Doha: a “Nova-Rica” cidade. Das pérolas ao império do petróleo…

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by on Março 13, 2013 at 7:55 pm

Arranha-céus e o vento forte: tremeu até o tripé!

Grande exportadora mundial de petróleo e gás natural, a sensação que dá é que nem sabe ainda o que fazer com tanto dinheiro… Só se vê obra e mais obra pelas ruas apesar dos prédios, hotéis e shoppings megalomaníacos já existentes! E haja ouro!!! Tem um mercado interminável que vende só ouro e pedras preciosas! Dizem que os “Sheikhs” compram para suas esposas toda sexta feira!!! (Levei Bife lá para aprender com eles!!!).

Aliás, os mercados (ou souqs) são atrações imperdíveis! Vende-se de tudo um pouco, até mesmo caríssimos falcões que alguns árabes colocam no ombro e o carregam para todos os lados! Eles têm hospitais próprios (os pássaros) e na Qatar Airways andam de “business” class ao lado de seus donos e em assento próprio!!!! A prática (falconaria) vem da Idade Média onde usavam os falcões para ajudar na caça. Hoje em dia é sinal de status e poder.

Melhor que muito hospital do Rio!!!

Inacreditável!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nosso hotel era bem perto do Souq Waqif, o principal mercado e atração turística de Doha. Também reformado recentemente é bem chiquezinho com várias lojinhas e restaurantes iraquianos, egípcios, marroquinos, iranianos e etc… É sensacional perder horas e horas nele pois lá vemos de tudo: homens e mulheres em seus trajes característicos, um monte de gente fumando shishas (ou narguile) dentre locais e turistas, comidas típicas em carrocinhas além dos mais impressionantes “xadores” (burcas sem cobertura dos olhos) vendendo nas lojas. Quase comprei um preto (só tem essa cor) cheio de brilhantinhos em verde e prata. Mas depois pensei o que faria em pleno Rio de Janeiro com ele! Desisti! Tem também o mercado dos falcões e ao lado fica um estábulo com os cavalos árabes do Sheikh. Lindos e posudos para combinar com a cidade!

Shisha de coquetel de frutas (mais conhecido como Narguile)

O Souq (mercado) e os árabes

 

 

 

 

 

 

 

 

Dois outros lugares são também imperdíveis em Doha: uma volta a pé no Corniche (orla) e uma tarde no “The Pearl” (ilha artificial construída para milionários e expatriados). No Corniche são paradas obrigatórias: o imperioso museu da arte islâmica e o Centro Cultural Islâmico. Neste último você aprende tudo sobre a religião e o melhor de tudo: pode fazer a pergunta que quiser!!! (NÃO PERCAM O PRÓXIMO POST!!!).

A orla do Golfo: o Corniche!

Restaurante Al-Morjan na beira do Corniche

 

 

 

 

 

 

 

 

O Pearl é de cair o queixo!!!! Uma finesse só!!! Nunca vi tamanha extravagância! Prédios elegantérrimos, lojas das melhores marcas do mundo (TODAS) e restaurantes de chefs famosos…, tudo isso circundando caríssimos iates estacionados no mar verdinho do Golfo!!! Muitos como Gordon Ramsey tiveram que fechar seus restaurantes após a proibição pelo governo da venda de bebidas alcoólicas. O movimento caiu muito já que nesta área dificilmente se vê um muçulmano ou qatari! O Sheikh queria que o Pearl fosse um local para muçulmanos tanto quanto estrangeiros e instituiu esta medida! Bom…, tem Vera Wang, Café da Empório Armani, Fendi House (nem sabia que existia!!!), lojas da Ferrari e Rolls Royce e até uma filial do Le Deux Magot de Paris!!!

Recomendamos no mínimo três dias para conhecer tudo ou mais se como nós gostam de dar uma corrida ou sentar em um café e ver o dia  e as pessoas passarem!!!

The Pearl

O Golfo Pérsico e o Pearl

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A pérola das arábias!!!

Entramos em Doha (Qatar)…, UFA!!! Enfim: nas Arábias!!!

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by on Março 12, 2013 at 9:05 pm

O monumento da cidade – The Pearl

Depois da confusão toda com carimbos e vistos acabou que foi moleza a imigração. Como o Qatar, apesar de fazer parte da Liga Árabe, não está envolvido diretamente com os conflitos no Oriente Médio, a segurança é plena e o país pacífico. Bem pequeno e oprimido no Golfo (em tamanho) pelas extensa Arábia Saudita, lhe cai bem o ditado: “tamanho não é documento!” É a segunda maior renda per capta do mundo! E tudo graças ao seu “underground” rico em petróleo!

Museu da arte islâmica (à dir) e os arranha-céus

 

 

 

 

 

Mas nem sempre foi assim! Bem de frente para o Golfo no Mar das Arábias, existia há não muito tempo atrás, uma vila de pescadores e de “catadores de pérolas”, abundantes nessa região que no meio do deserto já lutava contra os 55 graus que chega a fazer no verão, contra as tempestdes de areia e a pobreza. Beduínos por natureza, se estabeleciam com seus camelos nas áreas mais proveitosas. Quando o mercado das pérolas declinou e a situação dificultou mais ainda, acharam o que há muito estava escondido por debaixo do solo quente: PETRÓLEO! Que sorte a deles! Daí em diante o país só destrinchou…, enrriqueceu e apareceu no mapa para ficar!

Hoje em dia o que vemos ao pisar neste pequeno solo milionário: uma cidade de arranha-céus e finesse no ar rodeada pelo mesmo deserto de sempre e pelo mesmo mar verde-piscina.

Fugimos do circuito turístico clássico como Dubai e Abu-Dabi, que têm investido muito no turismo pelo medo da fonte um dia secar (o que…, fato…, vai acontecer!) para conhecer um país das “arábias” mais autêntico (ou quase). Também nosso dinheiro não daria nem para uma água do único hotel 7 estrelas do mundo (em Dubai). Perdemos também a oportunidade de esquiar no “shopping”. Incível: construíram uma pista de esqui no gelo dentro de um shopping que dá para usar o ano todo, independente do sol escaldante do lado de fora!

 

 

 

 

 

 

Aqui estamos e a escolha foi por ter tido amigos que aqui moraram e que me despertaram a curiosidade de ver o lado rico do Oriente Médio!

Até que conseguimos um hotel no nosso orçamento que agilizou o meu visto já que o Bife, com a mamata do passaporte português não precisava! Só depois descobrimos que o hotel também serve como local de trabalho das colegas da noite! Até presenciei uma negociação de uma delas com um hóspede!!! Mas pelo preço e localização…, adoramos!

Ficaremos 5 noites apesar de não ter muitos pontos turísticos. Mas o objetivo aqui é outro: “people watching” e “way of life”. A pista da Orla (Al-Corniche) com várias estações para malhação também foi um bom chamariz! Saudade de um bom exercício!!!

O chique café do museu

Bife e o Corão

 

 

 

 

 

 

 

 

O Corniche (vulgo calçadão) que tanto amamos

O vento das “Arábias”

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