Um dia de fúria – Bife (… e Mel)

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by on Março 9, 2013 at 7:37 pm

Açougue vendendo cabeça de cabra! Usam para sopa!!!! Eca!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

(BIFE) – Entramos na Jordania vindo de Israel e como era de se esperar a diferença dos ônibus dos 2 países já deixou claro que estávamos voltando para o mundo Árabe. Principalmente pelo respeito com a população. Já de cara, depois de negociarmos o preço das passagens (sim tudo se negocia) e estarmos sentados, o carinha vem e fala que eu teria que pagar uma taxa pelas 2 mochilas que estavam no bagageiro do ônibus!! Já voltei a me estressar com essas coisas e falei que não ia pagar porra nenhuma!! Ele que tivesse falado antes!! Como gostam fazer os outros de otário….

Wild Jordan Café em Amman-imperdível!!!

Chegamos a Amman, capital da Jordania com quase 3 milhões de habitantes e com NADA em especial. Somente uma ruazinha com uns restaurantes legais, mas no RJ estamos cheios de ruas legais tb. As mesquitas e construções típicas dessa região são bem menos legais do que no Cairo. Visitamos Jerash, 1 hora de distância, cidade bem pequena com umas ruínas interessantes. Valeu a visita de meio dia. Deslocamento fácil.

Partimos para Petra. Isso sim é interessante e vale a pena!!! Muito bonito…fantástico…como a Mel falou reservem 2 dias inteiros. Os hotéis na cidade são muito baratos: ficamos em 1 quarto duplo com TV de plasma, café da manha, aquecedor, WIFI….por U$ 25,00…bem menos do que uma pousada vagabunda em Iguaba por exemplo. Como o Brasil está caro…

O monastério – Petra

Como já havíamos visitado o Mar Morto pelo lado de Israel, fomos para o deserto de Wadi Rum, que é considerado o segundo maior ponto turístico do país. Particularmente eu não acho bonito paisagem de deserto…depois de 1 horinha fica tudo igual…não muda nunca…ainda mais aqui no Oriente Médio que é um grande deserto com cidades no meio (andamos 8 horas de ônibus com a MESMA paisagem por exemplo). A Mel queria ter a experiência de dormir no deserto em uma tenda bedúina…aquela coisa toda…então blz…fomos fazer um passeio de 1 noite. Já tive a experiência de fazer um passeio desses no deserto de Thar (Índia) e nem tinha me amarrado…eram 2 dias andando de camelo e dormindo no chão…lembro que andei no camelo a primeira hora de depois puxei o camelo por 30 Km!! Achei o maior saco…ainda mais para homem que tem s….Para os que curtem legal para os que não curtem muito sugiro um passeio de 1 dia que já esta de muito bom tamanho….

 

Como havíamos decidido voltar para o Egito (para pegar nosso próximo vôo para o Catar) por terra para economizarmos nas passagens aéreas, fomos para a cidade de Aqaba que fica bem perto da fronteira do Egito e Israel.

 

Da cidade de Aqaba na costa da Jordânia. À esq Egito…, à direita Israel!

(MEL) – Continuando pelo marido para que vocês não achem que só ele reclama…, neste dia começa o nosso “dia de fúria”!!! A princípio iríamos de ferry direto para uma cidade no Egito que fica na costa (Nweigba). Mas acabou que um jordaniano gente boa que trabalhava no hotel deu um conselho de “grego” para a gente que ao invés de confiar na nossa “Bíblia” (Lonely Planet)…, ouvimos o amigo! Ele disse que saindo da Jordânia para a fronteira de Israel, atravessando a mesma e indo direto para a fronteira do Egito, sairia mais rápido e mais barato! Futuros viajantes: não façam isso!!! 1) Sai caro pois temos que pagar as taxas de saída por terra (Ex: cruzamos a fronteira de Israel em 20 minutos e pagamos 50 dólares só por passar por lá!)

