Bife: Polonia, Berlin e Praga!

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by on Maio 8, 2013 at 9:55 am

 

Polônia – praça da Cracóvia

Depois de um longo tempo voltei para escrever. Na verdade os blogs da Mel tem estado tão bons que não sobra muito assunto para falar. E repetir as mesmas coisas seria chato para quem lê.

Achei a Polonia foda!! Principalmente a cidade de Cracóvia que é linda e tem a mais bonita praça que já vi na Europa. Somente ao redor da praça há cerca de 2000 bares e restaurantes!! Cada um mais legal do que o outro…no Rio não há nada parecido, nem de perto. A capital Varsóvia tb é legal mas um pouco menos. Gostei da educação do povo. Ganharam uma nota 6 em simpatia.

Em função do elavadíssimo custo (e em EURO!!) decidimos ir somente para Berlin na Alemanha. E acho que tomamos a decisão correta!! “Botô” a cabeça para fora do hotel já tá gastando dinheiro….e muito! Um café da manha composto por um croissant e um café dentro do metro saía por cerca de 10 euros!! Que saudade do Egito!! Achamos que não teria muito sentido visitar um país como a Alemanha e termos que ficar nos privando de várias coisas legais. Achei a cidade muito boa em relação às atrações turísticas. Tem para todos os gostos e assuntos e várias são ao ar livre e de graça. Tirando as atrações não achei a cidade tão bonita. Não é tanto o meu estilo: muito concreto, prédio, construções e um pouco suja comparada a outras que passamos na Europa. Não achei relaxante. Pegávamos uns 6 metrôs por dia de um lado para outro e depois de alguns dias ficamos exautos. Destaque positivo para o transporte público que é simplesmente fenomenal. Acho que o Rio nunca terá um igual…quem sabe a geração dos meus netos um dia veja… Trens e ciclovias por todo canto…pra quê ter carro? Berlin não tem trânsito!!! O passeio de barco foi na minha opinião o mais legal de todos e recomendo no final da tarde.

Berlin Oriental e do outro lado do rio a Ocidental

Algumas coisas tb nos chamaram a atenção: Quando o sinal de pedestre está vermelho, mesmo que não venha ABSOLUTAMENTE nenhum carro, as pessoas não atravessam!! Ficam em pé olhando para o nada e esperando (até de madrugada!)…chega a ser engraçado. Isso que é educação. Acho que se soltar esses caras daqui no trânsito do Rio eles morrem atropelados no primeiro dia. No Brasil nem sinal neguinho respeita….outro ponto é o fato de se andar nos trens e metrôs na base da confiança. Vc tem que comprar o bilhete e validar em uma máquina antes de entrar e pronto!! Ninguém te pergunta nem cobra nada….muito de vez em quando um fiscal entra para verificar se as pessoas estão portando o bilhete. Honestamente acho que nunca daria certo no Brasil, aonde em um ônibus além do motorista tem um trocador e mesmo assim vagabundo “pula” a roleta e não tá nem aí!! Já viu no verão volta de ônibus da praia com geral pendurado sem pagar? Imagina se ainda tivessem a liberdade de não serem abordados por ninguém? Até agora só vimos uma “blitz” na Polonia e imagina quem foi pego sem bilhete??? Um TURISTA!!! Aqui é tudo na base da liberdade com responsabilidade: foi pego sem ticket…, UM ABRAÇO AMIGO!!! Vende as calças para pagar a multa! Em relação a simpatia e hospitalidade do povo daria uma nota 5.

Rumamos para Praga que por sinal não decepcionou a sua fama de uma das cidades mais bonitas do mundo. Tudo é bonito: a arquitetura, os hotéis, os bares e cafés, os palácios e jardins…a cidade tem uma excelente estrutura de transporte público, então vale a pena ficar fora da Old City para economizar e usar o metrô. O custo é alto (acho que igual ao da Alemanha). Nesses países MAIS caros vale a pena uma hospedadem com café incluído mesmo que sejam alguns dólares a mais…assim como na Alemanha um pedaço de pão não se paga com uma “moedinha”… fomos cometer o erro de mudar de hotel achando que íamos economizar e entramos pelo cano…Ainda bem que casei com uma mulher que poderia ter sido da GESTAPO (polícia Nazista). Se nos meus poucos posts alguém me achou “pão duro” é porque não viram ainda a Mel!!! Controla até as moedas e não entende que o nosso orçamento é na verdade uma média, ou seja, nos países mais caros gastamos mais e nos mais baratos menos do que a nossa média necessária!!! Fica em pânico quando passamos do orçamento diário….

