super bem preservada que se formou ao longo de anos dentro da cratera de um antigo vulcão que desmantelou e abriu para o mar! Chama-se Hanauma Bay. Corais que cresceram nas rochas formadas pelas remotas explosões e peixes de todo tipo habitam esse excelente ponto para snorkel! Não vi as tartarugas que tanto queria mas só o visual do lugar já valeu o dia!

Fotografamos o carro de um dos mil casais em lua de mel!

Fotografamos o carro de um dos mil casais em lua de mel!

 

Hanauma Bay na cratera do vulcão. Oahu.

Hanauma Bay na cratera do vulcão. Oahu.

 

 

 

 

 

 

 

 

  Além dessas duas paradas imprescindíveis, vários outros pontos da ilha tem uma beleza natural encantadora e alugar um carro por um ou dois dias não é uma má ideia! Obrigatório para quem está fazendo uma viagem curta e não tão fundamental para quem está “mochilando” já que em Oahu o ônibus funciona razoávelmente bem. Apesar de ser muuuito lento e parar em um ponto a cada 100 metros, cobre toda a ilha, o que não acontece em Maui!

 

Da plataforma olhando para o U.S.S. Arizona afundado. Pearl Harbor-Oahu.

Da plataforma olhando para o U.S.S. Arizona afundado. Pearl Harbor-Oahu.

O bom de ficar hospedado em Waikiki é que o custo dos hotéis acaba caindo um pouco pela enorme concorrência e fica central para fazer os passeios ao redor. Pearl Harbor é um deles e bacana para quem quer também um pouquinho de cultura e história! O navio bombardeado e afundado pelos japoneses, U.S.S. Arizona, ainda está lá no fundo do mar junto com sua tripulação e podemos vê-lo (o que restou dele) de uma plataforma aquática graças à transparência da água! Emocionante e triste ao mesmo tempo! O memorial conta a história trágica sobre o que os malvados japas fizeram mas omitem o fim da história: Hiroshima e Nagasaki! Típico do americano que tem mania de ser o herói sempre….

 

 

  Falando um pouco dos havaianos venho confirmar o boato que rola: são marrentos pra caramba, nada “sangue bom”

Campeonato mundial de surf. North Shore, Oahu.

Campeonato mundial de surf. North Shore, Oahu.

e muito menos “da paz”! Já sabia da fama dos surfistas locais que não deixam nenhum haole surfar a “SUA” onda! Total propriedade privada e como para as ondas, as regras valem para outras coisas também como os estacionamentos! Se é a última vaga e tem um havaiano chegando atrás de você, esquece…, a vaga é dele e ai de você se encarar! Bife contou que uma vez até no campeonato mundial um havaiano expulsou de uma onda um outro concorrente! Bizarro…

Falando em mundial, chegamos bem no meio da Tríplice Coroa 2013 que engloba as etapas de Haleiwa, Pipeline e Sunset! Fomos em busca das ondas gigantes o que acabou virando uma saga pois para o North Shore são mais ou menos 2h e pouco de ônibus de Waikiki, que te deixa em um ponto específico. Ficamos em Waimea, local com as maiores ondas do mundo e… NADA! Tava uma lagoa, não tinha onda nenhuma e no lugar dos surfistas famosos tinha só uma galera fazendo snorkel! Andamos uns 10Km pela costa passando por Papukea, Pipeline e Sunset e… MERRECA! Até tinha umas marolas mas a previsão para o próximo swell ía demorar uns dias e o campeonato estava suspenso! Ganhamos em troca um dia incrível nessas praias que são espetaculares de lindas! Água transparente, coqueiros, areia fina e branca! O clima do North Shore é bem mais bacana que o de Waikiki e para quem conhece Bali é como Uluwatu para Kuta! Poucos turistas, a maioria jovem, clima bem mais light, sem prédios ou mega hotéis e casinhas super charmosas na beira das praias! É até difícil achar um restaurante ou lugar para comer! Lembrou um pouco Saquarema e Itaúna só que beeeeeemmmm (mais beeeem) melhoradas!!!

Uma das praias preferidas: Papukea Beach no North Shore. Oahu.

Uma das praias preferidas: Papukea Beach no North Shore. Oahu.

 

E nada de onda... Pipeline, North Shore. Ilha de Oahu.

E nada de onda… Pipeline, North Shore. Ilha de Oahu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por do sol na ilha de  Maui, tem presente melhor?

Por do sol na ilha de Maui, tem presente melhor?

Partimos então para Maui e o único jeito de ir de uma ilha para outra é voando! Não rola ferry no meio das ondas grandes do inverno! Maui é bem mais encantadora e paradisíaca! Destino perfeito para os casais em lua-de-mel e para famílias! Ficamos em Kihei, um ponto super agradável e calmo da ilha e tivemos que alugar um carro para conhecer o resto! E “QUE” resto!!! Nunca vi nada igual e Big Beach/Little Beach ficaram no coração…, guardadas para sempre como uma das melhores praias do mundo junto com as ilhas Gili perto de Bali! Maui é bem grande e para conhecer tudo precisa de pelo menos 2 dias de carro!

 

 

 

Praias de Maui: sem prédios altos, clima mais tranquilo!

Praias de Maui: sem prédios altos, clima mais tranquilo!

Na costa oeste ficam as praias de hotéis e no leste fica a famosa estrada para Hana, uma das mais bonitas do mundo! Vai beirando a costa e o vulcão, é cheia de curvas e paradas cênicas, cachoeiras, vegetação e flores lindas! Demoramos quase o dia todo nela que é muito maior do que achamos que seria e dá para combinar com o topo do vulcão para um por do sol! Abastecer de comida antes é fundametal pois não tem muito o que comprar no caminho para comer! Bem roots mesmo e em alguns pontos chega a ser aventureira e perigosa! No topo da costa venta muito, é cheio de curvinha fechada e só passa um carro em vários pontos… Detalhe que a estrada é de mão dupla! Amamos!!!

Estrada para Hana: vulcão de um lado e mar do outro! Ilha de Maui.

Estrada para Hana: vulcão de um lado e mar do outro! Ilha de Maui.

 

 

 Pois bem, o tal picnic do início do texto foi aqui em Maui e de frente para o por do sol mais bonito da viagem até então junto com Grécia e Tailândia! E para nós veio bem a calhar já que restaurantes e o custo de vida é caro no Hawai! Um dos países mais caros da viagem! Mas fala sério…, quem precisa de restaurante??? E assim nossa cabeça vai mudando aos poucos, sem percebermos! Porque não fazemos isso no Rio com mais frequência? Na Lagoa por exemplo…

 

 

 

Praia de areia preta. Estrada para Hana, Maui.

Praia de areia preta. Estrada para Hana, Maui.

 

Deixamos mais uns dois dias para Oahu para uma segunda tentativa de ver o campeonato de surf e também não foi dessa vez! O swell se escondeu da gente! Fomos embora tristes e isso é muito bom nessa altura do campeonato pois significa que apesar de já termos visto muito pela estrada afora, mais um lugar nos surpreendeu e conseguiu superar as expectativas! Hawai: um dia nos verá de novo…, sem dúvida!!! Até lá!

A praia mais linda do Hawai: Big Beach (e Little Beach)..., e EU boiando!

A praia mais linda do Hawai: Big Beach (e Little Beach)…, e EU boiando!

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