2) Israel não carimba no passaporte mas o idiota da imigração do Egito carimbou a nossa entrada! E acreditem ou não isto foi um mega problema para a gente pois é indício de que passamos por Israel já que o nome da fronteira sai no carimbo!

3) O visto nesta fronteira é dado só para a costa do Mar Vermelho e Sinai…, não tínhamos autorização para voltar ao Cairo, de onde nosso vôo para Doha partia. Viramos “suspeitos” ao invés de turistas…, só por termos passado 15 minutos em Israel!!!

4) Tivemos que pagar uma agência só para nos dar uma carta de recomendação (100 dolares a brincadeira) para que trocassem nosso visto pelo integral.

5) Isso nos tomou um dia inteiro mais a perda do meu cartão de débito na confusão…!!!!

Exaustos…, conseguimos finalmente voltar ao Cairo e rezar para que a imigração em Doha (Qatar) não veja os carimbos no nosso passaporte!!! Qualquer indício de passagem por Israel = ENTRADA VETADA!!!!

O Deserto de Wadi-Rum e a hospitalidade dos Beduínos. Jordânia!

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by on Março 8, 2013 at 9:48 pm

No deserto de Wadi-Rum

Apesar do frio (0 a 15 graus) resolvemos viver esta imersão cultural passando um dia e uma noite em Wadi-Rum, o deserto da Jordânia (4h de Petra by bus). Impasse: Bife tinha dúvidas por experiências anteriores em desertos mas depois ele fará seu relato! Eu AMEI! Acho um silêncio e uma paz sem igual! E dos que eu já fui (Atacama e Namíbia), o Wadi-Rum foi o mais bonito! Escolhemos ficar à noite para sentir na pele como vivem os beduínos, povo nômade que aqui perambula e mora há milênios. A gente acha que essas coisas só existem em filmes mas os beduínos nômades viraram esteriótipo do árabe do deserto (aqueles com túnicas brancas e pano vermelho na cabeça com aréola preta, em cima de camelos)…, e existem até hoje.

 

Nossa “casa” no deserto…, o acampamento!

Ao pisar nas areias avermelhadas circundadas pelas enormes “Sandrocks” já pude entender o motivo de tanto pano: é areia para tudo quanto é canto! O vento levanta tudo e Bife ficou “à milanesa”. Nossos tênis e meias…, areia pura! De dia o sol é parceiro e esquenta mas quando ele se põe (… em grande estilo por sinal), é um frio de congelar!

Terra de “Lawrence das arábias”

 

 

Andamos de 4X4 pelo deserto parando nos pontos de destaque e almoçamos na tenda de uma família de beduínos. O tio mais velho tocou para a gente um instrumento muito bacana (o mais perto da minha viola que cheguei até agora!). Bife…, como sempre…, cochilou!!! (Leco…, faltou o ovinho que você deu pra ele!!!)

No fim do dia chegamos ao nosso acampamento, bem melhor do que esperávamos! Na meiuca do deserto e do silêncio, tinha até pista de dança para a alta temporada e uma comidinha bem boa e caseira! Pele de ovelha nas tendas e cobertores bem grossos não conseguiram barrar o frio da noite e como um Deja Vú bem real, voltamos aos “Kilimanjaros Fellings”…, torcendo para o sol sair logo!

É um beduíno!!! Detalhe do tio no fundo!

 

 

 

O beduíno e a “viola”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saiu…, e partimos então para Aqba, última parada na Jordânia e de volta ao Mar Vermelho. Cidade de “praia” de onde se vê parte de Israel e parte do Egito, para o qual voltaremos pois de lá sai nosso próximo vôo: Qatar e Arábias…, aí vamos nós!!!

Mel e Bife

 

Tem paz maior? Me acharam???

 

 

 

 

 

 

 

As Pedras de Petra

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by on Março 7, 2013 at 8:26 pm

 

Pedras? Ou arte moderna? Petra.