Praga – Charles Bridge

Como em praticamente todas as principais cidades da Europa, vale a pena comprar o CITY (tourist) PASS que dá direito a usar ilimitadamente todos os meios de transporte, desconto em museus, restaurantes, lojas, hotéis…além de economizar ainda poupa o trabalho de toda hora ter que ficar parando para comprar ticket na máquina.

Próximos destinos: Austria, Hungria, Bósnia, Croácia e Grécia, aonde descansaremos uns dias para recarregarmos as energias rumo a Rússia!!!

De Varsóvia a Berlin! O outro lado da moeda.

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by on Abril 27, 2013 at 9:33 pm

 

Varsóvia

Cidade que guarda o coração de Chopin (literalmente pois foi retirado de seu corpo e enterrado em uma das colunas de uma das Igrejas)…, temos pouco para falar de Varsóvia nos dias de hoje se compararmos com o peso e importância da história que carrega! A capital da Polônia praticamente deixou de existir após a Segunda Guerra…, foi completamente bombardeada e transformada em cinzas! As fotos são impressionantes! Nada ficou de pé…, absolutamente nada! Como em Chernobyl as pessoas deixaram tudo para trás mas com determinação e emoção puderam ter a oportunidade de voltar, morar nos escombros e iniciar um árduo trabalho de limpeza e reconstrução que durou quase 10 anos para que novamente a cidade ganhasse cara e corpo!

O Palácio da Cultura. Varsóvia.

E conseguiram! O centro histórico reconstruído da cidade é super charmoso com sua praça e cafés e a rua que liga a cidade atiga com a nova é um agito só de gente jovem e bonita! Os museus são espetaculares como Cracóvia e o cartão postal da cidade é na verdade o menor motivo de orgulho: o Palácio da Cultura! Prédio gigantesco construído após os soviéticos terem destruído o exército alemão e dominado a Polônia. “Presente de grego” dizem os atuais cidadãos! Odeiam o prédio…, um dos poucos sinais restantes do comunismo junto com o albergue que vimos: “Good By Lenin!”

 

 

 

 

 

 E de novo palmas para o Free Walking Tour! Esse ao final ainda nos deu um copinho de vodka, bebida típica daqui ensinando todos a tomar de uma só vez e de forma a não dar ressaca! Funcionou!!!

A “antiga-nova” praça reconstruída!

 

 

 

 

 

 

 

 

De Varsóvia mais um trem nos deixou na capital da Alemanha (Berlin) em 7 expressas horas! Do oprimido (Polônia) ao opressor!!! Agora sim veremos o que conta o outro lado da mesma moeda!!!

Descobrimos que somos completamente dependentes e viciados no Lonely Planet…, nosso (e melhor) guia de viagem. Para o turista independente digamos que é fundamental!!! Não tínhamos achado para comprar um da Alemanha e não conseguimos baixar do site e assim nos encontramos em plena estação central e gigantesca de trem de Berlin! Ficamos que nem perus tontos indo de um lado a outro e de cima a baixo (tem 5 andares!) tentando achar um meio de chegarmos ao hotel! Depois que você entende as bilhões de linhas existentes sub e supraterrâneas fica tranquilo mas até lá dá pra queimar um neurônios! É de chorar de ver o mapa das linhas: gigante, colorido, rápido e eficiente! Vai para todos os lugares e buracos e carro…, pra quê???? Nem precisa!

Agora sim: Chegamos no primeiro mundo!!!

Estação de trem principal de Berlin

in Alemanha, Europa, Polonia

Auschwitz e a vida no “Campo”. Ainda Polônia!

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by on Abril 24, 2013 at 11:14 pm

 

“Arbeit
macht frei” traduzindo: Só o trabalho liberta!!!
Portão na entrada de Auschwitz

Grande área plana de boa visibilidade, servida por uma linha de trem e bem central levando em consideração os guetos existentes na Europa e os territórios sob domínio alemão. Assim Auschwitz e mais precisamente Birkenau tornaram-se os mais “eficazes” campos de concentração. O tempo de vida média no campo era de 3 meses!!! Isso sem contar com os pobres judeus que já saltavam do trem (onde muitas vezes tinham até comprado bilhete) direto para a câmara de gás! Os trens chegavam atochados dos guetos e muitos viajavam por muitas horas em pé! Ao saltarem uma única pergunta do exército nazista já de cara definia o destino de muitos: “Quem de vocês está muito cansado para andar? Estes aguardem em fila pois um outro trenzinho vem buscá-los para poupar-lhes a caminhada longa!” Daí vocês já imaginam para onde esse outro “trenzinho” ía…!

Destino final: a câmara de gás!

Entrar nela foi assustador!

