Jerusalem: a “Torre de Babel” das religiões

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by on Fevereiro 28, 2013 at 10:30 pm

Old Jerusalem

Cidade de Davi

 

 

 

 

 

 

 

 

Já foi de todo mundo um pouco. Lugar estratégico no mundo antigo, muitos passaram por suas terras. O rei Davi (A.C.) aqui se estabeleceu por ser uma área central, fortificando as fronteiras para que dele ninguém a tomasse. Coitado…, pelo menos uns 5 conquistadores vieram depois entre gregos, romanos e árabes… O grande e primeiro templo do judaísmo…, destruído. A segunda reconstrução do mesmo idem! Sobrou um muro onde os judeus que aqui viviam, expulsos de suas terras (primeiro exílio de muitos que se seguiram), vinham para se lamentar. O “Muro da Lamentações”, nome dado a ele hoje em dia ou “Western Wall”, como os judeus o chamam (que não gostam do apelido perjorativo).

“The Wall” – O muro

Jerusalém já era terra santa muito antes de Cristo. Foi aqui que Abraão falou com Deus muitas vezes e aqui que ele ofereceu à Deus a vida de seu filho Isaac (ou Ismael para os muçulmanos) como prova de sua fé. Da sua idolatria derivou o judaísmo. Islamismo e Cristianismo, que divergem em alguns pontos da mesma história, vieram depois. Bom…, a história de Jesus não preciso contar mas nascido judeu sendo inclusive circuncisado (mandamento de Deus presente no Torá), mal sabia que daria origem a uma nova contagem do tempo e à uma nova vertente religiosa que hoje é a mais predominante: o Cristianismo. Atraiu milhares de seguidores disseminando a mensagem de Deus. Ficou famoso, mais famoso que o rei que nada gostou. O rei duvidou de sua palavra assim como a população restante que preferiu sua crucificação à de Barrabás. Manteve-se firme em suas certezas dando sua vida como prova.

Aqui Moisés foi a montanha e recebeu 10 mandamentos de Deus. Por aqui Maomé passou.

Jerusalém foi palco de toda a história santa. O Torá, Bíblia ou Corão falam sobre todos os profetas. Portanto é atualmente um lugar visitado por fiéis das três religiões. Para nós dois foi muito interessante ver os diferentes tipos e intensidades de fé, de rezas, de modos de rezar.

Judeus

Cristãos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas se pensam que a cidade é antiguinha e bucólica esqueçam. Anos se passaram e ao redor dos altos muros da agora chamada “Old Jerusalem”, formou-se uma grande e “nova” cidade. Trem, cafés, restaurantes, lojas, hotéis se espalham e no meio uma multidão de turistas.

Via Crúcis (Dolorosa) em Old Jerusalem

New City

 

 

 

 

 

 

 

 

Dentro da ainda fortificada Old Jerusalém visitamos a Igreja do Santo Sepulcro onde Jesus está enterrado e logo ao lado, o ponto onde foi crucificado. Milhares de pessoas do mundo todo vêm para beijar ambos os lugares e limpá-los com um paninho. Uns trazem fotos de outras pessoas, outros receitas médicas, outros deixam dinheiro (?)…, tem de tudo! Mãe, comprei sua medalinha e fiquei numa fila imensa para benzê-las nestes dois lugares. Ah…, esqueci de dizer que o caminho para chegar na Igreja é nada mais nada menos do que a Via Dolorosa (ou Via Crúcis) com todas as suas estações. Para cada qual, um ponto de parada. Muita gente aluga uma cruz para carregar pelo caminho. Jovens ou bem idosos. Ambulantes ou cadeirantes! É tudo bem intenso e comove muito ver a comoção das pessoas.   

 

Tumba de Maria

O Santo Sepulcro – Jesus

 

 

 

 

 

 

 

 

Fomos também na cova de Maria que fica na base do Monte das Oliveiras, de onde Jesus ascendeu aos céus…, e na gruta onde Judas traiu Jesus. Neste existe um enorme cemitério hoje em dia já que muitos querem ser enterrados aí pelo seu significado.

Saindo um pouco do circuito cristão (e a Old City é dividida assim: quarteirão cristão, muçuçmano, judeu e armênio), visitamos o “Muro das Lamentações”. Esse sim é bizarro! Simbolo judaico sagrado por ter sido parte do antigo templo, é dividido em dois lados: masculino e feminino. Sendo o lado masculino 3/4 e o feminino 1/4 (?). As pessoas ficam rezando e chorando com a cabeça no muro, um empurra empurra só no lado feminino (apertadinho), e colocam nas frestas do muro bilhetes com pedidos (mãe…, também coloquei nosso nome lá!). Saem de ré… Acho que não podem dar as costas para o muro. A população que vem é bem mais jovem que a do quarteirão cristão e bem mais emotiva! De longe já podemos ouvir uma mistura de lamúrios. Soa como um mantra se fecharmos os olhos!