 

Se me perguntarem hoje porquê o Cristo Redentor foi eleito uma das 7 Maravilhas do mundo moderno, respondo: não sei como! E olha que sou uma carioca bem apaixonada! É simplesmente incomparável ao que vimos nos nossos dois dias em Petra! Esta sim, faz juz ao seu título! Petra fica na cidade de Wadi Musa e consiste em uma inteira cidade escondida sob pedras com cores e formatos de deixar o queixo cair! A entrada é pelo “Siq”, cartão potal mostrado em todas as propagandas: aquela fenda imensa nas rochas com uma visão da primeira grande escavação/construção ao fundo…, o Treasury.

O famoso Treasury

 

Após pagar uma entrada cara (mais ou menos 70 dólares por pessoa para dois dias), caminha-se uns dois kilômetros por entre as fendas até este local (ou paga-se bem caro por um cavalo). Dele surge inesperadamente à nossa frente a entrada para a cidade “escondida”. Ao passarmos pela fenda já damos de cara com um templo enorme escavado nas rochas que data de A.C. chamado Treasury pois rezava a lenda que nele um faraó escondeu seu tesouro. Ninguém achou mas o nome ficou.

 

Bom…, quem aqui vivia era uma população árabe bem antiga e que usava estas terras como rota comercial para as arábias e para as Índias, cobrando taxas e cuidando das carroças e da segurança dos viajantes. Para variar, como todo ponto de interesse do mundo antigo, Petra foi invadida e dominada pelos romanos! Ao descobrirem novas e melhores rotas…, abandonada, Petra ficou para ser descoberta milênios depois pelos arqueólogos que escavaram a região.

 

 

 

Quem fica um dia só perde a imensidão de detalhes, caminhos e vistas que Petra tem para nos oferecer e três dias é um certo exagero para o turista comum. Lá dentro é imenso e nós dois que gostamos de trekkings e caminhadas longas, devemos ter andado uns 8 a 10 Km por dia entre subidas e descidas. Existem 3 trilhas pelas colinas que levam a 3 pontos de destaque diferentes (média 40 minutos de subida cada). Cada um dos três vale a subida!

As escavações parecem gigantes obras de arte já que as pedras de Petra são avermelhadas e bem coloridas em alguns pontos…, principalmente no pôr do sol! Lá dentro tem uns restaurantes e bares bem rústicos mais super agradáveis de perder uma horinha para descansar e tomar um chá feito pelos beduínos que aqui vivem!

Bom, resumindo Petra: as fotos valem mais que as palavras!!! (Não as percam na aba imagens em breve!)

Na tenda dos beduínos

A foto clássica!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

A cidade ao redor não tem muita estrutura para turismo mas um bar vale a pena apesar do preço salgado: o CAVE PUB, bem perto do portão de Petra. Relatado como o pub mais antigo do mundo, foi lá que comemoramos o aniversário do Bife!

UM BRINDE E PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Comemorando o aniversário no Pub mais antigo do mundo!

De Israel às terras árabes da Jordânia: em 15 minutos!!!

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by on Março 6, 2013 at 4:26 pm

 

O rei e o plebeu

De um lado do Mar Morto Israel, do outro, Jordânia! Simples assim. Atravessamos a fronteira em Jerusalem sem muita demora pois já tínhamos tirado o visto em Tel-Aviv. Os judeus alfinetavam: “olha…, lá não é como aqui!” E no fim das contas tem sido muito melhor do que imaginávamos. O árabe de modo geral é meio porcalhão e sem muitos modos. Grosseirão no modo de falar e fuma horrores! Tudo cheira a cigarro! Mas aqui na Jordânia, não sei se pelo regime monárquico, as pessoas são mais elitizadas e educadas. E por incrível que pareça até os taxistas! Tirando as atrações turísticas como Petra, o custo de vida é bem mais barato que Israel e aqui ficaremos com certeza abaixo do orçamento!