 

 

 

 

 

 

 

 

Idosos e crianças não passavam nem mesmo duas horas no campo. Tempo que tinham para parar na câmara de gás, despirem-se para um “banho” (era o que os faziam acreditar), entrar e sair do outro lado em cinzas ainda presentes até hoje pelos lagos e gramados de Auschwitz-Birkenau. Alguns quando viam pela primeira vez as chaminés a todo vapor sorriam com o pensamento: “Huuummm, estão preparando comida pra nós…, este lugar deve ser realmente muito melhor que o gueto!” Dos corpos ainda se retiravam dentes e anéis de ouro usados para compra de novos armamentos e financiamento da guerra!

Cerca farpada e eletrificada do campo

O verdadeiro “trem-fantasma”: pague para entrar e reze para sair!

 

 

 

 

 

 

 

 

No museu vemos salas e mais salas com o que sobrou após a tentativa dos nazistas de “esconder a arma do crime” pondo fogo no local antes de fugirem com a proximidade dos soviéticos. Kilos de cabelos cortados dos judeus (muito usados para fazer colchas e roupas), milhões de malas, óculos chamuscados e…, sapatos!!! Um “Everest” de sapatos…! Latas de “zyklon B”…, o gás mortal e fotos de tremer os lábios para segurar o choro! Muitos nem conseguiram! O tour é guiado e os guias excelentes! Pelo menos a nossa falava com muita emoção!

Uma “pequena” parte dos sapatos que sobraram…

Tour guiado: a voz da guia era amplificada ao grupo por audio guides! Caras tristes!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Hitler ordenou a “Solução Final” ou morte em massa aos judeus e milhões morreram nos campos de concentração como Auschwitz e Birkenau sem que o próprio Hitler em pessoa tivesse pisado lá ao menos 1 vez, acreditam?!!!

Oito dormiam em cada célula (ver foto) como abelhas em um favo de mel…, só que sem mel algum! Comiam em torno de 600-800 calorias por dia apenas e trabalhavam por 8-10 ininterruptas e pesadas horas. Ao banheiro só era permitida a visita 2X/dia por 10 segundos e sem toalha ou papel higiênico.! Buracos um do lado do outro no concreto frio. Geadas e nevascas sem aquecedor! Doenças sem remédios! Pais sem mães e mães sem filhos! Fome, frio, sede, exaustão, sujeira, tristeza, vontade de ir ao banheiro sem poder… e na maioria das vezes vontade de morrer! Muitos se matavam antes mesmo de chegar o seu dia de morrer! Muitos judeus cooperavam com o exército alemão operando as câmaras de gás ou supervisionando outros judeus com a promessa de saírem de lá! Estes também morriam a cada 3-4 meses de qualquer jeito! Para quê os nazistas precisavam de testemunhas?

Vejam o tempo de permanência no campo na foto acima…

Quartos: 8 pessoas por buraco! Os de baixo ainda dividiam com os ratos!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Triliches

 

Ou seja…, o lugar é pesado e ainda assustador anos depois! Hitler se suicidou antes de poder pagar por seus pecados e mesmo para quem acredita em outras vidas acho que nenhum sofrimento será suficiente… E pensar que o “Dr. Morte” viveu no Brasil até morrer de …, velhice! Ele era o médico que decidia quem viver e quem morrer, matava doentes mentais e inválidos com injeções letais nos “hospitais” (afinal, para o Reich, quem não pode trabalhar não pode comer e tem que morrer!), fazia experimentos com presos como os de esterilização em massa e mil outras atrocidades! VEJAM MAIS FOTOS (crematório, acomodações e etc…) NA ABA IMAGENS DO SITE!!!

 

 

Judeus chegando…, o que será que pensavam?

O banheiro!

 

 

 

 

 

 

 

Entrada de Birkenau: o extermínio!

in Europa, Polonia

Que surpresa boa: CRACÓVIA!!! Polônia.

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by on Abril 19, 2013 at 4:53 pm

  “Quem é você?” Um grupo de jovens com filmadora e microfone na mão perguntou para o Bife em plena praça principal da Cracóvia (Polônia). E ele respondeu rápido o mesmo que por coincidência eu também respondesse: “eu sou alguém em busca”. Acho que eu acrescentaria: “e DESIGUAL”. Desigual por achar um tanto quanto estranho o mundo ser tão igual se o quesito é pessoas!!! Todos querem um bom emprego, uma boa família, saúde e o pão de todo dia…, seja no Vietnã ou na Ucrânia. Todos querem poder fazer o que todos fazem. Todos querem um dia conhecer Paris! Sei lá por que eu nasci “do contra” e com a alma inquieta…, nem sempre quis o que todos querem (com excessão de Paris, claro!). E graças a esse “em busca” e exclusividade de gosto…, aqui estou: Cracóvia! Aqui estamos: eu e outro ser inquieto, o qual felizmente encontrei nessa vida e me casei!