Os bilhetes no muro com pedidos

Homens só entram de Kipá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O muro é a divisória exata entre judeus e muçulmanos já que atrás dele fica a “Dome of the Rocks”, local sagrado para ambos mas só permitida a entrada para os muçulmanos. Nós, turistas só podemos ver por fora o local que abriga a Pedra Fundamental, topo de Jerusalém na época santa, onde Isaac foi oferecido para sacrifício. Maomé também parou aqui em seu destino aos céus, conta o Corão.

Dome of the Rocks e a Pedra Fundamental

Deixei meus pedidos!

 

 

 

 

 

 

 

 

Falando de política é uma confusão ainda maior pois Israel e Palestina brigam pelo domínio sobre a cidade, atual capital de Israel. Existem ônibus separado para árabes e judeus, bairros dominados por um ou outro. Ficamos em um hotel numa área árabe e tivemos que mudar pois nenhum taxista judeu queria nos levar até lá!

O clima é tenso!

A glorificação do exército

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passamos pelo bairro dos judeus ultra-ortodoxos e não fomos nem um pouco recebidos. Tem placa por todos os lados nas ruas dizendo: turistas, vocês não são benvindos por aqui. Não somos uma atração turística! São aqueles que usam chapelote, barbão e dois rabicós enrroladinhos nas laterais do cabelo (tipo um dreadlock). Milhões deles… As criancinhas também…

 

E por fim, fizemos a tão esperada Day-Trip até o Mar Morto! É uma experiencia incrível pois não há possibilidade de afundar por lá! De fora parece uma praia normal mas de perto, o mais obeso dos seres bóia! É tão densa a água que dá até para ler um livrinho sem encostar no fundo…, só boiando…! A lama do mar morto é curativa e tem vários produtos feitos dela. O plano de saúde cobre viagens até aqui de pessoas com determinadas doenças de pele tipo psoríase, acreditam??? A flutuabilidade ocorre devido à enorme quantidade de sal e minerais na água. Coloquei um pouco na língua e quase morri. Chega a arder a pele! Peixes e plantas…, coitados…, nenhum vivem…, daí o nome do Mar que na verdade não é mar e sim um grande lago situado 400m abaixo do nível do mar! Doido pois não achava que havia nada abaixo do nível do mar…

Desafio ao pessoal da X-DIVERS (curso de mergulho em www.xdivers.com.br)!!! E aí Rodrigo? Haja lastro…

O Mar Morto

Holocausto: O horror, o silêncio e a vergonha.

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by on Fevereiro 25, 2013 at 10:57 pm

Fotos tiradas do Google Imagens

“Pesava 28Kg quando fui libertada, sem família, sem mais nenhum ser vivo no mundo que eu conhecesse. Me apaixonei no hospital quando cheguei aos 38Kg pelo primeiro que me foi próximo. Casei ali mesmo. Não queria ficar sozinha. Ninguém mais queria. Meu véu foi feito pelas enfermeiras…, de ataduras. A falta da menstruação que tinha parado há tempos pela inanição não me fez perceber que tinha engravidado. Entrei em pânico. Aquela criança não podia nascer. Não podia mais na vida ouvir o choro de uma criança. Tentei o aborto de todo jeito mas não teve jeito… Prometi que ele cresceria sabendo de tudo que passei, dos piores desesperos. Anos se passaram depois disso. Nunca contei nada. Ninguém nunca conta.”

Esses e outros relatos de sobreviventes da pior história que o mundo já viveu, estão no Yad Vashem, museu oficial do Holocausto, em Jerusalém. O Lonely Planet recomendava 3h de museu. Na quarta, Bife, que já me esperava na saída, voltou para ver onde eu estava: na metade! Fiquei 5h lá dentro. Cinco horas de comoção, de dor, de vergonha alheia, de espanto, de estômago embrulhado. Com vontade de vomitar em cima de um mundo que se calou diante da aberração de caráter generalizada da sociedade nazista.