Chegamos em Amman (capital) e lá ficamos dois dias (suficiente). Rodamos por lá no primeiro vendo os vestígios das ruínas romanas que datam de A.C. na própria Amman e em Jerash, cidade há 1h da capital. Resumindo a história que é a mesma de quase todo o Oriente Médio: os gregos chegaram primeiro dominando a área (o famoso Alexandre O Grande). Foram invadidos pelos romanos responsáveis por grandes construções que perderam as terras anos depois para os muçulmanos. Sob o domínio e rápida expansão árabe-islâmica, vieram da Europa as Cruzadas, expedições militares para difusão do Cristianismo que vinha perdendo sua força. Invadiram, mataram e impuseram a religião na marra ou pelo menos não deixaram que os árabes expandissem mais suas terras… Há males que vem para o bem! Se não fossem as Cruzadas, nós, mulheres ocidentais, estaríamos hoje todas de burca, rezando 5X por dia e dividindo nossos maridos com mais outras “amigas”!!!

As ruínas romanas são impressionantes! Em Jerash tem praticamente uma cidade inteira: igrejas, templos, teatros, ruas… Tudo de mais de 2000 anos atrás!

Amman

Jerash

 

 

 

 

 

 

 

 

Após o longo dia fomos na Rainbow Street (rua que não tem nada a ver com o movimento gay) onde ficam os restaurantes e cafés. Não é fácil andar por aqui já que Amman é um conjunto de 19 colinas. Parece de longe um monte de “Rocinhas” juntas mas as casas são bem mais bonitas e na fachada de um monte tem a bandeira da Jordânia e a foto da família real. Aliás…, família bonita e chique…, pricipalmente a rainha que “briga” com Carla Bruni pelos holofotes! Difícil escolha!!!

A moda na Jordânia

 

Seguimos ansiosos para Petra, uma das 7 maravilhas do mundo moderno…, que fica a 4h de Amman de ônibus. Na verdade ônibus mesmo por aqui é raro! Ou é um miniônibus (tipo uma van) ou taxis divididos (estes eu achei muito bacana e sai bem mais barato pra todo mundo).

Ruínas romanas em Jerash

Idem…, Jerash

Já que muitos pediram: Bife…, de Israel!

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by on Março 4, 2013 at 6:43 pm

 

Old City – Jerusalem

Cheguei a Israel sem grandes expectativas. Para falar a verdade, até com um pouco de implicância em função dos Israelenses com quem cruzei em outras viagens: folgados, espaçosos e com fama de gostarem de uma confusão. Muito disso em função do regime militar do país que exige que TODOS passem 3 anos no exército. Imagina só, os caras passam dos 18 aos 21 anos trancados no exército no auge da fase da putaria da vida e aí quando saem é comum que façam uma viagem longa como a que estamos fazendo…e acabam querendo “recuperar o tempo perdido” fazendo merda (claro que há exceções). Cruzamos a fronteira do Egito e IMEDIATAMENTE tive a sensação de entrar em outro mundo..quanta diferença em apenas poucos metros..como pode? Chega a ser engraçado de ver…legal essa grande diferença cultural…passada a imigração já havia um ônibus esperando (da única empresa do país e excelente por sinal) que passava pela cidade, pelo aeroporto e pela rodoviária…preço tabelado..motorista supereducado….que facilidade enorme de viajar!!!

Em 20 minutos já estávamos comprando o ticket para Tel Aviv!! Em 5 horas já tínhamos cruzado o país e chegamos ao hotel, aonde fomos atendidos superbem. Essa primeira impressão já me fez mudar um pouco de idéia.

Começamos a conhecer o país (conforme a Mel relatou no blog) por Tel Aviv, que me impressionou muito: galera jovem e bonita, pessoas educadas e solícitas, transporte eficiente, praia legal, lojas de sucos e restaurantes saudáveis….gostei muito da cidade!! Foi bom poder andar na rua sem se preocupar com neguinho querendo te roubar o tempo todo!!! O ônibus tem preço tabelado, o taxi tem taximetro, os mercados tem preços expostos….