Saint Mary Church

 Por sorte nossas escolhas não tem nos decepcionado e Cracóvia, ex-capital da Polônia tem uma das praças mais bonitas que já vi! A cidade é encantadora, alegre e super alto astral! Sem vestígios aparentes do tanto que sofreu com a Segunda Guerra!!! Lindas e muito fotográficas, suas construções valem todos os tropeços que damos por andarmos olhando todo o tempo para o alto. Terra do nosso eterno Papa JP II…, abençoada seja!!!

A Praça Principal na Old Town

Clock Tower e o Mercado

Já viemos em um “sleeping train” cabine tripla da Ucrânia sentindo o clima de como seria viver em uma casa onde cada integrante só tivesse direito a 2 m² . Assim era a vida dos judeus nos guetos do holocausto e Cracóvia tinha um enorme…, origem de quem mais tarde acabou parando em Auschwitz…, há 1h e 1/2 daqui!

 

Pra quem é médico fica mais fácil entender o gueto já que não é tão diferente de dar um plantão! Todo mundo apertadinho, dividindo comida e falando besteira pra tentar esquecer um pouco a tristeza do lugar…

 Bobeiras à parte, começamos nosso primeiro dia com mais um Free Walking Tour pela linda Old City e jantamos vendo o por do sol na praça com suas chiques carruagens estacionadas na nossa frente! No dia seguinte visitamos o bairro judeu. A Polônia foi um dos lugares em que eles mais sofreram…, mais morreram… e mais migraram!!! Não é à toa que tem quase tanto Polonês fora da Polônia do que nela!
Muito antes do Holocausto já viviam em bairro próprio expulsos da antiga Cracóvia pelo rei da época como prova de sua cristianidade! Com a invasão alemã na Segunda Guerra migraram dalí para o Gueto e deste para o fim da linha em Auschwitz! A vida no Gueto era horrível! Não chegava comida suficiente, pouco espaço para um batalhão de gente e doenças por todos os lados! Incrível saber que muitos até compraram passagem de trem para Auschwitz achando que lá teriam uma vida melhor… Mal sabiam… (Mais sobre Auschwitz no próximo post!!!)

O Free Walking Tour – recomendamos!!!

 

Hoje em dia o bairro judeu é bem ótimo e cheio de restaurantes e barzinhos agradáveis…, tudo o que o polonês gosta já que se orgulham da sua fama de “beberrões”!!! Nem lembra a sofrida e esmagada Polônia de antigamente que deu azar de ficar bem no meio do tiroteio de dois grandes inimigos: Alemanha e União Soviética! Muitas cidades como Varsóvia foram inteiras destruídas na Segunda Guerra e literalmente tiveram que ressurgir das cinzas!
No fim do dia fomos à fabrica de Oscar Schindler…, o do filme! Hoje funciona um grande, espetacular e moderno museu sobre a Segunda Guerra, invasão alemã e sofrimento do povo polonês, também considerado subraça para os arianos! Descobrimos que Spilberg pintou um Schindler bem mais bonzinho do que foi na verdade: um oportunista! Tudo bem…, oportunista que salvou mais de mil judeus…! Não era de todo mal e isso no contexto já servia para ser BOM!

O muro do antigo Gueto: forma (proposital) de lápides!

Salvos por Oscar Schindler – A FÁBRICA!

A ponte que ligava o bairro antigo judeu ao Gueto!

 E por fim é IMPERDÍVEL a visita à mina de sal que fica há 20-30 min de Cracóvia. É inacreditável a imensidão da “cidade-museu” subterrâneo que fizeram onde antes funcionava a todo vapor a mina. Descemos há 130m abaixo do solo e fazemos um tour guiado por duas horas na mina, seus corredores e câmaras. Ainda assim só dá para ver 1% dela! Tem até igrejas enormes lá dentro todas esculpidas no sal e alugam o espaço para casamentos (fila de espera de 3 anos). É linda demais! Os próprios mineiradores esculpiram as igrejas para rezarem já que o risco era grande naquela época de fogo e desabamentos. O sal era valiosíssimo na Idade Média pois como não tinham geladeira era com ele que conservavam os alimentos. Os “SALários” não eram em moedas e sim em porções de sal…, daí tirado o nome para o que tanto esperamos no fim do mês!!!

 Depois de 3 dias maravilhosos e mais quentes com o aparecimento do sol há tempos escondido, partimos para a capital da Polônia, Varsóvia em mais um trem de 4h!

Mais uma da praça que já deixa saudade!

E finalmente…, O SOL!!!

in Europa, Polonia

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