Como um homem, por melhor líder que fosse (e era), como um único homem conseguiu disseminar a maldade, a devastação de um povo e a indiferença diante da morte¿ Pergunta explicada em parte pelo momento político e sócio-econômico em que a Alemanha vivia na época. Degradada e humilhada após a Primeira Guerra, o sentimento nacionalista aflorava a cada dia… Com a economia fraca e a pobreza que se seguiu, um povo que lá bem vivia com sua organização e desempenho comercial conquistados após um exílio forçado, passou a ser visto como uma praga para a sociedade. Uma praga que se espalhasse podia acabar com a Alemanha já tão enfraquecida. Uma desculpa ou uma solução para que novamente os sofridos judeus migrassem. Não. Só que nas suas visões preconceituosas e animalescas, Hitler e seus seguidores não ficariam satisfeitos. Queriam agir como os predadores e o fizeram. O judeu tinha que morrer e ponto. A raça tinha que acabar. Mas como acabar com mais de 5.000.000 de pessoas¿ Quase conseguiram. Quase.

“A última vez que me lembro dela¿ Estávamos trabalhando nos campos. Ela já bem fraca. Mas mesmo assim eu a arrumava todos os dias para que ela parecesse mais jovem do que suas rugas pudessem deixar à mostra. Velhos e crianças eram os primeiros a morrerem. Ela virou para mim dizendo que estava doente e que ía desistir. Não aguentava mais segurar a enxada. Puxei-a pelos braços. Levanta, disse! E minutos depois, numa rápida distração pude apenas ouvir de longe suas últimas palavras. O guarda perguntou porque ela foi até ele e ela disse. Em lágrimas: estou doente, com febre, não consigo mais. Logo após…, o tiro! Foi a última vez que vi minha mãe…! Quantos anos eu tinha¿ Quatorze.”

Hitler começou com os guetos. Zoológico de judeus onde grades cercavam um bairro inteiro, comida mal chegava assim como qualquer outro suprimento. Gente chegava…, e de monte! A fome leva à doença, a sujeira trás a doença e a doença espalha rápido em multidões aglomeradas. As primeiras mortes vieram rápido. Mas em número, não era suficiente. Enquanto isso, crianças “arianas” cresciam com jogos “educativos” onde judeus eram os monstrinhos. Os campos de concentração vieram em seguida…, aí sim…, para extermínio em massa. Dos guetos partiam trens diários com placas “bidirecionais” com o nome do Gueto seguido pelo nome do campo. O que eles não imaginavam que a viagem era só de ida.

“ Eu trabalhava para eles. Tinha que fazer aquilo. Ficava ao lado da câmara da gás vendo um por um entrar. Achavam que tomariam um banho para a liberdade. A porta se fechava. O som começava. Tudo de novo. Todos os dias. Gritos. Choros. Uivos. Abríamos as portas e começava a cair. Um por um. As mesmas bocas abertas e olhos esbugalhados. Por vezes um último suspiro. Arranhões em todos os corpos. Como última tentativa de sair dali. Um por cima do outro. Como se desse. Depois de tudo ainda tínhamos que arrancar seus dentes. Os de ouro. Eu era o… dentista!”

Holocausto é um termo bíblico que significa “cremação dos corpos”. Nada mais adequado. Mas a fumaça de milhões deles só ultrapassou as fronteiras da Alemanha quando os primeiros judeus conseguiram escapar relatando seus piores pesadelos nos campos. Ou quando as primeiras cartas chegaram em mãos certas. A Segunda Guerra já havia estourado faz tempo. Judeus da Polônia, França, Itália, Rússia…, mortos! Onde a Alemanha nazista passava, comunidades inteiras eram exterminadas. Aonde estava o resto do mundo até então¿ Como deixaram um louco agir por tanto tempo¿ Algumas respostas de chefes de estado: “Se no meu país não tenho problemas raciais…, porquê então vou importar um¿” Vitória! A Alemanha recua. Hitler se suicida.

“ O que eu fiz no dia que me libertaram¿ Via aqueles soldados chegando. Todos felizes, rindo. Mas eu continuei sentada. Sem expressão. Pensei…, AGORA¿¿¿ De que adianta¿”

Bom gente…, desculpem as fotos horríveis e o texto dramático. Pensei muito antes de escolhe-las e de postar. Não queria parecer estar escrevendo para “O POVO” e muito menos ter um tom apelativo. Mas muitas vezes as pessoas tem apenas uma vaga idéia do que ocorreu. Eu que achava que já tinha visto o suficiente…, me enganei. O museu tem um acervo interminável e deveria existir para sempre. Para que o tempo, que tudo cura, nunca nos faça esquecer do inferno na terra. Daí a bonita união da comunidade judaica. Isso sim…, exemplo vivo e real de ressurreição.

“A Fé move montanhas…!” Mas…, fé em quê? Ou…, em quem? Mel…, de Israel.