De lá seguimos para Haifa para ver o tal jardim “mais bonito do mundo”…porra nenhuma…legalzinho mas nada de mais…vale no máximo uma day trip e olhe lá. Foi legal para conhecermos a religião BAHAI…

Chegamos em Jerusalem e já podemos ver a força da religião: vários ônibus de turismo com fiéis que vem do mundo todo para a cidade SAGRADA. Acredito que a Old City seja o quilômetro quadrado com a maior concentração de fanáticos do mundo!!! E o mais legal: de VÁRIAS religiões: católicos, muçulmanos, judeus….apesar de ser ateu gosto muito de ver e entender o comportamento de todas as religiões.

Quando pensava que o muçulmano era o mais fanático de todos, vi o que considerei a manifestação mais chocante e marcante: os Judeus rezando no muro das lamentaçõe!!! Algo inacreditável!!! Vários em pé, de frente para a parede, com um livro na mão, inclinando a cabeça para a frente com movimentos rápidos…..fiquei parado por um tempo, dentro da área permitida para homens somente, olhando pasmo….resolvi entrar em uma parte coberta aonde as manifestações eram ainda maiores…..impressionante….até que percebi que estavam me olhando “estranho”….pensei que estivessem achando que eu era um árabe infiltrado (tanta gente conversa comigo em árabe que até tô achando que devo ser parecido com eles mesmo)…mas comecei a reparar que eu era o ÚNICO sem o kipá (chapeuzinho)….fiquei constrangido e fui embora (não gosto de desrrespeitar a cultura e hábitos)…..acabei descobrindo que só podia entrar com….

 

Sai do muro bem impressionado, achando que já tinha visto de tudo, até que resolvemos ir direto para a parte católica ver o túmulo de Jesus……e aí vi que a vida é a melhor escola que podemos ter….imaginem católicos vindo do mundo inteiro, muitos através de peregrinações, com o objetivo de ver JESUS?? Só podia dar no que deu: fiquei ainda mais em dúvida de qual religião consegue ser a mais influente e com maior poder de convencimento….só mesmo vendo para crer…..

Em resumo, viajar por Israel é muito fácil: os ônibus são confiáveis e com uma boa malha, as estradas são fantásticas, os trens ídem, os taxistas não são ladrões e as pessoas sempre tentam ajudar com informações. Mesmo os marinheiros de primeira viagem não terão qualquer problema.

O “Mar” Morto

A única desvantagem é o preço do país. Tudo é caro:

– Restaurantes: mesmo preço do RJ. Uma salada custa mais ou menos R$20,00, um prato R$ 30,00 (não estou falando de nada chique não!!!, coisa básica)

– Hotéis: um quarto duplo em um albergue custa U$ 60,00 a U$ 70,00. Dá para pegar menos em hotéis com desconto da internet do que nos albergues (para quem quer um quarto duplo).

– Visto: Pagamos uma taxa de saída de U$45,00, na entrada não se paga nada. Não precisa de visto para visitar o país.

– Onibus de Tel Aviv para Jerusalem: U$ 5,00 sai de 15 em 15 minutos (esse até que é justo!!! Tem até WIFI nos ônibus!!!)

Uma dica para quem pretende um dia visitar algum país árabe: peça na imigração para carimbarem a entrada de Israel em uma folha que não seja do seu passaporte. Vários países Árabes não permitem a entrada de quem já esteve em Israel.

Indico MUITO uma visita para Israel. Para quem é religioso diria que é imperdível!! Para quem não é ídem!!!

 

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Exército na ruas

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Nosso primeiro amigo!!!

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Um Kibutz

Vida de mochileiro: “nem tudo são flores!”

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by on Março 1, 2013 at 6:18 pm

Relendo algumas páginas do site fiz de cara uma auto crítica: onde estão nossas derrotas??? Como disse antes, a tendência de todo ser humano é registrar vitórias ou alegrias…, afinal, quem tira foto de um enterro ou chorando? Todo mundo quer “ficar bem na foto”! Mas o nosso objetivo é registrar tudo para nossos leitores, fielmente à realidade já que dados de uma viagem longa como a nossa são pouquíssimos. Bife talvez seja a melhor fonte!!! Lê tudo desde moleque!
Não gente…, nem tudo são flores!!! Tentarei resumir abaixo muitos dos nossos “espinhos” pelo caminho. Nada desesperador…, pelo contrário! Faz a conquista ficar mais gostosa ainda!!!

1) O peso das mochilas:

Não adianta. Chega uma hora que você não agüenta! Já me desfiz de duas sandálias, esmaltes, despachei várias blusinhas e os Lonely Planets já usados. No máximo 14-15 Kg é o ideal. A do Bife tem 8Kg! Cansa muito o dia a dia mental (muita informação) e fisicamente e sempre nos damos um dia off de passeios em cada país para ficar no hotel ou sentar em um café e relaxar ou dar uma corrida… Não dá para ficarmos frenéticos apesar da vontade de conhecer tudo. São 360 dias…!!!

Na adaptação… Detalhe: esta sandália já ficou pelo caminho!

 

 

 

 

 

 

2) Ficamos mais feios e sujinhos:

O cabelo sem corte, as cutículas e unhas feias, a pele seca, a falta da academia/malhação e a mesma roupa sempre. Difícil também não provar das diferentes comidas e doces que vemos. Kilos a mais… A roupa fica surrada de tanto uso. Lavamos a cada 15 dias e muitas vezes na mão (chuveiro) pois não é barato nos hotéis! Saudade de ficar horas no salão… O mochilão então…, tá imundo!!!

3) O trabalho de toda noite:

Bife na estratégia. Lê o Lonely Planet e fica no IPad vendo vôos, resolvendo vistos, roteiros, reservando os hotéis. O Expedia é uma excelente dica. Site que oferece descontos de última hora. Já ficamos em 5 estrelas pelo preço de 2. Eu “trabalho” no blog e nas fotos salvando tudo também no HD externo. Lemos e programamos juntos o que faremos no dia seguinte.

He… he…!

 

4) Perdas e Danos:

Relaxa! Com todo esse vai e vem é muito difícil não esquecer nada pelo caminho ou até mesmo ser furtado. A dica é andar sempre com as coisas de valor, não deixar nada em hotéis! Ruim pelo peso porém mais seguro! Nossa filmadora se foi…, com os filmes do Kilimanjaro! Achamos que roubaram em Moçambique. Estava escondida no meio do mochilão…, sumiu! Maior tristeza quando descobrimos!

5) IPad, IPhone, Ultrabook, duas câmeras SLR, lentes, tripé, GoPro, HD externo, carregador solar:

Ufa…, haja tralha! E pra carregar tudo? As vezes só temos 1 tomada… Carregador universal é fundamental e um certo planejamento. Tudo é importante pra caramba e é nossa ferramenta diária! O Skype então, essencial!

6) Em quantas camas já dormimos?

Até agora 29 camas. Em 2 meses de viagem! De modo geral albergues sem muito conforto exceto quando conseguimos uma boa promoção de última hora! Aí nos permitimos um dia de luxo! Ontem por exemplo cozinhei pela primeira vez! Estava com saudade! Ficamos em um hotel bacana em Jerusalém com cozinha! É tanto desapego que quando ficamos mais de três noites no mesmo hotel, nos sentimos em casa! Só não pode ter barulho que aí Bife muda rapidinho! Não consegue dormir! Nesse ponto anos de plantão me ajudam!!!

Sou minha própria cozinheira e cabeleireira! Hidratação com macarrão…

7) Faltam amigos, conversas, risadas

Sentimos muita falta de uma galera para sair junto, jantar, beber um vinho e jogar conversa fora (em português). Até agora, por onde passamos, impossível fazer amizade tirando Israel onde conhecemos umas pessoas bem legais. Como sentar com uma muçulma de burca e puxar assunto? O mais perto que cheguei foi quando uma delas me pediu para tirar uma foto com ela! Ou seja…, a estranha era EU!!! Portanto amigos façam a caridade de vir nos visitar pela estrada!!! Adoraremos!!! Rui, Chris, Leco e Isa já estão confirmados!!!