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by on Fevereiro 24, 2013 at 9:06 pm

Baha’i Gardens

Apesar de ter estudado em colégio católico, nenhuma religião (até agora) me pegou! Tampouco me aprofundei muito já que todas se baseiam em relatos de pessoas que já morreram há milênios. Como garantir que não haja, em algum momento, algum telefone sem fio no meio do caminho? Como garantir que estas pessoas sequer existiram? Li uma vez em um livro uma frase bem interessante: “a história é sempre contada pelos vencedores pois quem já morreu não pode mais escrever”. Ou seja…, após tantas guerras será que a versão dos perdedores não seria mais real? Sem querer entrar em discussão pois religião, futebol e gosto não se discutem, tudo não passa de uma questão de FÉ! E eu tenho (agora sim) fé de que alguma coisa muito superior a todos nós exista! Tem que existir! Um “Deus” ou uma “energia” ou “força maior”… Eu como médica posso dizer que ninguém, nem o mais inteligente dos seres poderia criar algo como o corpo humano, que de humano…, nada tem!

 

Mas, deixando essa polêmica para cientistas, arqueólogos e historiadores, aqui estamos, em um país que mistura muitas das religiões, que misturam suas histórias o tempo todo! Na verdade a história é a mesma (tem que ser) contada de formas e fés diferentes. E se todas pregam o bem, cada qual com seu profeta (Abraão, Jesus, Maomé, Budha, Ganesh cabeça de elefante…), por que brigam?

Essa é a teoria em que se baseia uma religião que não conhecia mas que gostei de saber que existe: a FÉ BAHA’I. Segundo eles o Universo deveria ser um único país, sem fronteiras e com um único Deus. Este (Deus de todos) teria mandado seus representantes na terra como os profetas que citei acima sendo o último deles o “Bab”, seu homem santo. A religião tem lindos preceitos que são:

– A humanidade é uma só. Somos 1 só país.

– Busca da verdade. “A luz é boa, não importa em que lâmpada brilhe… uma flor é bela, não importa em que jardim floresça…


– Eliminação do preconceito seja ele qual for. Somos gotas do mesmo mar!

– Igualdade entre homens e mulheres

– A religião apoiando a ciência e vice-versa

– Estudo compulsório e para todos

Baha’i Gardens – um dos mais bonitos do mundo!

Bem utópica, né? Mas acreditem, eles já tem mais de 5 milhões de seguidores pelo mundo. E todos eles aspiram estar onde fomos hoje: no Baha’i Gardens! Patrimônio mundial pela UNESCO é considerado um dos jardins mais bonitos do mundo! Voluntários do mundo todo cuidam do jardim que além de enorme é impecável! Lá repousa o “Bab”, sepultado no templo do jardim. Não barrou “Versailles” mas valeu a ida até Haifa, cidade ao norte de Israel!

Haifa – Vista dos Baha’i Gardens pela German’s Colony

 

 

 

 

Tudo em Israel é bem perto e locomover-se entres cidades pode ser mais rápido do que se locomover no Rio ou São Paulo na hora do rush. Trem, ônibus ou Sheruts (taxis divididos) funcionam muito bem exceto no Shabat! Para quem não sabe, Shabat é o dia em que os judeus dedicam ao descanso já que Deus construiu o mundo em 6 dias e descansou no sétimo! Daí veio o nome do nosso dia tão esperado: Sábado! E o nome do ano que eu e Bife estamos vivendo: sabático! Aliás, super bem visto e estimulado por aqui! Ruim pra gente que do por do sol de sexta até o de sábado, nada funciona (transportes públicos, bares, lojas, mercados…) É um domingão só que sem ônibus ou metrô ou trem e sem quase pessoas nas ruas pois as famílias se reunem nas refeições. Bom por outro lado: descansamos também!

 

 

Eu, nem tanto! Resolvi fazer uma Day-trip para Nazareth onde fica a Igreja da Anunciação, local no qual Maria recebeu a notícia pelo anjo Gabriel que geraria o “filho de Deus”. Me emocionei ao lembrar dos meus tempos de criança quando ía com minha avó na Igreja todo domingo de manhã… Ela ía gostar de saber onde eu estava! Visitei também a suposta ex-carpintaria de José!

A Igreja da Anunciação de Maria

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vocês devem estar confusos pois como cheguei a Nazareth (45 min de Haifa) no Shabat? Simples! A empresa de ônibus que vai até lá é operada por árabes e não judeus! Portanto…, nada de Shabat!