 

 

8) Comprinhas mulheres? Nem pensar!!!

Passo batida e mal olho as coisas para não me doer o coração! Não dá para carregar o mundo nas costas (literalmente). Mas ficamos muito felizes que nosso primeiro despacho de correio chegou no Brasil são e salvo!!! Ainda assim tudo é muito caro para o nosso orçamento apesar de termos deixado uma reserva para compras pois só de Lonely Planet dá uma grana! Por que não baixamos da internet por mais barato e menos peso? Somos dois cabeças dura à moda antiga que ainda gostam de ler em livros e não na tela! E a maioria dos hotéis que passamos tem um a coisa muito bacana que é um troca livros! Você deixa o seu lido e pega um novo! Prático e custo zero!

9) O medo de ficar doente

Fizemos um bom plano de saúde mas vocês não acreditam no naipe dos hospitais que passamos! Tento sempre visitá-los de alguma forma quando posso entrar. Nossa farmácia tá bem completa mas não basta para algo mais sério. Há uns dias atrás, quando ainda estávamos em Israel, um foguete vindo da Palestina explodiu no sul. Bem longe da gente mas podia ser perto…, quem sabe? O clima no Oriente Médio é de tensão constante!

10) O intestino não ajuda

Comidas boas… e ruins!

Mas também coitado…, é uma bagunça só! Quando ele começa a se acostumar com a comida local…, mudamos!!! Incontáveis diarréias do viajante (vulgo “piriris”) pelo caminho, principalmente na África! Teve uma noite que Bife virou carne seca e achei que fosse para o soro mas o santo Vonau nos ajudou!

12) Notas de dólar ambulantes

Assim somos vistos. Chega uma hora que cansa ser turista…, todo mundo quer dar uma de malandro pra cima de você! Vender engodos (“Fish Food” como falamos) ou mais chamados programas de índio…, roubar no taxímetro, empurrar compras… Taxistas são os piores! Chegam a dizer que o hotel que estamos procurando fechou para que você vá para o que ele indicar já que ganham comissão…, é mole? Os”tips”(gorjetas) então…, irritam! Parece até que é uma obrigação! E quando não damos tratam mal e olham de cara feia! Combinamos de selecionar e só damos para quem realmente gostamos. Não tem como ser muito generoso (em dólar) numa viagem destas onde o orçamento é apertado!

13) E nós dois, 24h por dia juntos…, como está sendo?

O que pode ser um problema para muitos casais com forte personalidade e gostos diferentes, não tem sido para gente! A convivência está ótima…, lua de mel eterna! Até por questão de gosto e importância que damos, Bife sempre escolhe os hotéis e eu os restaurantes. Ele programa o longo prazo e eu o hoje e o amanhã… Procuramos ceder sempre num impasse. Uma vez ou outra implicamos um com o outro (como todo bom casal) mas sempre bobeiras resolvidas na hora… Estamos tirando de letra!

11) A adaptação

Mas o ser humano é realmente impressionante…! Nos adaptamos a tudo e a todos! Bife já dorme com claridade, eu já nem lembro mais das unhas. Bife almoçava cedo e eu tarde…, adaptamos para um meio termo! Depois do Kilimanjaro, qualquer banheiro é um luxo! Uso a mesma camisa 5 dias…, acreditam? (Mas ainda me importo…, Rs…!!!). O mais difícil foi como me acertar com o mochilão…, onde botar o quê… Agora já vejo como um armário de casa…, já sei onde está cada item!

 

O frio…

 

… e o calor!

 

 

 

 

 

 

 

E o mais impressionante de tudo??????? Não temos a menor vontade de voltar apesar da saudade!!! Parece que acabamos de sair do Rio e ficamos tristes só de lembrar que isso tudo um dia vai acabar! Ficará eternamente nas boas lembranças e nas páginas desse blog!

 

 

 

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