Árabes existem em território judaico (minoria) assim como judeus na Palestina (minoria da minoria). Árabes que moram em Israel judaico podem inclusive servir ao seu exército… Muito estranho para quem achava que havia uma linha imaginária intransponível entre eles. Mas as oportunidades de emprego e os salários são melhores que nos territórios palestinos… Uma confusão só!

Bom…, rumo a Jerusalém e às origens do Cristianismo!!!

Mercado árabe em território judeu

Tem coisa mais fofa???

Israel: um sobrevivente no Oriente médio!

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by on Fevereiro 21, 2013 at 6:57 pm

 

Tel-Aviv

Conhecer um país é antes de tudo, conhecer sua história! E história não falta para este país. Uma saga que se mistura com o poder dos Faraós, o velho testamento da Bíblia, com a segunda Guerra Mundial e com os noticiários dos jornais do nosso tempo. Uma saga pela qual me solidarizei muito ao decifrá-la de perto. A Diáspora eterna…(migração forçada). A aspiração de uma Terra para chamar de sua… A devastação de uma religião que se manteve viva ao longo dos anos graças a sua união. Israel vive espremido no meio de seus “inimigos”: Síria, Líbano, Egito, Irã… e por aí vai…! Mas porquê tantos? A história triste começa no Egito (me corrijam amigos judeus se estiver errada) onde a eterna migração dos “israelitas” começou após a expulsão de todos das terras egípcias pelo Faraó reinante. Com o Egito decadente e em crise, este mandou embora o povo que lá vivia com crenças e fés diferentes.

 

Desde então e até a criação de Israel, os judeus andaram um bocado pelo mundo não sendo benvindos em parte alguma e por muitos países expulsos e injustamente discriminados. Fugiram para Palestina e devido à não hospitalidade desta e de todo o mundo árabe foram parar na Europa. Bom para eles que se ocidentalizaram e aprenderam muito com o “expertise” Europeu: os DONOS do mundo!

Já muito antes (pelos movimentos anti-semitas) e principalmente com a 2 Guerra e com o genocídeo monstruoso de Adolf Hitler, ocorreu uma nova migração em massa do povo judeu para a Palestina. Passaram a ser mais em número do que os árabes que lá viviam (“terra sem povo para um povo sem terra”) dando início a um conflito territorial que dura até hoje! Separados pela religião, árabes e judeus brigam pelo pedaço que lhe cabe! O problema é que os dois querem caber no mesmo! Inúmeros acordos de “Paz” já foram tentados. Um dia calmo seguido de outro onde um homem-bomba entra em um shopping!

 

Aqui estamos! Nos shoppings e cafés de Tel-Aviv! Esquecendo de tudo que contei, poderia aqui viver! Uma mistura do Rio (praia, lojas de suco, galera bonita e saudável) com países da Europa (cafés vários e a elegância que o frio trás) e com um pouco de Porto Alegre (prédios baixos e antigos)! Só não dá para esquecer por muito tempo onde estamos pois a todo momento vemos um jovem com roupa de exército, homens e mulheres, nas ruas carregando suas armas gigantes ao seu lado para todo canto. Eles são obrigados a servir o exército por 3 anos (mulheres 2anos). Boa estratégia para um país sob vigília constante! Mas o porte de armas não faz a cidade violenta. A paz reina…, “aparentemente”.

Sucos maravilhosos!!! Lembra algum lugar???

 

 

 

 

 

 

 

 

Regada pelo mediterrâneo, sua praia tem um calçadão de dar inveja… O povo…, bonito e simpático! Um choque cultural de quem vem do pobre e caótico Egito e atravessa a fronteira a pé! Muitas perguntas e revistas após e um visto dado fora do passaporte (se for carimbado nele você não entra mais em nenhum país árabe!!!)…, chegamos! E adoramos Tel-Aviv, nosso primeiro destino!

Huuuuuuummmmmmm…!!!

 

 

 

 

Café na Dizenghof Street

 

 

 

 

 

Tirando o museu da Diáspora, a parte antiga (Yafo) e o mercado, Tel-Aviv é para relaxar e gozar!!! Correr na praia, ver a moda (que é incrível…, chorei por não poder comprar nada), sentar em um café e ver as pessoas passarem. By the way: internet rápida e disseminada!!! IMAGENS e blog atualizados! Após dois dias em

Tel-Aviv, seguimos para Haifa, onde tem um dos jardins mais bonitos do mundo. Movimentação rápida pois as coisas por aqui não são baratas… Depois entraremos na Bíblia seguindo os passos de Jesus e sua família: Nazaré e Jerusalem!

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